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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Contato Com O Natural

     Muitos costumam chamar de retrocesso, ou contra evolutivo, essa ideologia de querer distanciar-se da modernidade, mas aos poucos acabamos percebendo que essa é uma nova evolução, com tendência a melhorar as nossas vidas.

Mirante No Parque  Natural Da Atalaia - Itajaí - SC
    Não é apenas a nostalgia que está levando algumas pessoas a voltarem praticar os costumes antigos, mas sim uma percepção de que o novo, como é, não está agradando. Novas culturas, novos hábitos, novas atitudes, que quase sempre, se comparadas com outras épocas, parecem ser menos satisfatórias.

    Alguns prazeres da vida foram substituídos por outros, que agora, nem sempre causam bem estar, ou que então, são tão exaustivos, e acabam não compensado o bem recebido ao final. Nas cidades, gasta-se tanto tempo no trânsito para chegar em qualquer lugar, que por mais que o objetivo seja a diversão, certamente haverá um sensação de desconforto, sem contar as incansáveis filas, para se fazer absolutamente tudo é preciso enfrentá-las.

Cachoeira No Rio Gonçalves Dias
Capitão Leônidas Marques - PR
    Felizmente ainda existem as alternativas, muito mais agradáveis, e realmente prazerosas. Felizmente algumas das atividades de lazer, as que verdadeiramente nos trazem alegria, são gratuitas, pouco procuradas pela maioria, o que proporciona maior tranquilidade. 

Nesta época de verão, por exemplo, em que as praias principais estão sempre lotadas, sempre ainda existem as praias isoladas, para se visitar, ideal pra quem quer um pouco mais de sossego.  Não é difícil encontrar uma cachoeira, ou algum rio, ideal para os banhistas, próximo as cidades. Parques naturais não recebem muita publicidade, mas eles existem! E é excelente gastar, ou melhor compartilhar um pouco de energia, numa trilha em meio a mata. 


Parque Natural Raimundo G. Malta - Bal. Camboriú - SC
     Passar uma tarde de Domingo em um parque, à sombra das árvores é sem dúvidas muito melhor do que perambular em um shopping esbarrando numa multidão de consumidores, pra enfrentar um longa fila na bilheteria do cinema, e pra completar gastar muito comprando alimentos super faturados e de péssima qualidade nutricional nas famosas redes de fastfood. 
    
            Enfim, a escolha é livre, opte pelo aquilo que realmente te fará bem, pense bem antes de sair para o lazer, você não precisa fazer aquilo que todos estão fazendo, crie sua própria diversão. Mas eu aconselho: Vá ver o mundo com seus próprios olhos!

terça-feira, 10 de junho de 2014

Obstáculos De Sonhos

         Inconformismo! 
Talvez seja isso que me leva a escrever esse fato em que muito tenho pensado, sem conseguir encontrar uma lógica. 
Não quero aqui mostrar-me um queixoso importuno, apenas compartilhar meu desalento para vossa reflexão. 

   Me espanta e me alegra ver tantas pessoas, sonhadoras, entusiastas, buscando, cada uma a sua maneira, uma alternativa para melhorar a vida de todos, porém, me revolta e me aborrece ver outras tantas contrariando-as.

           O que querem esses destruidores de sonhos? Que mal fazem os sonhadores aos outros para receberem tantas críticas desmanteladoras? Porque tantas pessoas temem a mudança, mesmo que essa seja, clara e indubitavelmente, uma melhoria?

     Penso que talvez sejam tão egoístas, que não são capazes de pensar no bem coletivo, pois a maioria não quer se mover se não em benefício próprio. 
Tudo bem, que sejam egoístas! Mas que não desencorajem os aventureiros.

Imagem: Além Das Palavras

     Conformismo!
 Me espanta que tantos oprimidos permaneçam tão fielmente do lado de seus opressores, cabisbaixos e inertes! Me atormenta saber que aqueles que pensam, erroneamente, não serem atingidos direta ou indiretamente por algo, não são capazes de serem solidários aos que tentam ajudar. 

Nada que exija mudança de atitude, e comportamento, parece ser aceito. 
Todos preferem continuar, ainda que sufocadamente, sobrevivendo, seguindo a correnteza, sem ao menos tentar remar.

    Ninguém é obrigado - embora todos sejamos capazes -  a evoluir, deixar de ser apenas mais um "ser humano" integrando paisagem do globo. Não atrapalhem a evolução de quem a busca, não sejam a pedra no caminho de alguém que promove o bem-estar coletivo. 

É comum, e preocupante, ver as más atitudes e os maus exemplos sendo disseminados e aceitos facilmente pela maioria, e por outro lado os bons exemplos e atitudes sendo desprezados, ridicularizados, desacreditados, desestimulados. Como entender essa atitude?  

