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Mostrando postagens com marcador liberdade. Mostrar todas as postagens
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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Experiências II

          Não vou apenas relatar a minha experiência de viver sozinho pois isso não é nada de extraordinário, isso será apenas uma referência para melhor compreensão. O importante é demonstrar que podemos muito mais do que pensamos ou do que dizem que podemos ser.
    
    A dois meses mudei de Cidade, de Estado, de emprego e com isso muitas outras coisas também mudaram. Morando sozinho, distante do tradicional grupo social, distante da família e amigos tornou-se mais...digamos...tranquilo a prática de alguns bons hábitos.

    Conforme mencionei anteriormente noutro post, essas pessoas mais próximas costumam exercer grande influência em nossa vida, e na maioria das vezes são boas influências, entretanto, algumas conceitos não condizentes com nosso pensar individual nos são  forçosamente impelidas, como que se o que pensamos fosse errôneo.

Um lugar para descansar, um violão e alguns livros para relaxar
     A cultura do excesso como requisito para o conforto é um dos grandes fatores modernos de conflito. Antes mesmo de deixar o antigo lar já ouvia conselhos a respeito de uma enorme lista de objetos "indispensáveis" que teria que adquirir.

    Mas é necessário peneirar essa lista "tradicional", não por motivos financeiros, já que manter o status de financeiramente bem sucedido parece ser o principal motivo que nos leva ao excesso de bens materiais, mas sim como esforço para mudar as tendências que tem-se mostrado falhas. Reduzir a compra de tantas 'coisas' é também uma atitude sustentável, uma forma de melhorar toda sociedade (em breve farei um post explicando esta afirmação).
Fonte: ICMBIO

    Outro mito a respeito das dificuldades da vida solitária, diz respeito a alimentação. As pessoas pensam que não são capazes de cozinhar, mas isso não é tão difícil assim. É lógico que não se pode comparar um cozinheiro estreante com um Chef de culinária, ou com suas mães e avós que possuem tantos anos de prática que as tornam  mestres nessa arte.

   E mesmo sem ter tido lições de culinárias, nem praticado antes, estou conseguido sobreviver muito bem, e mantendo uma alimentação saudável, bem distante das típicas guloseimas consumidas pela maioria dos que se encontram em condições similares as minhas.

    Nas próximas postagens detalharei cada uma dessas mudanças...

    

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Simplicidade Voluntária

    Recentemente, assistindo um documentário sobre Thoreau, me deparei com um novo termo que simboliza perfeitamente o ideal do Fugir Para O Mato, a Simplicidade Voluntária, essa expressão não pode ser mais clara.

      Esse fragmento do documentário nos permite ter uma visão do que é esse movimento e de como ele pode beneficiar seus praticantes. Levar, voluntariamente, uma vida simples, optar por não seguir a corrente moderna do consumismo, dispensar o 'ter' para aprimorar o 'ser', pode ser a chave para melhorar as nossas vidas. Considero isso uma evolução, pois começamos a deixar para trás as coisas que são desnecessárias, e que acabam se tornando um peso morto em nossa existência.

    Deixando de nos preocuparmos em possuir numerosos e valiosos bens, passamos a ter uma percepção mais aprofundada a respeito da existência. Agregamos mais valor aos prazeres que nos são dados gratuitamente, aquilo que está ao alcance de todos nós, o tempo todo, e normalmente não consideramos a sua existência, pois estamos mais preocupados, empenhados, e até desesperados, para conseguir aquele produto que um comercial qualquer insiste em dizer que é essencial para nós.

Imagem: O Decrescimento
    Ser simples! Fugir para o mato é deixar de lado a falsa valoração dada aos bens materiais, aos produtos de preços elevados, a valorização da própria moeda em si, e de tudo mais que tanto tem nos feitos escravos do consumo, que tanto confundem nossos desejos, para sentirmos de perto a naturalidade de uma vida, realçar nossos sentimentos, para que possamos distinguir o que realmente tem valor, para enfim vivermos de verdade, livres!



    Tenho visto muitas pessoas vivendo, e muito bem, sem a necessidade de possuir tudo que nos é ofertado pelo mercado, tenho dado pequenos passos para o desapego, rumo a simplicidade, e a sensação é ótima, é algo como um alívio, porém, melhorado!

Seja simples! Viva simples! Liberte-se!
Viva de verdade!

domingo, 18 de maio de 2014

Nosso lugar

            É comum ouvirmos pessoas reclamando, desprezando, até mesmo difamando os locais que habitam, como se a sua cidade fosse a pior do mundo, e ao mesmo tempo vemos outras pessoas que simplesmente amam o mesmo lugar e veem nele todo que há de melhor. Como isso é possível? Quem está certo? Quem está errado?

