Translate

Mostrando postagens com marcador evolução. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador evolução. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Simplicidade Voluntária

    Recentemente, assistindo um documentário sobre Thoreau, me deparei com um novo termo que simboliza perfeitamente o ideal do Fugir Para O Mato, a Simplicidade Voluntária, essa expressão não pode ser mais clara.

      Esse fragmento do documentário nos permite ter uma visão do que é esse movimento e de como ele pode beneficiar seus praticantes. Levar, voluntariamente, uma vida simples, optar por não seguir a corrente moderna do consumismo, dispensar o 'ter' para aprimorar o 'ser', pode ser a chave para melhorar as nossas vidas. Considero isso uma evolução, pois começamos a deixar para trás as coisas que são desnecessárias, e que acabam se tornando um peso morto em nossa existência.

    Deixando de nos preocuparmos em possuir numerosos e valiosos bens, passamos a ter uma percepção mais aprofundada a respeito da existência. Agregamos mais valor aos prazeres que nos são dados gratuitamente, aquilo que está ao alcance de todos nós, o tempo todo, e normalmente não consideramos a sua existência, pois estamos mais preocupados, empenhados, e até desesperados, para conseguir aquele produto que um comercial qualquer insiste em dizer que é essencial para nós.

Imagem: O Decrescimento
    Ser simples! Fugir para o mato é deixar de lado a falsa valoração dada aos bens materiais, aos produtos de preços elevados, a valorização da própria moeda em si, e de tudo mais que tanto tem nos feitos escravos do consumo, que tanto confundem nossos desejos, para sentirmos de perto a naturalidade de uma vida, realçar nossos sentimentos, para que possamos distinguir o que realmente tem valor, para enfim vivermos de verdade, livres!



    Tenho visto muitas pessoas vivendo, e muito bem, sem a necessidade de possuir tudo que nos é ofertado pelo mercado, tenho dado pequenos passos para o desapego, rumo a simplicidade, e a sensação é ótima, é algo como um alívio, porém, melhorado!

Seja simples! Viva simples! Liberte-se!
Viva de verdade!

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Reformulando Conceitos

   Todos nós recebemos, no nosso processo de criação, alguns conceitos a respeito das mais diversas questões que nos expomos em nossos cotidianos. Nem todos são educados da mesma forma, nem todos mantém os conceitos que recebem, alguns mudam para melhor, outros, infelizmente, para pior. Temos conceitos diferentes.

   Nessa nova era, onde tudo parece ser uma disputa para determinar quem é o ser mais poderoso, alguns ideais são transmitidos de pessoa para pessoa, tentando moldá-las num único padrão, e esses ideais estão deixando de lado alguns princípios básicos ideais para, digamos uma boa convivência. A honestidade é um deles. 

    A grande maioria dos seres humanos é educado a ser, em um certo nível, desonesto. Mas como então saber o limite para esta desonestidade? É comum ela alastrar-se muito mais que o necessário, sé é que ela é realmente necessária.

Fonte: https://www.facebook.com/Libertesedosistema
   Baseado no velho dito popular: "o mundo é dos espertos", é que somos instruídos a tirar vantagem sempre que possível, e então perdemos o controle. Já se faz isso naturalmente, sem remorso, e, ironicamente, ficamos revoltados quando estamos do lado que arcou com o prejuízo de um ato indecoroso. Como entender a lógica humana?

    Me causa asco ouvir as pessoas dizendo-me para ser desonesto, para agir com egoísmo. Estou cansando de ouvir: "tudo mundo faz assim". Mas tenho meus princípios, meus conceitos, não posso agir desta maneira apenas por ser o padrão da maioria. Não consigo conceber que precisamos mentir, sermos desonestos, corruptos, para podermos chegar a algum lugar, para termos algo ou alguém, para viver enfim. Não pode ser assim!

    A justificativa usada: "não seja tolo, ser honesto só vai te fazer ser passado para trás". Não, não é assim que funciona! Ser honesto não implica em ser um tolo, não é sinônimo de ingenuidade, somos sábios o suficiente para combater os desonestos, não devemos deixar ninguém nos enganar, assim como não o devemos fazer.     

     Sejamos espertos, porém não desonestos, pois o mundo é nosso também.
     

sábado, 17 de agosto de 2013

Mentalmorfose

"Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo!"
 Raul Seixas


   Essa música representa uma das grandes virtudes dos grandes sábios, a de conseguir mudar suas opiniões e seus conceitos de acordo com aquilo que aprendem durante sua existência. Mahatma Gandhi disse, uma certa vez, que se quiserem saber o que ele pensava sobre determinado assunto que deveriam ler o que ele por último havia escrito a respeito de tal assunto.