     Toda boa intenção deve ser incentivada, não importa qual seja o alcance desta. Um rio não nasce largo e profundo, ele agiganta-se aos poucos. 
Então, que continuemos sendo sonhadores, é certo que nosso bom exemplo está sento seguido por alguém em algum lugar do mundo.

"O mundo está cheio de boas pessoas.
Se você não puder encontrar uma...seja uma!"


       

     
            

domingo, 18 de maio de 2014

Nosso lugar

            É comum ouvirmos pessoas reclamando, desprezando, até mesmo difamando os locais que habitam, como se a sua cidade fosse a pior do mundo, e ao mesmo tempo vemos outras pessoas que simplesmente amam o mesmo lugar e veem nele todo que há de melhor. Como isso é possível? Quem está certo? Quem está errado?

Cidade de São Paulo - SP                          Fonte: Jáuregui
     Bem! Analisando várias situações, cheguei ao raciocínio de que não há um certo e um errado nessa história. Essas opiniões são baseadas, geralmente, em conceitos próprios, levam em consideração o que cada pessoa considera bom ou ruim, logo, é algo muito subjetivo. Cada qual tem seus gostos, sente prazer com coisas diferentes, obtêm sua felicidade de fontes diferentes, portanto é evidente que nem todos gostem do mesmo lugar.

      Felizmente temos o livre arbítrio de escolher onde queremos viver, muito embora algumas pessoas criem obstáculos e acabam prendendo-se a lugares em que detestam.  Outras jamais deixam um determinado local, pois o consideram o melhor, mesmo sem conhecer as demais opções. Há também aqueles que não se satisfazem em lugar algum, ficam pulando de galho em galho, como dizem no popular. Em relação a esse último grupo, penso que é nisso que reside a sua felicidade, que talvez a satisfação deles seja realmente conhecer vários lugares, ter muitas moradas durante a vida.

     Quando viajo, costumo observar os habitantes das comunidades visitadas. Sempre existe aquele lugar em que você chega e logo pensa: "Nossa! Como eu gostaria de morar aqui!", e de repente você ouve um habitante local dizendo que esse lugar não é assim tão maravilhoso, mas isso é claro, apenas sobre a sua ótica, pois muitos outros locais acabam dizendo-se maravilhados por viverem ali. 
Distrito de São Jorge - Alto Paraíso - GO        Fonte: Pousada Vila São Jorge

          Posso dizer que gosto do local em que moro, tem muito daquilo que eu gosto aqui, é lógico não é um local perfeito, mas não o desprezo de maneira alguma, e penso que ninguém deveria desprezar o seu habitat. Tenho desejo de mudar sim! Mas não por não gostar daqui, mas sim por querer conhecer um lugar novo, essa não é minha primeira morada, e espero que não seja a última também.

   "Se você não gosta do lugar onde está, mude! Você não é uma planta!"

         No fim, se faz necessário saber, que você não terá sossego em lugar algum enquanto não tiver em paz consigo mesmo, enquanto não resolver seus conflitos interiores, nossa mente precisa estar em paz para que todo o resto possa assim estar também.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Como Ser Rico


Fonte: Vagabundo Profissional - Curtam!
"Existem duas maneiras de ser rico: ganhar mais ou desejar menos."

    Isso é evidente! É uma questão conceitual. O que te faz rico?

  Esse é um conceito que geralmente costuma ser percebido tarde demais, e na maioria dos casos torna-se um fator de frustração na vida da pessoa.

  Observando o comportamento das pessoas podemos perceber claramente como elas conceituam o fator 'riqueza'. Vejo pessoas extramente centradas em obter muito dinheiro - na verdade quase todos nós, salvo alguns afortunados, somos ensinados a viver dessa maneira - é basicamente o sonho comum, ser rico! E a partir daí montamos nossos planos de vidas, estudar, trabalhar, ser empresário, conseguir o melhor emprego, e assim conseguirmos ganhar o máximo de dinheiro possível, para comprar tudo que pensamos ser necessário para sermos felizes. Esse é conceito comum.

    O vídeo abaixo é impressionante, ele nos mostra como seguimos caminhos opostos aos nossos desejos mais íntimos, apenas para seguirmos o conceito comum, o de que devemos ganhar dinheiro acima de tudo. É triste ouvir a frase "se eu não precisa-se ganhar dinheiro, não faria esse trabalho". Será que realmente não temos escolha?


   O nosso sistema e a nossa organização social nos remetem a necessidade de possuirmos dinheiro, já não conseguimos escapar disso. No entanto, existem maneiras de não nos tornarmos escravos do dinheiro e da necessidade de tê-lo. Não precisamos abandonar nossos sonhos apenas para garantir o uma fortuna no banco. O que precisamos é desejar menos!

  Desejar menos, não é viver menos, ter menos, é apenas priorizarmos os gastos com aquilo que realmente necessitamos, com aquilo que nos faz felizes, pois de nada irá adiantar chegarmos a velhice com uma conta bancária gorda e uma vida magra, dedicada apenas ao trabalho e ao dinheiro, sem de fato tê-la aproveitado.