Cidade de São Paulo - SP                          Fonte: Jáuregui
     Bem! Analisando várias situações, cheguei ao raciocínio de que não há um certo e um errado nessa história. Essas opiniões são baseadas, geralmente, em conceitos próprios, levam em consideração o que cada pessoa considera bom ou ruim, logo, é algo muito subjetivo. Cada qual tem seus gostos, sente prazer com coisas diferentes, obtêm sua felicidade de fontes diferentes, portanto é evidente que nem todos gostem do mesmo lugar.

      Felizmente temos o livre arbítrio de escolher onde queremos viver, muito embora algumas pessoas criem obstáculos e acabam prendendo-se a lugares em que detestam.  Outras jamais deixam um determinado local, pois o consideram o melhor, mesmo sem conhecer as demais opções. Há também aqueles que não se satisfazem em lugar algum, ficam pulando de galho em galho, como dizem no popular. Em relação a esse último grupo, penso que é nisso que reside a sua felicidade, que talvez a satisfação deles seja realmente conhecer vários lugares, ter muitas moradas durante a vida.

     Quando viajo, costumo observar os habitantes das comunidades visitadas. Sempre existe aquele lugar em que você chega e logo pensa: "Nossa! Como eu gostaria de morar aqui!", e de repente você ouve um habitante local dizendo que esse lugar não é assim tão maravilhoso, mas isso é claro, apenas sobre a sua ótica, pois muitos outros locais acabam dizendo-se maravilhados por viverem ali. 
Distrito de São Jorge - Alto Paraíso - GO        Fonte: Pousada Vila São Jorge

          Posso dizer que gosto do local em que moro, tem muito daquilo que eu gosto aqui, é lógico não é um local perfeito, mas não o desprezo de maneira alguma, e penso que ninguém deveria desprezar o seu habitat. Tenho desejo de mudar sim! Mas não por não gostar daqui, mas sim por querer conhecer um lugar novo, essa não é minha primeira morada, e espero que não seja a última também.

   "Se você não gosta do lugar onde está, mude! Você não é uma planta!"

         No fim, se faz necessário saber, que você não terá sossego em lugar algum enquanto não tiver em paz consigo mesmo, enquanto não resolver seus conflitos interiores, nossa mente precisa estar em paz para que todo o resto possa assim estar também.

domingo, 13 de abril de 2014

Alternativas Para Sobrevivência

          Ter uma vida com mais liberdade, com menos compromisso, sem a preocupação de estabelecer raízes em um determinado local, são atitudes que costumam ser vistas como tornar-se um vagabundo, um andarilho, alguém cuja existência aparenta ser penosa. Bem, este pensamento está por demais antiquado!

   Conforme comentei na postagem Vivendo Sem CEP existem algumas alternativas para quem não pretende passar toda sua vida numa cadeira de escritório, e entre elas se destaca a carreira de Nômade Digital (Click para saber mais). Cuja grande vantagem dessa atividade consiste em, de uma certa forma, ser possível conciliar uma carreira - o seu ganha pão - com  a liberdade de viver com o pé na estrada, substituindo um ambiente de trabalho estressante por um ambiente agradável que pode ser escolhido a dedo.

    Os chamados Nômades Digitais são indivíduos que decidiram não mais viver como um empregado, com horários e metas à cumprir fielmente para benefício de seus empregadores, que muito lucram e pouco valorizam. Tendo em mente o ideal de viver por sua própria conta esses admiráveis aventureiros, dedicam-se à desenvolver atividades digitais, ou melhor, se tornam verdadeiros empreendedores no universo digital, cada qual, valendo-se de sua criatividade, cria sua própria fonte de renda. (Veja aqui alguns exemplos)

   Muito mais do que ganhar dinheiro para satisfazer suas necessidades, o que esse pessoal costuma, e gosta de fazer, é dividir suas experiencias com o mundo, criando blogs, websites, escrevendo livros e etc., com o objetivo de incentivar outras pessoas a madurem a maneira de ver o mundo. Suas histórias de sucesso são uma grande alavanca para aqueles que já pensam, como eu, em fazer isso mas que ainda não conseguiram tomar a decisão crucial, e por as mãos à abra.

   O essencial para seguir por esse caminho é ter foco e atitude, é preciso agir, trabalhar muito, mesmo sem ter um chefe pegando em seu pé. É necessário ser desapegado, para viver na estrada não é ideal, e inclusive é desnecessário, acumular bens, preocupar-se apenas com o necessário já basta, isso facilitará sua vida. 

   Dessa forma, você que gostaria de por o pé na estrada, mas acha necessário ter um emprego e uma carreira pra garantir o futuro, já não pode mais usar isto como desculpa para deixar de viver suas aventuras. 

   Coloquem suas ideias em práticas e saiam descobrir o que o mundo tem guardado pra vocês. 


      

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Experiências

      Conhecer novos lugares, outras pessoas, e outras culturas é sem dúvida uma experiência incrível que amplia nossos conhecimentos e melhora a nossa percepção sobre a vida.