   Mudar nossos conceitos não é uma questão de submissão a determinada filosofia, religião ou inclinação política, mas sim uma evolução que nossa mente pode atingir, o que pode ser considerado a "Mantalmorfose", e par isso é preciso mudar por vontade própria, seguir exemplos sim, mas nunca fazê-lo cegamente, sem refletir sobre isso, deixando apenas se levar pela onda do momento.

   Confesso que quando comecei a escrever este post tinha em mente um discurso diferente, mas resolvi mudar, pois achei que seria pesado demais, e um tanto quanto desestimulante, e talvez pudesse ser mal compreendido.

   Desde que comecei a expor minhas ideias neste blog, assim como para as pessoas do meu circulo social, notei o quanto a maioria das pessoas é resistente a mudanças, até mesmo de simplesmente pensar nisso, então vem na mente aquele pensamento "não temos solução mesmo". Mas isso não me faz desistir, apenas mudar a estratégia.

   Não mais tentarei persuadir as pessoas sobre esses conceitos, apenas manterei meus princípios, e até mesmo os ampliarei, não para convencer, e sim para demonstrar as possibilidades de viver melhor a moda de Fugir Para O Mato.


   Isso me ocorreu quando li o texto que segue abaixo, com o título "Não se leve tão a serio":


"A ideia fixa que temos de nós mesmos como sólidos e separados uns dos outros é dolorosamente limitadora. É possível se mover dentro do drama de nossas vidas sem acreditar tão fervorosamente no papel que desempenhamos.
Levar-nos tão a sério, e nos dar tanta importância em
nossas próprias mentes, é um problema para nós; nos sentimos justificados em ficar irritados com tudo, nos sentimos justificados em nos autodenegrir ou em achar que somos mais espertos que as outras pessoas.
Temos duas alternativas: ou questionamos nossos condicionamentos ou não. Ou aceitamos nossas versões fixas sobre a realidade, ou começamos a desafiá-las. Na opinião do Buda, treinar em permanecer aberto e curioso — treinar em dissolver nossas suposições e condicionamentos — é o melhor uso para nossas vidas humanas."
 Trecho do livro  'The Pocket Pema Chodron'- Pema Chodron.



    A mensagem é clara, devemos buscar a nossa felicidade, isso basta, revoltar-se, indignar-se com os problemas do mundo é natural, mas não devemos deixar que isso nos ponha para baixo, o que temos a fazer é demonstrar, naturalmente, que nossas vidas podem ser mais simples, que podemos ser mais felizes, e as pessoas, pouco a pouco, descobrirão em você um exemplo a seguir, sem que tenhamos que nos desgastar para que elas percebam tal qualidade.  
    Se a sua felicidade não está causando sofrimento a nenhum outro ser vivo, nem ao nosso ambiente, então desfrute-a, torne-se o bom exemplo que a humanidade precisa seguir.



"A felicidade não está em viver, mas em saber viver. Não vive mais o que mais vive, mas o que melhor vive."
Mahatma Gandhi

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Nos faz querer fugir...



 "Bem, ele amaldiçoou todas as estradas e os homens do petróleo
E ele amaldiçoou o automóvel
Disse isso não é lugar para um homem como eu sou, neste novo mundo de asfalto e aço
Então ele ficaria fora, em algum lugar à distância de algo que só ele podia ver
Ele dizia tudo o que resta agora dos velhos tempos
Esses malditos coiotes velhos e eu..."

     Esse é um trecho da música Coyotes de Don Edwards, a trilha sonora de encerramento do filme Grizzly Man, e conta a história de um cowboy que estava muito descontente ao ver como o mundo ao seu redor havia se transformado, a "evolução" e o "progresso" acabaram com a magia e a beleza das paisagens que ele outrora conhecia e admirava.

     Posso afirmar que compartilho desse sentimento com ele, e que me assusto ao ver o mundo em que estou e a direção em que está indo. As pessoas mudaram suas atitudes, e na maioria dos casos mudaram para pior, egoísmo, desrespeito, consumismo, violência enfim, querem a autodestruição?! As vezes chego a pensar que tudo está realmente perdido, mas acredito que as coisas podem mudar..."I believe in a better world for me and you" (Ramones). Não penso em desistir, ainda!

     Fico feliz quando conheço pessoas que conseguem compreender o meu ponto de vista, e que por mais que não pensem assim, respeitam, talvez até porque achem isso certo, mas não conseguem mudar, e assim continuam seguindo a correnteza, porém sem tentar me levar de arrasto (Ufaa). Prefiro seguir assim, remando contra a correnteza dessa moderna evolução descontrolada, procurando evoluir de uma outra maneira, na qual possa ficar em paz.
      