    Simplesmente não faz sentido fazermos aquilo de que não gostamos, não vivermos nossas vidas como desejamos. Pensar que precisamos de muito dinheiro para viver é no mínimo tolo. 

Vamos ser ricos com pouco dinheiro, com menos desejos fúteis e com muitos mais dias realmente vividos.      

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Sem Pressa

     Parar e relaxar é uma prática muito importante para mantermos a nossa boa saúde mental e emocional, na postagem anterior comentei a respeito da pratica de descansar, e afastar-se por um instante de todos os tipos de pressões, mas existe ainda uma outra forma de levarmos nossa vida mais leve.

       Viver sem pressa, essa é a proposta do Slow Down Attitude, uma nova cultura que tem por objetivo frear a nossa vida, permitir realizar nossas atividades sempre com calma, e manter a cabeça fria quando em situações adversas. E vai ainda mais além da atitude de manter a calma. Esse novo conceito cultural estimula atitudes mais humanistas nos relacionamentos interpessoais, e a retomada de alguns valores antigos usurpados pelo estilo de vida moderno desenvolvido com a globalização, retoma a importância de aproveitarmos o tempo livre e relaxar.

     O Fugir Para O Mato surgiu com um propósito semelhante, sendo utilizado tanto em seu sentido figurado, fugindo apenas mentalmente ou temporariamente, quanto no sentido real de realmente deixar a vida urbana moderna de lado para viver junto a natureza e desenvolver-se com ela, ao ritmo natural da existência de cada ser vivo.

      Praticar a Slow Down Attitude pode parecer muito difícil, no entanto, se a considerarmos como uma mudança lentamente gradativa, veremos que é mais fácil do que se imagina, e digo isso por experiência própria, de alguém que passou da personalidade característica de nitroglicerina para um indivíduo mais tolerante e calmo, e  por conseguinte, muito mais feliz.

        Como ponto inicial devemos ter em nossas mentes a consciência plena de que alguns fatos independem de nós, e que nada que façamos poderá mudá-los, só não podemos confundi-los com aqueles que  podemos controlar, e quanto a esses, não devemos nos tornar um mártir deles. Uma cobrança menos intensa sobre nossa perfeição é o que pode nos tornar ainda melhores, e não ao contrário, pois a pressão de uma cobrança extremamente rígida nos induz, na grande maioria das vezes, a cometer erros, que seriam evitáveis se agíssemos com mais calma.

     É muito comum ouvir as pessoas dizerem "Porque é que quando estamos com pressa, parece que tudo dá errado!". Talvez seja porque realmente as coisas não ocorrem da maneira correta mesmo. Quando estamos com pressa, normalmente passamos a agir de forma mais mecânica do que lógica, por tanto a probabilidade de cometermos alguma falha é muito grande. Logo é importante reservarmos um instante antes de começar qualquer atividade, mesmo que está esteja no limite de prazo, para pensarmos na melhor forma de realizá-la, e só então dar início de forma calma, porém bem planejada.

     Nem sempre o que irá determinar o tempo de execução da atividade é a velocidade com que a realizamos, mas sim a maneira como a conduzimos. Um trabalho bem planejado normalmente sairá bem feito, assim, percebemos que a calma é chave para os bons resultados.

      "Fazer devagar e bem feito" Acessem esse link e vejam um exemplo de como a Slow Down Attitude é algo praticável e que produz apenas benefícios aos praticantes. Não corra, não tenha pressa, aproveite cada momento, relaxe, e os bons resultados acontecerão.    



sábado, 28 de setembro de 2013

Relaxar

   Todos concordam que precisamos descansar em algum momento de nossas vidas, no entanto, a humanidade segue um estilo de vida que pouco nos permite parar para descansar.

   Recentemente, lendo um trecho do livro "Paz A Cada Passo" de Thich Nhat Hanh, parei para pensar em como isso se encaixa perfeitamente no estilo de vida moderno. Reflitam sobre esse pequeno parágrafo:

Thich Nhat Hanh - Monge Budista

"Muitas vezes dizemos a nós mesmos, “Não fique só aí sentado, faça alguma coisa!” Quando praticamos a plena consciência, porém, descobrimos algo inusitado. Descobrimos que o contrário pode ser ainda mais valioso: “Não fique aí fazendo alguma coisa. Sente-se!” Precisamos aprender a parar de vez em quando a fim de ver com nitidez. A princípio, “parar” pode parecer uma “resistência” à vida moderna, mas não se trata disso. “Parar” não é só uma reação; é um estilo de vida. A sobrevivência da humanidade depende de nossa capacidade de desacelerar. Temos mais de 50.000 bombas atômicas, e mesmo assim não conseguimos parar de fabricar mais. “Parar” não significa um basta ao que é negativo, mas também permitir que se realize uma cura positiva. É esse o propósito da nossa prática — não evitar a vida, mas experimentar e comprovar que a felicidade é possível agora e também no futuro." Thich Nhat Hanh - Paz A Cada Passo

   Podemos considerar raros os casos de pessoas que não vivem sobrecarregadas de afazeres, não lhes restando muito tempo para descansar e relaxar, algumas já não creem que seja possível parar ou mesmo reduzir esse ritmo agitado em que vivem, e isso, normalmente, propicia alguns males ao indivíduo.