     No último feriado prolongado tive a oportunidade de viver uma nova experiência, certamente satisfatória. Um acampamento de três dias na Ilha do Mel. Uma atividade realizada com muito mais vontade do que dinheiro, sem luxo, mas com muita alegria e paz, afinal, desfrutar a natureza com os amigos é algo que não pode ser avaliado monetariamente.
           
      Viver de uma maneira diferente da habitual, ainda que por pouco tempo, nos faz evoluir, possibilita fazermos uma reavaliação sobre a nossa vida, nossos costumes, hábitos, valores. A experiência de passar alguns dias longe da cidade, praticamente sem comunicação com o restante do mundo, sem ouvir ou ler qualquer a notícia em qualquer que seja o meio de comunicação, permite perceber o quanto sobrecarregamos nossas mentes com coisas que pouco prazer nos proporcionam, e que ao contrário, nos deprime e nos estressa. Percebemos que, muitas vezes, temos tantas coisas que, na realidade, são dispensáveis, coisas de que nos tornamos dependentes sem perceber que de nada dependemos delas. Enfim, para percebermos que podemos ser muito mais livres se realmente quisermos.

      É interessante observar como as pessoas se comportam e reagem nessas situações, completamente diversas do que são acostumadas a viver em seu dia a dia. Algumas simplesmente ficam a vontade com isso, e até mais felizes, foi assim que me senti na ilha. Por outro lado, existem aqueles que apresentam grandes dificuldades em desapegar dos "confortos" da civilização urbana, é visível a necessidade de algumas pessoas em usufruir de algumas tecnologias, mesmo não sendo elas necessárias. Imagine trocar as ondas do mar para navegar na internet. Fixar os olhos em uma tela de TV ao invés de fixá-los nas paisagens naturais. Ouvir o som de buzinas e sirenes ao invés do som do mar e dos pássaros.

     Há tanto para vermos neste mundo, tantos locais para explorar, tantas pessoas para conhecer, tantas histórias para viver, e no entanto, a maioria de nós não consegue se desprender. A comodidade, a insegurança, e a visão fechada  nos impede de viver aventuras. É claro que nem sempre conseguiremos fazer tudo o que planejamos, não há garantia de que a experiência será satisfatória ou não, mas certamente aprenderemos algo novo em cada passo que dermos.

     Viver é isso, ter experiências, aprender, descobrir, e assim evoluirmos. Apenas precisamos aprender a desfrutar cada uma de nossas experiências, e extrair o máximo possível delas, não basta simplesmente viver uma situação, é necessário absorver o conhecimento que ela nos proporciona.

      

domingo, 20 de outubro de 2013

Andar A Pé

       Andar A Pé! Título da obra Henry David Thoreau que relata uma de suas formas de contemplação da natureza através de de uma atividade que vem, aos poucos, sendo desprezada pelas pessoas, apesar de seus benefícios serem de conhecimento de todos.

     Caminhar ainda é direito de todos, é gratuito, e não requer treinamento. Logo, não há desculpas para não praticar essa atividade. Thoreau demonstra que certas contemplações só podem ser feitas através de uma caminhada, e ele está certo disso. Pois quando caminhamos por algum lugar prestamos mais atenção aos detalhes das paisagens, existe uma maior interação com o meio, e é isso que faz essa atividade ser tão agradável.

        Lembro das caminhadas que, junto com os amigos, fazia em tempos passados. O passeio que nos levava a casa de nossos amigos do interior era sem dúvidas divertido e inspirador. Percorrendo as estradas rurais conversávamos sobre diversos assuntos, e cada mudança de paisagem, cada cenário novo inspirava um novo diálogo. Hoje, apesar de limitar minhas caminhadas ao perímetro urbano, continuo realizando meus passeios, descobrindo novos lugares, conhecendo outras pessoas, e sempre há algo de interessante nesses caminhos, que mesmo já conhecidos, estão sendo agora, descobertos por uma nova pessoa.

       Por comodidade as pessoas, em sua maioria, está deixando de andar a pé, seja andar apenas por andar, sem rumo, sem um destino traçado, ou até mesmo caminhas para ir a determinado local, mesmo que este seja muito próximo do local de partida, e isso sem dúvida é um desperdício de uma ótima atividade.  Muito estão limitando suas caminhadas no trajeto de suas cadeiras até seus carros e destes para outra cadeira.