      Não sou um antissocial, pelo contrário...."Me sociabilizo até muito bem, mas sempre que posso evito" (Matanza)...Gosto de conversar com as pessoas, de debater opiniões divergentes, mas gosto de fazer isso com pessoas que argumentem de fato, e não com as que me dizem simplesmente "não ta certo, porque as coisas são assim e não vão mudar..", bem lamento informar que pra esses seres nada vai mudar mesmo, e se isso acontecer eles nem irão perceber. Me admiram as pessoas que estão tentando mudar.

     É fato que a sociedade e a civilização não podem ser mudadas de uma hora pra outra, salvo em caso de uma catástrofe mundial repentina, após a qual nada existiria, mas isso pode não acontecer de forma inesperada. Mas pior que saber que estamos entrando em declínio gradualmente, é saber que os humanos estão se acostumando a isso, e simplesmente, a grande maioria, ignora esse fato trágico, como se aceitassem um destino infeliz, e inclusive, lamentavelmente, um presente infeliz e inapropriado.

      Me questiono se realmente fugir é a escolha certa a fazer, pois penso que seria negligente abandonar a humanidade nos trilhos desse trem desgovernado que é o "progresso". Imagino que essa ideologia deva ser compartilhada, que devemos tentar ajudar as pessoas abrirem seus olhos e suas mentes, sem forçar a mudança, pois tudo que for imposto será rejeitado. 

       É fundamental que as pessoas mudem suas atitudes espontaneamente, seguindo bons exemplos, e é por isso que ainda estou na civilização, escrevendo um Blog, usufruindo dos benefícios da evolução moderna à favor de uma ideologia que melhore a qualidade de vida da humanidade, que transforme o mundo, independente do alcance que minhas palavras possam ter.

    

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Consumir Para Existir II - Amparo

      Hoje encontrei dois artigos abordando o assunto da postagem anterior, e vou utilizá-los para reforçar a minha opinião sobre o consumismo.
Clique na imagem para fazer download da cartilha.
    O primeiro é interessantíssimo, pois demonstra o quão elevado está o problema do consumismo, a ponto de estar atingindo até mesmo as crianças. O artigo informa o lançamento que ocorreu na semana passada - Semana Do Meio Ambiente - de uma cartilha elaborada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) com colaboração do Instituto Alana, e faz parte da série Cadernos de Consumo Sustentável.

    A cartilha "Consumismo infantil: na contramão da sustentabilidade" traz dicas a pais e professores para auxiliá-los na educação das crianças, direcionando-as ao consumo sustentável. O material apresenta ainda, dados sobre como as crianças estão sendo prejudicadas pelo apelo insistente e massivo das propagandas, que as induzem ao consumo desnecessário de inúmeros itens. É destaque no artigo publicado no site O Eco o problema da obesidade que está ligado a má influência midiática sobre nossas crianças, destaca-se também o fato de o Brasil apresentar uma das maiores médias mundiais de horas de crianças em frente as telinhas. O MMA disponibiliza a cartilha em formato PDF gratuitamente em seu site, uma boa sugestão para os pais e professores.

       O vídeo abaixo é um trecho do documentário "Criança, A Alma do Negócio, elaborado pelo Instituto Alana, e o título já é auto explicativo, confiram também a versão completa do documentário em: http://www.youtube.com/watch?v=ur9lIf4RaZ4

               
        O segundo artigo traz em seu título a frase "A Evolução Egoísta", que praticamente revela a fonte do problema do consumismo e da insustentabilidade da humanidade. Neste artigo o autor apresenta os problemas decorrentes do estilo de vida que os seres humanos adotaram sem saber que assim estariam direcionando a sua existência a um abismo, em direção a uma situação caótica e individualista, onde apenas uma minoria é beneficiada enquanto o restante das humanoides não percebem que estão sendo usados para isso.
   
         Corroborando com a opinião do autor deste artigo, creio que para que possamos equilibrar a nossa sociedade precisaremos mudar muito a nossa forma de ver o mundo ao nosso redor, e que só seremos bem sucedidos nessa tarefa se pensarmos na coletividade, deixando de lado os interesses pessoais. Mas não pretendo explanar muito sobre esse assunto agora, deixo isso a cargo dos autores desses artigos, não deixem de ler.

         Compreendam melhor esses artigos lendo-os na integra:
        
     
      Para finalizar gostaria que analisassem bem a frase que segue, extraída do segundo artigo:
“Não foi a luta pela sobrevivência dos mais fortes que garantiu a persistência da vida e dos indivíduos até os dias de hoje, mas a cooperação e a coexistência entre eles.”
 Leonard Boff