   O stress, considerado o mal do século, resulta desse estilo de vida frenético que cada vez menos leva em consideração o bem estar do ser humano, e os transformas em seres irritados que se preocupam mais em obter bens do que sentir-se bens. 

   
  
  Alguns agem como se não pudessem parar nem por um segundo, é comum vermos isso no trânsito por exemplo, experimente ficar mais de um segundo parado quando o semáforo muda para o verde, algum estressadinho vai buzinar, como se ele estivesse perdendo a vida toda naquele segundo. Faz sentido agirmos dessa maneira? 

 O tempo minuciosamente pré-programado limita as escolhas, e assim, até mesmo as atividades de lazer acabam sendo agendadas, com tempo e local marcados previamente, e tudo isso para não se perder tempo. Mas será que não é dessa forma que estamos perdendo nosso tempo? Desperdiçando-o com compromissos sistemáticos?


   A busca incessante pelo sucesso e pela conquista dos sonhos pode tornar-se um pesadelo cheio de frustrações se não pararmos para apreciar o que está no caminho que nos leva ao nosso objetivo, e essa maneira de viver em velocidade máxima está nos privando de observar as maravilhas que estão ao nosso redor. Descansar não é sinônimo de preguiça, mas sim de autopreservação. 
    Se quisermos seguir fortes em nossos objetivos devemos reservar alguns momentos para limparmos nossas mentes, aliviar toda tensão que a vida moderna nos propicia.

   Como Thich Nhat explica, não devemos desistir de nossos sonhos e objetivos, mas não podemos desprezar toda uma vida que ocorre ao nosso lado, para obter aquilo que desejamos no futuro, ou seja, não podemos esperar para sermos felizes, temos que sê-lo agora, aproveitar cada momento, afinal, a vida deve acontecer agora e não ser programada para mais além.

sábado, 17 de agosto de 2013

Mentalmorfose

"Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo!"
 Raul Seixas


   Essa música representa uma das grandes virtudes dos grandes sábios, a de conseguir mudar suas opiniões e seus conceitos de acordo com aquilo que aprendem durante sua existência. Mahatma Gandhi disse, uma certa vez, que se quiserem saber o que ele pensava sobre determinado assunto que deveriam ler o que ele por último havia escrito a respeito de tal assunto.

   Mudar nossos conceitos não é uma questão de submissão a determinada filosofia, religião ou inclinação política, mas sim uma evolução que nossa mente pode atingir, o que pode ser considerado a "Mantalmorfose", e par isso é preciso mudar por vontade própria, seguir exemplos sim, mas nunca fazê-lo cegamente, sem refletir sobre isso, deixando apenas se levar pela onda do momento.

   Confesso que quando comecei a escrever este post tinha em mente um discurso diferente, mas resolvi mudar, pois achei que seria pesado demais, e um tanto quanto desestimulante, e talvez pudesse ser mal compreendido.

   Desde que comecei a expor minhas ideias neste blog, assim como para as pessoas do meu circulo social, notei o quanto a maioria das pessoas é resistente a mudanças, até mesmo de simplesmente pensar nisso, então vem na mente aquele pensamento "não temos solução mesmo". Mas isso não me faz desistir, apenas mudar a estratégia.

   Não mais tentarei persuadir as pessoas sobre esses conceitos, apenas manterei meus princípios, e até mesmo os ampliarei, não para convencer, e sim para demonstrar as possibilidades de viver melhor a moda de Fugir Para O Mato.


   Isso me ocorreu quando li o texto que segue abaixo, com o título "Não se leve tão a serio":


"A ideia fixa que temos de nós mesmos como sólidos e separados uns dos outros é dolorosamente limitadora. É possível se mover dentro do drama de nossas vidas sem acreditar tão fervorosamente no papel que desempenhamos.
Levar-nos tão a sério, e nos dar tanta importância em
nossas próprias mentes, é um problema para nós; nos sentimos justificados em ficar irritados com tudo, nos sentimos justificados em nos autodenegrir ou em achar que somos mais espertos que as outras pessoas.
Temos duas alternativas: ou questionamos nossos condicionamentos ou não. Ou aceitamos nossas versões fixas sobre a realidade, ou começamos a desafiá-las. Na opinião do Buda, treinar em permanecer aberto e curioso — treinar em dissolver nossas suposições e condicionamentos — é o melhor uso para nossas vidas humanas."
 Trecho do livro  'The Pocket Pema Chodron'- Pema Chodron.