       
         Caminhar amplia a nossa percepção sobre aquilo que nos cerca, nos dá sessação de liberdade, pois não precisamos seguir um caminho construído, ou mudar de direção apenas onde é permitido, andando a pé nós traçamos nosso caminho da maneira que nos convém. Caminhem! Seja pelas ruas, calçadas, trilhas, na praia, no mato, ou na cidade, mas não fiquem parados. Caminhem! Seja com destino determinado ou a esmo!
      "Sentimos que aqui nas cercanias quase só nós praticamos esta nobre arte, muito embora, para usar de franqueza, a maioria dos citadinos, a julgar pelo que afirmam, gostariam de, como faço, caminhar de vez em quando, mas não podem. Nenhuma fortuna é capaz de comprar os requisitos lazer, liberdade e independência, que são essenciais nesta profissão."
 Thoreau, H. D. - Andar A Pé

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Sem Pressa

     Parar e relaxar é uma prática muito importante para mantermos a nossa boa saúde mental e emocional, na postagem anterior comentei a respeito da pratica de descansar, e afastar-se por um instante de todos os tipos de pressões, mas existe ainda uma outra forma de levarmos nossa vida mais leve.

       Viver sem pressa, essa é a proposta do Slow Down Attitude, uma nova cultura que tem por objetivo frear a nossa vida, permitir realizar nossas atividades sempre com calma, e manter a cabeça fria quando em situações adversas. E vai ainda mais além da atitude de manter a calma. Esse novo conceito cultural estimula atitudes mais humanistas nos relacionamentos interpessoais, e a retomada de alguns valores antigos usurpados pelo estilo de vida moderno desenvolvido com a globalização, retoma a importância de aproveitarmos o tempo livre e relaxar.

     O Fugir Para O Mato surgiu com um propósito semelhante, sendo utilizado tanto em seu sentido figurado, fugindo apenas mentalmente ou temporariamente, quanto no sentido real de realmente deixar a vida urbana moderna de lado para viver junto a natureza e desenvolver-se com ela, ao ritmo natural da existência de cada ser vivo.

      Praticar a Slow Down Attitude pode parecer muito difícil, no entanto, se a considerarmos como uma mudança lentamente gradativa, veremos que é mais fácil do que se imagina, e digo isso por experiência própria, de alguém que passou da personalidade característica de nitroglicerina para um indivíduo mais tolerante e calmo, e  por conseguinte, muito mais feliz.

        Como ponto inicial devemos ter em nossas mentes a consciência plena de que alguns fatos independem de nós, e que nada que façamos poderá mudá-los, só não podemos confundi-los com aqueles que  podemos controlar, e quanto a esses, não devemos nos tornar um mártir deles. Uma cobrança menos intensa sobre nossa perfeição é o que pode nos tornar ainda melhores, e não ao contrário, pois a pressão de uma cobrança extremamente rígida nos induz, na grande maioria das vezes, a cometer erros, que seriam evitáveis se agíssemos com mais calma.

     É muito comum ouvir as pessoas dizerem "Porque é que quando estamos com pressa, parece que tudo dá errado!". Talvez seja porque realmente as coisas não ocorrem da maneira correta mesmo. Quando estamos com pressa, normalmente passamos a agir de forma mais mecânica do que lógica, por tanto a probabilidade de cometermos alguma falha é muito grande. Logo é importante reservarmos um instante antes de começar qualquer atividade, mesmo que está esteja no limite de prazo, para pensarmos na melhor forma de realizá-la, e só então dar início de forma calma, porém bem planejada.

     Nem sempre o que irá determinar o tempo de execução da atividade é a velocidade com que a realizamos, mas sim a maneira como a conduzimos. Um trabalho bem planejado normalmente sairá bem feito, assim, percebemos que a calma é chave para os bons resultados.

      "Fazer devagar e bem feito" Acessem esse link e vejam um exemplo de como a Slow Down Attitude é algo praticável e que produz apenas benefícios aos praticantes. Não corra, não tenha pressa, aproveite cada momento, relaxe, e os bons resultados acontecerão.    



sábado, 14 de setembro de 2013

Em Busca De Um Sentido

       Encerrada a leitura do livro Na Natureza Selvagem, sinto-me apto a fazer alguns comentários sobre a experiência marcante, e sobre ele mesmo, o aventureiro Christopher Johnson McCandless (Alexander Supertramp).

  Um dos aspectos mais interessantes do ser humano é a sua capacidade de interpretar os fatos a sua maneira e assim desenvolver suas próprias conclusões, suas teorias, embora nem sempre de forma sensata e tampouco correta, mas que quando bem explanadas, essas ideias podem alimentar boas discussões em busca da explicação mais plausível.


  Após o corpo de Chris ser encontrado pelos caçadores inciou-se uma grande especulação sobre o ocorrido, e nessas horas o que não faltam são opiniões das mais diferentes formas possíveis, algumas bem embasadas, outras quase nada, algumas puramente emocionais e outras baseadas nos conhecimentos de quem realmente entende o objeto em questão.

     O fato de Alex ter deixado sua família, da forma que o fez, mantendo-se incomunicável, é visto por uma grande parcela das pessoas como um ato egoísta de rebeldia sem sentido, no entanto se analisarmos o propósito da odisseia que ele criou, e a maneira como seus pais agiram diante da situação, fica claro que ele não teria outra forma de seguir em frente, não fosse desaparecendo sem deixar rastros.



     Dizem os matutos mais experientes que Supertramp não estava, de forma alguma, preparado para encarar um aventura tão perigosa. De fato ele não estava, nas de uma certa forma porém, estava certo do que queria. É obvio que teria sido mais fácil se tivesse ele todos os petrechos apropriados para uma aventura no extremo selvagem, mas os relatos conhecidos indicam claramente que ele não queria assim. Afinal, como provar que a experiência de viver da natureza seria possível se ao mesmo tempo em que fosse viver de maneira selvagem, levasse com ele todos os equipamentos modernos que permitir-lhe-iam sua sobrevivência?

    Em que estado estava a sanidade mental de Chris quando partiu para essa jornada sem regresso, ainda é motivo de discussões. Independentemente disto ele nos proporcionou uma visão crítica e autoavaliativa sobre a maneira como vivemos, pensamos e agimos. Sua negação a sociedade é vista como algo impossível de se conceber, e é um pouco contraditória de fato, mas é compreensível se conseguirmos analisar os verdadeiros motivos. 


   Se analisarmos a convivência de um ângulo diferente, veremos que muito daquilo que fazemos não está certo, e que estamos apenas nos enganando, seguindo os passos de outros ao invés de traçarmos nossos próprios caminhos.

   Não precisamos fazer o que Supertramp fez para atingirmos essa percepção sobre a humanidade, basta refletirmos e mudarmos, talvez assim, poderemos desenvolver uma nova forma de sociedade, com mais ênfase no fator humano do que fator material, tal como é o presente.

Ônibus Magico - Abrigo de Supertramp durante sua estadia no Alasca                 Fonte: Na Natureza Selvagem
   A morte de Chris jamais poderá ser visto como uma perda tola e evitável, mas sim como um marco para uma mudança, e antes de tentarmos entender os anseios intimo desse jovem aventureiro devemos compreender a mensagem que ele pode transmitir ao mundo através de sua odisseia mortal. 

   Supertramp não foi o único, e muitos outros apareceram para tentar nos mostrar que que a humanidade está empreendendo um grande esforço para obtermos aquilo de que não precisamos.

sábado, 10 de agosto de 2013

Simples

     Acredito que todo ser humano nasce com a predisposição para seguir pelo caminho da simplicidade, mas infelizmente o meio em que vivemos exerce uma enorme influência comportamental e acabamos perdendo a nossa virtude de sermos simples. 

      Citando alguns trechos de um artigo publicado no site Pragmatismo Político (Leiam na integra), que discorre sobre a atitude que algumas pessoas adotaram em busca de uma vida mais simples, trarei a vocês um pouco mais sobre a ideologia principal do blog: Viver simples!

Fonte: http://www.euvoudebike.com/tag/links/
     Moldados todos na mesmo forma social, recebemos desde o nascimento as diretrizes à que devemos seguir, somos influenciados por todos com quem convivemos, por aquilo que vemos e ouvimos. Evidentemente algumas pessoas tem a honra de serem educadas e influenciadas de maneira seguir na contramão da sociedade, mas isso só é possível para aqueles que escolhem, através de seu instinto mais intimo, viver dessa maneira, viver da forma mais simples possível.


      Sempre que ouvimos falar de alguém que está vivendo na simplicidade indagamos o porque de tal atitude. Seria necessidade? Limitação de escolhas? Insanidade? Não mesmo!!! Em minha opinião são apenas pessoas que realmente estão vivendo o que querem, indivíduos que não precisam mascarar-se com bens para dizerem-se felizes. 

     Vejamos alguns exemplos do que pensam essas pessoas, extraídos do artigo 'Conheça homens e mulheres que optaram por uma vida mais simples':
"A simplicidade nos obriga a olhar para nós mesmo." Frei Jonas Nogueira
" Ser simples tem a ver com bem-estar e consciência." Débora Paglioni (Advogada)
"Ser simples traz conforto, prazer, alegria e felicidade." Guilherme Moreira da Silva
“Sempre gostei dessa opção de vida, e queria fazer essa experiência. Você percebe que tem outras prioridades na vida. Passei a fazer mais programas ao ar livre, a aproveitar atividades intelectualizadas. Quando estamos imersos no consumo, deixamos o que nos dá prazer em segundo plano. Passada essa experiência, hoje compro bem menos e me foquei no que é essencial para mim.” Marina Paula Silva Viana (Psicóloga)
“Essa opção de vida me faz sentir em harmonia comigo mesma. Quando fiz essa escolha, é como se tivesse responsabilidade com as pessoas ao meu redor....Nunca fiz escolhas motivada pelo financeiro.” Priscila Maria Caliziorne Cruz


      Cada qual com suas próprias palavras nos revelam um senso comum: basear a nossa felicidade nas coisas simples e não em bens materiais com somente valor monetário.  Há tempo procuro desapegar-me dos bens materiais, nunca tê-los apenas por ter, procurar, na essência, suprir as necessidades, não depender de objetos "brilhantes e reluzentes" para ser feliz.