    A mensagem é clara, devemos buscar a nossa felicidade, isso basta, revoltar-se, indignar-se com os problemas do mundo é natural, mas não devemos deixar que isso nos ponha para baixo, o que temos a fazer é demonstrar, naturalmente, que nossas vidas podem ser mais simples, que podemos ser mais felizes, e as pessoas, pouco a pouco, descobrirão em você um exemplo a seguir, sem que tenhamos que nos desgastar para que elas percebam tal qualidade.  
    Se a sua felicidade não está causando sofrimento a nenhum outro ser vivo, nem ao nosso ambiente, então desfrute-a, torne-se o bom exemplo que a humanidade precisa seguir.



"A felicidade não está em viver, mas em saber viver. Não vive mais o que mais vive, mas o que melhor vive."
Mahatma Gandhi

sábado, 10 de agosto de 2013

Simples

     Acredito que todo ser humano nasce com a predisposição para seguir pelo caminho da simplicidade, mas infelizmente o meio em que vivemos exerce uma enorme influência comportamental e acabamos perdendo a nossa virtude de sermos simples. 

      Citando alguns trechos de um artigo publicado no site Pragmatismo Político (Leiam na integra), que discorre sobre a atitude que algumas pessoas adotaram em busca de uma vida mais simples, trarei a vocês um pouco mais sobre a ideologia principal do blog: Viver simples!

Fonte: http://www.euvoudebike.com/tag/links/
     Moldados todos na mesmo forma social, recebemos desde o nascimento as diretrizes à que devemos seguir, somos influenciados por todos com quem convivemos, por aquilo que vemos e ouvimos. Evidentemente algumas pessoas tem a honra de serem educadas e influenciadas de maneira seguir na contramão da sociedade, mas isso só é possível para aqueles que escolhem, através de seu instinto mais intimo, viver dessa maneira, viver da forma mais simples possível.


      Sempre que ouvimos falar de alguém que está vivendo na simplicidade indagamos o porque de tal atitude. Seria necessidade? Limitação de escolhas? Insanidade? Não mesmo!!! Em minha opinião são apenas pessoas que realmente estão vivendo o que querem, indivíduos que não precisam mascarar-se com bens para dizerem-se felizes. 

     Vejamos alguns exemplos do que pensam essas pessoas, extraídos do artigo 'Conheça homens e mulheres que optaram por uma vida mais simples':
"A simplicidade nos obriga a olhar para nós mesmo." Frei Jonas Nogueira
" Ser simples tem a ver com bem-estar e consciência." Débora Paglioni (Advogada)
"Ser simples traz conforto, prazer, alegria e felicidade." Guilherme Moreira da Silva
“Sempre gostei dessa opção de vida, e queria fazer essa experiência. Você percebe que tem outras prioridades na vida. Passei a fazer mais programas ao ar livre, a aproveitar atividades intelectualizadas. Quando estamos imersos no consumo, deixamos o que nos dá prazer em segundo plano. Passada essa experiência, hoje compro bem menos e me foquei no que é essencial para mim.” Marina Paula Silva Viana (Psicóloga)
“Essa opção de vida me faz sentir em harmonia comigo mesma. Quando fiz essa escolha, é como se tivesse responsabilidade com as pessoas ao meu redor....Nunca fiz escolhas motivada pelo financeiro.” Priscila Maria Caliziorne Cruz


      Cada qual com suas próprias palavras nos revelam um senso comum: basear a nossa felicidade nas coisas simples e não em bens materiais com somente valor monetário.  Há tempo procuro desapegar-me dos bens materiais, nunca tê-los apenas por ter, procurar, na essência, suprir as necessidades, não depender de objetos "brilhantes e reluzentes" para ser feliz.

      Mas não pensem no exagero jamais, simplificar não significa eliminar, como explica Carlos Roberto Darwin (Psicanalista e Dr. em Filosofia) ao falar sobre o desapego:
“Vem de uma sabedoria grega. Não é só no sentido de não ter bens materiais, mas não transformá-los em uma tirania.”

    Considero essa uma das melhores filosofias de vida, talvez a única maneira de obter a felicidade verdadeira. Quando deixamos de pensar em ter tudo aquilo que o mercado nos oferece de melhor e de mais caro, conseguimos nos dedicar a atividades que nos trazem bem estar, dessa forma isso reduz a nossa insegurança social, uma vez que deixamos de nos esforçar em mostrar nossos bens, e passamos a transmitir aos outros a nossa felicidade e paz interior obtidas através de nossa vida em plena simplicidade.