      Mas não pensem no exagero jamais, simplificar não significa eliminar, como explica Carlos Roberto Darwin (Psicanalista e Dr. em Filosofia) ao falar sobre o desapego:
“Vem de uma sabedoria grega. Não é só no sentido de não ter bens materiais, mas não transformá-los em uma tirania.”

    Considero essa uma das melhores filosofias de vida, talvez a única maneira de obter a felicidade verdadeira. Quando deixamos de pensar em ter tudo aquilo que o mercado nos oferece de melhor e de mais caro, conseguimos nos dedicar a atividades que nos trazem bem estar, dessa forma isso reduz a nossa insegurança social, uma vez que deixamos de nos esforçar em mostrar nossos bens, e passamos a transmitir aos outros a nossa felicidade e paz interior obtidas através de nossa vida em plena simplicidade.

      Não se deixem consumir pelos objetos, libertem-se e vivam!

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Vivendo sem CEP

      Olá! Hoje vou falar sobre um dos estilos de vida que está ligado ao ideal de Fugir Para O Mato, que primeiramente tem como objetivo de fixar-se em algum lugar isolado em uma floresta ou similar, e em segundo plano -  mas isso sem priorizar nem um deles - está a ideia de vida sem um endereço fixo, viver pelo mundo todo, explorando, conhecendo. Quando estava planejando escrever sobre isso, eis que cai na telinha do meu PC um artigo publicado em um Blog muito interessante, o Hypeness, falando sobre uma família que vive em uma Kombi, então resolvi adiantar um pouco a postagem.

        Resumindo a história, e sugiro que leiam ela no Hypeness, o filho do casal fez um pedido de aniversário para que eles pudessem ficar mais tempo juntos,  então, Jason Rehm e sua esposa, já cansados do estilo de vida americano, que inclui consumismo, muitas horas de trabalho, e pouco tempo de lazer, resolveram alugar sua casa, vender e/ou doar a maioria de seus pertences, compraram uma Kombi e caíram na estrada.


    A interessante história deles, revela que os motivos que os levaram a adotar essa atitude são, basicamente, os mesmo que citei no post Mas fugir do que?. Também eles estão tentando fugir do caos moderno, embora de uma maneira um pouco diferente do conceitual de viver na estrada, uma vez que o Jason mantém um vínculo empregatício com flexibilidade para trabalhar em qualquer lugar que esteja.

      Viver sem rumo definido, porém com a cabeça no lugar, eles não estão perdidos no mundo como podem pensar algumas pessoas, eles simplesmente não planejam a longo prazo, e esse é o espirito aventureiro que estou tentando aperfeiçoar, deixar a comodidade de lado, desprender-se do lugar. Pense no  quanto é interessante acordar numa certa manhã e dizer "Hoje vamos pro sul!" e seguir rumo a alguma cidade diferente, ficar lá por um tempo, conhece-la e depois partir para outro canto.     


        Viajar dessa forma é até uma atitude mais comum de se ver, porem na maioria das vezes, ela é apenas temporária, onde as pessoas acabam regressando para um local fixo, um endereço oficial, e mantém uma comum as de outras pessoas, como comentado por Jason quando se refere a esperar a aposentadoria para viajar. Seria como um espirito semi-aventureiro, também admirável, pois essas pessoas estão buscando conhecer o que o mundo tem para oferecer.
       
     Para se viver como rubber tramps (que seriam os "vagabundos" motorizados, conforme descrito no livro Into The Wild) será necessário preocupar-se com recursos financeiros necessários para gasolina, manutenção, pedágios, etc. Essa é sempre a parte questionada "Como vai conseguir se manter?", bem essa vida não é pra quem procura luxo e conforto material, é pra quem quer paz de espírito e liberdade, e para isso é necessário viver com mínimo possível.

 
      Pode ser dizer que há três maneiras de se conseguir isso, você pode ser um cara com uma conta gorda no banco para torrar - ferindo todo o ideal - pode, também, ter a sorte de conseguir um emprego como o de Jason que pode ser realizado a distância e em qualquer lugar que esteja, ou o mais comum, os empregos temporários, como pode ser visto no filme Na Natureza Selvagem, a cada parada pode-se realizar serviços e receber uma graninha pra seguir por mais alguns quilômetros.