      Não se deixem consumir pelos objetos, libertem-se e vivam!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

(Re)Progresso

     "Reprogresso", esse é o título de uma música da banda capixaba Dead Fish  (uma de minhas favoritas) que fala sobre a mudança de cenário ocorrida na cidade de Vitória - ES, por ser o local de origem da banda, mas que é comum a quase que totalidade das cidades do mundo.


Reprogresso - Dead Fish
"Não há chão para pisar, não me lembro mais deste lugar,
Aqui onde hoje passam os ônibus minha avó pisava ao mar 
E é por isso que estou aqui e com força me seguro em ti, pois não sei de onde venho,
Talvez possa até ser bom, mas queria tanto ver a história que o asfalto tapou
E esta fumaça que não existia, agora me impede de te olhar,
E o progresso que suja o horizonte me tornou tão intolerante,
Mais uma geração se perdeu, isso não pode ter sido sem querer 
E vimos o prédio crescer, e parados a ilha afundou,
Só soubemos nos matar, e as ilhas na ilha"

   


Parque Moscoso, Vitória - ES  Inaugurado 1912          Foto: Elizabeth Nader
   Quando temos gravado em nossa memória as imagens de algum local, que algum dia, no passado, fora um ambiente incrível, mas que agora foi totalmente alterado para dar lugar as novas paisagens que o progresso nos trouxe, ficamos decepcionados com o resultado de nossas ações, ao menos deveríamos ficar. 



       É preciso tomar cuidado ao falarmos sobre o progresso, pois de fato é ele que proporciona uma série de benefícios para as pessoas, porém, em muitas vezes, o que temos é prejuízos enormes tanto para as pessoas quanto para o meio ambiente. Não se trata de parar o progresso, mas sim reestruturá-lo.

   Como diz a letra da música "Talvez possa até ser bom, mas queria tanto ver a história que o asfalto tapou",  o progresso tem suas vantagens, mas para isso cobra um preço muito alto, o qual todos nós pagaremos. 



Vitória - ES é a pioneira na criação de órgãos públicos específicos para
os assuntos relacionados ao meio ambiente, tendo fundado a
Secretaria Municipal de Meio Ambiente em 1986.
    Ainda existe o conflito entre os defensores do progresso a qualquer custo e os adeptos da progresso sustentável. É preciso quebrar o mito de que os projetos sustentáveis e de baixo impacto ambiental não podem fornecer a mesma lucratividade, qualidade, agilidade ou comodidade que serviços e produtos tradicionais, que tanto tem prejudicado o habitat dos humanos.

  Satisfaço-me e empolgo-me quando descubro artigos e/ou reportagens sobre obras criadas com o mínimo impacto possível ao meio ambiente e de maneira que possa valorizar as paisagens naturais, assim como obras onde são agregados elementos naturais buscando a harmônia, e o bem-estar das pessoas que ali vivem. 



Um exemplo do 'verde' de Vancouver                   Foto: Duda Menegassi
   Este esta sendo o principal objetivo da cidade de Vancouver, que pretende se tornar a cidade mais verde do mundo até 2020, mas sem deixar de lado o progresso, que é algo praticamente imparável, e para isso necessitam conciliar os aspectos econômicos com os interesses ambientais (Fonte O Eco). 


   E isso está dando muito certo. Seria incrível se as cidades do mundo todo adotassem políticas assim. Essa é forma ideal de progredir, de evoluir, precisamos reinventar o progresso, torná-lo menos danoso ao meio ambiente.


terça-feira, 30 de julho de 2013

Fugindo Do Tradicional

     Henry construiu uma cabana na floresta para lhe servir de moradia, e fez isso com objetivo de provar que ele conseguiria obter uma casa com todo conforto que necessitava gastando para isso o mínimo possível, e os detalhes dessa construção estão descrito em seu livro 'Walden, ou a vida no bosque'.

Fonte: Ciclo Verde
Está se tornando comum a busca por moradias alternativas, de baixo custo, e com a maior quantidade de elementos sustentáveis possíveis. Muitos estão cansados de se curvarem à esse sistema já consolidado, onde é necessário gastar uma fortuna, ou contrair uma dívida imensa,  para obter uma residência, a qual nem sempre está de acordo com os gostos e as exigências do ego de seus proprietários, sendo necessário reformas constantes. Podemos ainda levar em consideração o fator ecológico, o qual nem sempre é considerado na hora de construir.


     Uma das últimas obras que me chamou a atenção foi a casa semi-sustentável construída pelo ex-assistente de voo Steve Areen na Tailândia, seguindo os princípios básicos de economia de dinheiro e tempo, além dos conceitos da construção ecológica. Assim após 6 semanas e gastando o equivalente a 15 mil reais, Areen obteve sua casa própria, não deve nada a ninguém, e tem a consciência tranquila por morar em uma residência de baixo impacto ambiental.