      Essa realmente é uma maneira muito divertida de conhecer o mundo todo, com um cantinho móvel aconchegante, uma pouco apertado, porém bem equipado, e com o melhor dos combustíveis, a sede por aventuras.
   

domingo, 26 de maio de 2013

Inspirações II

     Minha segunda fonte de inspiração é o filme 'Na Natureza Selvagem', cujo título original é 'Into The Wild' lançado em 2007, com roteiro e direção de Sean Penn o filme baseia-se em uma história real. Existem vários trechos do filme que merecem atenção especial, portanto vou abordá-los nas próximas postagens, para agora apenas farei comentários gerais a respeito da história.
Foto do verdadeiro Christopher ao lado do Ônibus Mágico - Alasca, 1992.
      Este filme é baseado no livro de mesmo título, Into The Wild, do escritor, jornalista e alpinista americano Jon Krakauer e publicado em 1996, que conta a história vivida por Christopher Johnson McCandless. Iniciei a leitura do livro a pouco tempo, portanto não comentarei a respeito dele, mas posso prever pelas primeiras páginas que o livro será tão empolgante quanto o filme.
   
     No filme, Christopher nascido em 1968, é um jovem de classe média alta dos EUA, que ao terminar a faculdade decide abandonar tudo. Deixou pra trás a sua família, sua casa, doou suas economias do fundo universitário para uma instituição de caridade, livrou-se de seus documentos, e por fim, depois de ter se distanciado do local onde morava, livrou-se do seu carro, aliás um carro velho que gerou uma boa discussão, mas essa merece ser comentada a parte, em outra ocasião.
   
     Sem dinheiro, documentos, meio de transporte, levando consigo apenas algumas peças de roupa, e alguns livros, segue viajando pelo país no melhor estilo mochileiro. Seu plano era ir para o Alasca e lá viver, finalmente, 'Na Natureza Selvagem', agora adotando o pseudônimo  Alexander Supertramp.
Foto do verdadeiro Alexander Supertramp - Alasca, 1992. 
   Durante o filme o jovem expõe a sua visão, conceitos e filosofia de vida, e posso de dizer que muitas refletem meus pensamentos, daí minha admiração pela história. Devo dizer que foi satisfatório descobrir que as citações de Thoreau feitas por Supertramp durante o filme, estavam presentes no livro que estava lendo, além desse autor ser citado como um dos favoritos do protagonista.

     Como se não bastasse as belíssimas imagens registradas em algumas das paisagens mais deslumbrantes, a trilha sonora do filme o torna ainda mais empolgante e emocionante, impossível não sentir desejo de viajar nesses momentos, afinal, como o Supertramp fala no filme "O âmago do espírito humano pede novas  experiências". A trilha sonora do filme foi toda elaborada por Eddie Vedder, e as músicas presentes no filme compões seu álbum que leva o mesmo nome do filme. Eddie já era um de meus artista favoritos, principalmente pelo seu trabalho com a banda Pearl Jam, e sua associação a esse filme reforçou essa admiração. Assistam Eddie Vedder - Guaranteed.

Rio Colorado, navegado a remo por Alex, passando pela Represa Hoover rumo ao México.
Foto real de Alexander Supertramp com o pensamento de Lord Byron representa bem o propósito do Blog.
 
   Os diversos trechos que me chamaram atenção no filme serão explanados nos próximas postagens visto que cada um deles merece atenção especial pois podem traduzir o que pretendo expor com esse blog.

terça-feira, 14 de maio de 2013

A Chuva

   Além de um maravilhoso fenômeno da natureza, de extrema importância para manutenção da vida no planeta, a chuva é também uma fonte inspiradora para a mente fértil dos pensadores. Olhar pela janela e ver as gotas de água refletindo as luzes ao seu redor, faz com que a nossa mente se desligue por um momento do habitat em que estamos, e passamos a nos imaginar vivendo em outro cenário, levando um vida diferente.

Chove ininterruptamente a três dias, e o desejo de não ter compromissos sociais, profissionais, obrigatórios,  aumenta  consideravelmente. 
Não! Não detesto a chuva, gosto dela, o que não gosto é da obrigação de ter que acordar cedo num dia chuvoso, e correr para o trabalho - mesmo que o considere um bom trabalho - e cumprir com outras obrigações sem  ter o devido ânimo para fazê-las por conta da morosidade letárgica a que nos remete os dias chuvosos.

   Mas mesmo vivendo em meio a natureza, sem vínculo empregatício com ninguém, a não ser com as próprias necessidades de sobrevivência, é certo que teríamos compromissos, e também a necessidade de trabalhar, a diferença está em como isso ocorre. Afinal como seria um dia chuvoso para alguém que vive da forma mais natural possível?   Pois bem, baseando-me no que já li,  vi, ouvi, e conheço a respeito disto, posso descrever como seria.

  Imagine-se despertando de uma boa noite de sono logo ao  amanhecer, no momento em que percebe que lá fora cai uma bela chuva torrencial, o que viria em mente nesta hora? Uma simples checagem mental, questionando-se do seguinte: Tenho alimentos pra o dia de hoje? Há alguma atividade que não possa ser adiada por um dia ou dois, como por exemplo a colheita de algum fruto, ou o plantio de alguma semente destinada a prover o sustento futuro? Há algum reparo emergencial a ser feito em seu abrigo - que no meu caso será uma cabana - que não possa esperar a estiagem?

   Confirmando que não há necessidade de se fazer nenhum trabalho com urgência, ou com prazo inadiável pensamos "Porque não continuar dormindo por mais algumas horas?" E depois, acordar a qualquer momento, alimentar-se, ler um livro, fazer alguma tarefa em sua cabana, e caso a chuva não seja tão intensa, por que não sair em um passeio  pela mata, sentindo os pingos d'água caírem suavemente sobre seu corpo.

   Muitos podem considerar essa ideia como uma atitude de um vagabundo, pois não é! Chamo a atenção para a necessidade de termos que trabalhar em qualquer situação, porém, existe uma grande diferença entre trabalhar para se manter vivo, livre e satisfeito, e trabalhar para produzir lucros à terceiros, privando-se assim da própria liberdade em troca de um salário que acaba não satisfazendo nem mesmos suas necessidades, as quais, indiscutivelmente, são maiores para vida de um urbanóide, do que para alguém que vive da natureza, com a natureza.
   

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Mas fugir do quê?

  A mente humana ainda não foi completamente decifrada, e possivelmente nunca será. O que sabemos é que ela é muito frágil, existindo inúmeros fatores que produzem avarias a esse sistema tão complexo que é o nosso cérebro. A maneira como a humanidade está organizada socialmente, economicamente, culturalmente, e geograficamente, está contribuindo fortemente para o desenvolvimento desses fatores.

   Basta parar e analisar o seu dia a dia, quem de vocês pode admitir, com sinceridade, que não passou por nenhum momento estressante neste dia? Quantos de vocês convivem com essas perturbações diariamente? Bem, as respostas eu já sei quais serão, afinal o meu dia a dia não difere muito da quase totalidade da humanidade, ou seja, trabalhar, estudar, enfrentar o transito, convivência familiar, outros relacionamentos e assim por diante. E em cada uma dessas atividades ficamos expostos a diversas tipos de deterioração psicológica, emocional, e física, causando prejuízos a nossa frágil mente.  

    Mas estamos acostumados a isso, ou melhor, estamos acomodados com relação a isso. Pois não deveria ser assim! O que aconteceu com nossa qualidade de vida? Porque não pensamos mais nisso? Será que temos realmente a vida que gostaríamos de ter? Com a qualidade que merecemos/precisamos?


   Esse blog é pra vocês, que compartilham o meu ideal de viver de uma forma mais natural para termos uma qualidade de vida realmente boa. Talvez morar no mato possa parecer extremo demais, e não acho que todos devam fazer isso  mesmo ou, do contrário, só mudaríamos a sociedade de lugar, mas dar uma passada por lá certamente será benéfico a nós.

   Além da ideia principal de viver junto a natureza, trarei algumas reflexões a respeito da liberdade que tantos procuram, e pouquíssimos encontram.

   Pra finalizar quero dizer que o objetivo principal deste blog não é reclamar. As queixas apenas servirão de base para as dicas de como viver melhor.


terça-feira, 7 de maio de 2013

Inspirações

   Bem, vamos começar falando sobre uma das fontes inspiradoras pra criação do blog, o livro 'Walden - Ou A Vida Nos Bosques'.

   Este livro foi escrito pelo Filósofo e Naturalista Henry David Thoreau (*1817 +1862), e seu título original é 'Walden or life in the woods' com sua primeira edição lançada em 1984.
   Neste livro Thoreau relata sua experiência em deixar os confortos da vila onde morava em Concord, Massachusetts, para viver na floresta. Nesse momento vocês devem achar que ele resolveu viver como um selvagem em uma caverna ou algo semelhante, pois não foi o que ocorreu. 
   
   Determinado a conseguir provar que uma pessoa poderia obter uma casa confortável, gastando pouquíssimo dinheiro, tendo assim que trabalhar o mínimo necessário para a obter, assim, lançou-se em seu próprio desafio. E todo o esforço e gastos para obter tal regalia estão minuciosamente descritos em seu livro. 

   É a sua história vivida na floresta, as margens do Lago Walden, que me fez refletir várias vezes acerca desta atitude. Os relatos de suas experiências e percepções sobre o mundo a sua volta são impressionantes.

   Mas o resultado final dessa experiência, e as conclusões do autor, só irão saber aqueles que lerem o livro. Recomendo!
Ele está disponível na internet para compra, e também para download em PDF.

  Em breve trarei mais informações sobre o Parque onde fica o Lago Walden, e de projetos desenvolvidos lá.