A estrutura da casa e os materiais utilizados contribuem para que ela tenha um clima agradável em seu interior.        Fonte: Inhabitat
      Sua casinha de aproximados 150m², apelidada de Dome House, foi construída com materiais locais comuns, e apesar de não ser 100% sustentável, ela é sem dúvida um grande exemplo de que algumas ideias alternativas podem ser bem sucedidas, servindo de inspiração para a construção de novas moradias desse mesmo patamar, e cada vez mais focando na construção sustentável.

As aberturas no teto são elementos da construção ecológica pois permitem uma melhor iluminação diurna evitando o consumo desnecessário de eletricidade. Fonte: Inhabitat
 
Fonte: Ciclo Vivo
   Steve foi o próprio construtor do seu lar, tendo apenas outros dois ajudantes, e as imagens de várias etapas da construção estão disponíveis em seu site Dome Home, onde é possível analisar melhor algumas das estruturas. Ele contou ainda com a sorte de construir em lugar onde a legislação não exigia licenças para esse tipo de construção, acelerando assim a sua obra.





     Alguns elementos e estruturas construídas, tanto no interior como no exterior, possuem a verdadeira essência de obras de artes, porém sem custar ao proprietário os olhos da cara.


Fonte: Inhabitat
Fonte: Inhabitat
    Não se tratam de pessoas miseráveis, também não são pessoas que querem apenas economizar dinheiro, o que encontramos aqui são pessoas que percebem como as coisas podem ser modificadas, que não precisamos seguir esse sistema que vem gerando mais problemas do que comodidade, como esperava-se obter com o progresso. 

       Estamos chegando em um ponto de reversão, onde o mais simples está proporcionando uma melhor qualidade de vida para as pessoas, e nesse momento precisamos de exemplos como este, precisamos ser criativos, inovar, buscando cada vez mais o equilíbrio com meio ambiente.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Utopia

     Acredito que todos nós já idealizamos em nossas mentes uma sociedade perfeita, já pensamos no que poderia ser feito para mudar a nossa forma organizacional, para que pudéssemos viver de uma maneira melhor, mais harmônica e mais justa.

    Thomas Moore (Thomas Morus), um Chanceler da Inglaterra decapitado em 1535,  descreveu em seu livro, escrito em latim por volta de 1516 e intitulado Utopia, o seu conceito de como seria uma sociedade perfeita. Essa obra tem tamanha importância que hoje o termo 'Utopia' é utilizado para designar o conceito de sociedade perfeita, de situações em que tudo ocorre da maneira mais perfeita e equilibradamente possível, onde todos encontram-se em felicidade e harmonia.

  Nesta excelente obra, cheia de conceitos interessantíssimos, é possível perceber que existem alguns elementos fundamentais para que possamos mudar a forma de nos organizarmos em sociedade, e viver de uma maneira realmente satisfatória, para todos. Com algumas regras simples, e a colaboração, mas principalmente a compreensão, de todos, os utopianos são capazes de compor uma sociedade que pode ser considerada ideal para todos.

      Lendo este livro comecei a refletir sobre como é difícil constituir algo que seja realmente bom para todos, que agrade a todos, já que, nem eu, mesmo tendo adorado a ideia geral, não consigo concordar com alguns termos, que me parecem um tanto quanto inapropriados. É lógico, isso foi só uma projeção ideológica, mas com ela é possível ter uma noção da complexidade de se construir uma sociedade, mesmo estando em um grupo com ideais similares, talvez por isso alguns de nós alimentamos a ideia de viver isoladamente, evitando os conflitos sociais.

    Dentre os conceitos que se enquadram à minha ideologia, está o desapego e consumismo dos bens supérfluos. A simples teoria de como poderia ser melhor empregado o tempo gasto para produção de itens que não tem, de fato, uma utilidade, e com isso não seria necessário trabalhar tanto, pois não precisariam ganhar dinheiro extra para acumular tais itens inúteis, tal qual costuma-se fazer na nossa sociedade atual, já é suficiente para exemplificar onde estamos errando. E esse desapego traz ainda outra vantagem, torna impossível a cobiça, um dos grandes males da civilização, o estopim que provoca a explosão de uma série de outros problemas.

      O que fica muito claro é que, para podermos tornar um lugar agradável, precisamos do envolvimento de todo coletivo, é necessário que todos estejam comprometidos com a causa, clichê eu sei, mas fator indiscutível. Por tudo isso volto a convocar os audaciosos e descontentes a manifestarem-se, vamos expor nossas ideias, precisamos divulgar os exemplos que a humanidade deve seguir para atingir a harmonia global. 

      


quinta-feira, 11 de julho de 2013

Nos faz querer fugir...



 "Bem, ele amaldiçoou todas as estradas e os homens do petróleo
E ele amaldiçoou o automóvel
Disse isso não é lugar para um homem como eu sou, neste novo mundo de asfalto e aço
Então ele ficaria fora, em algum lugar à distância de algo que só ele podia ver
Ele dizia tudo o que resta agora dos velhos tempos
Esses malditos coiotes velhos e eu..."

     Esse é um trecho da música Coyotes de Don Edwards, a trilha sonora de encerramento do filme Grizzly Man, e conta a história de um cowboy que estava muito descontente ao ver como o mundo ao seu redor havia se transformado, a "evolução" e o "progresso" acabaram com a magia e a beleza das paisagens que ele outrora conhecia e admirava.

     Posso afirmar que compartilho desse sentimento com ele, e que me assusto ao ver o mundo em que estou e a direção em que está indo. As pessoas mudaram suas atitudes, e na maioria dos casos mudaram para pior, egoísmo, desrespeito, consumismo, violência enfim, querem a autodestruição?! As vezes chego a pensar que tudo está realmente perdido, mas acredito que as coisas podem mudar..."I believe in a better world for me and you" (Ramones). Não penso em desistir, ainda!

     Fico feliz quando conheço pessoas que conseguem compreender o meu ponto de vista, e que por mais que não pensem assim, respeitam, talvez até porque achem isso certo, mas não conseguem mudar, e assim continuam seguindo a correnteza, porém sem tentar me levar de arrasto (Ufaa). Prefiro seguir assim, remando contra a correnteza dessa moderna evolução descontrolada, procurando evoluir de uma outra maneira, na qual possa ficar em paz.
      
      Não sou um antissocial, pelo contrário...."Me sociabilizo até muito bem, mas sempre que posso evito" (Matanza)...Gosto de conversar com as pessoas, de debater opiniões divergentes, mas gosto de fazer isso com pessoas que argumentem de fato, e não com as que me dizem simplesmente "não ta certo, porque as coisas são assim e não vão mudar..", bem lamento informar que pra esses seres nada vai mudar mesmo, e se isso acontecer eles nem irão perceber. Me admiram as pessoas que estão tentando mudar.

     É fato que a sociedade e a civilização não podem ser mudadas de uma hora pra outra, salvo em caso de uma catástrofe mundial repentina, após a qual nada existiria, mas isso pode não acontecer de forma inesperada. Mas pior que saber que estamos entrando em declínio gradualmente, é saber que os humanos estão se acostumando a isso, e simplesmente, a grande maioria, ignora esse fato trágico, como se aceitassem um destino infeliz, e inclusive, lamentavelmente, um presente infeliz e inapropriado.

      Me questiono se realmente fugir é a escolha certa a fazer, pois penso que seria negligente abandonar a humanidade nos trilhos desse trem desgovernado que é o "progresso". Imagino que essa ideologia deva ser compartilhada, que devemos tentar ajudar as pessoas abrirem seus olhos e suas mentes, sem forçar a mudança, pois tudo que for imposto será rejeitado. 

       É fundamental que as pessoas mudem suas atitudes espontaneamente, seguindo bons exemplos, e é por isso que ainda estou na civilização, escrevendo um Blog, usufruindo dos benefícios da evolução moderna à favor de uma ideologia que melhore a qualidade de vida da humanidade, que transforme o mundo, independente do alcance que minhas palavras possam ter.

    

domingo, 12 de maio de 2013

Alternativas Para o Dia A Dia

         Mesmo sem abandonar completamente a vida urbana temos opções de lazer junto a natureza, onde podemos nos distrair e imaginar como poderia ser essa realidade de viver mais ao natural.
    
  Na maioria das cidades podemos encontrar Parques Ecológicos, praças públicas, zoológicos, lagos, rios, áreas de acampamento, sítios, entre outros atrativos do gênero, muito embora eles sejam um pouco escassos, e até mesmo desprezados pela maioria, a sua contribuição para melhorar a qualidade de vida de quem aprecia tal paisagem.
  Esses locais são ideais para serem frequentados ao final de um dia cansativo de trabalho, e também nos finais de semana. E como é agradável a sensação de tirar os calçados e sentir a grama fresquinha entre os dedos, é possível sentir a energia fluindo do corpo para a natureza, aliviando a pressão que stress urbano nos causa. Tão bom é dedicar um tempo apenas para observar a paisagem, respirar profundamente o ar puro, admirar uma árvore, perceber os detalhes tão peculiares de sua estrutura, assistir de camarote as atividades cuidadosas e engenhosas que os animais desenvolvem corriqueiramente. 

 Há ainda a possibilidade de integrar a natureza com outros hobbies como pedalar, correr, nadar, praticar rapel, escaladas, percorrer trilhas, acampar, fotografar, desenhar, pintar, até mesmo escrever, que tal apenas reunir-se com os amigos para conversar, sem músicas, sem bebidas, ou seja, sem ter a sensação de estar num bar a céu aberto - não é que me oponho a isto, mas há um momento e lugar para tudo.

   Agora é só seguir as dicas, e com um pouquinho de determinação, logo logo estará cada vez mais integrado à natureza, e respirando o ar puro com maior frequência.