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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Contato Com O Natural

     Muitos costumam chamar de retrocesso, ou contra evolutivo, essa ideologia de querer distanciar-se da modernidade, mas aos poucos acabamos percebendo que essa é uma nova evolução, com tendência a melhorar as nossas vidas.

Mirante No Parque  Natural Da Atalaia - Itajaí - SC
    Não é apenas a nostalgia que está levando algumas pessoas a voltarem praticar os costumes antigos, mas sim uma percepção de que o novo, como é, não está agradando. Novas culturas, novos hábitos, novas atitudes, que quase sempre, se comparadas com outras épocas, parecem ser menos satisfatórias.

    Alguns prazeres da vida foram substituídos por outros, que agora, nem sempre causam bem estar, ou que então, são tão exaustivos, e acabam não compensado o bem recebido ao final. Nas cidades, gasta-se tanto tempo no trânsito para chegar em qualquer lugar, que por mais que o objetivo seja a diversão, certamente haverá um sensação de desconforto, sem contar as incansáveis filas, para se fazer absolutamente tudo é preciso enfrentá-las.

Cachoeira No Rio Gonçalves Dias
Capitão Leônidas Marques - PR
    Felizmente ainda existem as alternativas, muito mais agradáveis, e realmente prazerosas. Felizmente algumas das atividades de lazer, as que verdadeiramente nos trazem alegria, são gratuitas, pouco procuradas pela maioria, o que proporciona maior tranquilidade. 

Nesta época de verão, por exemplo, em que as praias principais estão sempre lotadas, sempre ainda existem as praias isoladas, para se visitar, ideal pra quem quer um pouco mais de sossego.  Não é difícil encontrar uma cachoeira, ou algum rio, ideal para os banhistas, próximo as cidades. Parques naturais não recebem muita publicidade, mas eles existem! E é excelente gastar, ou melhor compartilhar um pouco de energia, numa trilha em meio a mata. 


Parque Natural Raimundo G. Malta - Bal. Camboriú - SC
     Passar uma tarde de Domingo em um parque, à sombra das árvores é sem dúvidas muito melhor do que perambular em um shopping esbarrando numa multidão de consumidores, pra enfrentar um longa fila na bilheteria do cinema, e pra completar gastar muito comprando alimentos super faturados e de péssima qualidade nutricional nas famosas redes de fastfood. 
    
            Enfim, a escolha é livre, opte pelo aquilo que realmente te fará bem, pense bem antes de sair para o lazer, você não precisa fazer aquilo que todos estão fazendo, crie sua própria diversão. Mas eu aconselho: Vá ver o mundo com seus próprios olhos!

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Às Gotas

Amanheceu, a chuva cai contínua e fraca
Passos lentos, guarda-chuva na mão, mochila nas costas
Sigo pela calçada, ou meu lado, na rua, uma enorme fila
Veículos ainda mais lentos que meus passos
Meus olhos admiram a paisagem, descrevo-a em pensamento
No horizonte as montanhas
Com seus cumes envolvidos em neblina e chuva
Não paro, passos compassados
Ao lado os condutores e suas expressões múltiplas
Estão presos, são lentos
Há pressa, porém não há movimento
Expressões de cansaço, desânimo, ou nulas
Neutras de sentimento
Seus olhos acompanham o lento movimento do comboio
Distraídos, pensando ou não
Alguns respiram fundo, outros são mais suaves
Distraem-se com músicas aqueles, parecem tensos
Secos, pálidos, vazios
Suas paisagens são limitadas ao reflexo no retrovisor
Meus velhos calçados molham-se, chutam as pequenas poças
Os respingos não perturbam
As mãos deixam a proteção da guarda-chuva e sentem os pingos
Sinto a chuva, há uma certa energia oculta nela
Trás lembranças, pensamentos, alimenta a imaginação
Sigo contente, estou livre, a chuva é minha companheira
Não a evito mais, convivo com ela, interajo
Não aperto o passo, não há do que fugir
Sereno, energizado, renovado
Úmido ou seco, chegarei ao meu destino...

quinta-feira, 24 de julho de 2014

A Falta Do Mato

       Ficar muito tempo cercado pelos prédios, comércios, carros... permanecer exposto a todo esse movimento incessante de uma cidade, convivendo com essas pessoas de visões fechadas, adeptas ao consumismo, egoístas, conformistas e estressadas, me desanima, e me cansa.

   É necessário, e saudável, retirar-se do convívio social momentaneamente, livrar-se dessa pressão exercida pela sociedade, fugir das imposições, evitar toda essa contaminação mental proveniente desses indivíduos que tentam corromper a nossa essência vital para transformar-nos em zumbis seguidores das tendências modernas que nos afastam do essencial, que desvia nossa atenção daquilo que nos realmente faz bem, mascarando a felicidade pessoal com os artefatos ilusórios que a saciedade dominante cria para esconder o vazio da consciência de vossos espíritos.


   Talvez eu seja mesmo um indivíduo antissocial, mas isso apenas porque não consigo submeter-me aos padrões que ela exige, principalmente no que tange as questões pessoais mais íntimas, não entendo o porque de não respeitarem a individualidade, o que sobra do meu "EU" se não posso fazer, usar, comer, sentir, pensar aquilo que eu quero, levando em consideração que essas atitudes não interferem de maneira negativa na vida de ninguém, porque deveria eu me reprimir? Se for assim prefiro continuar sendo um alienígena de minha própria espécie.


      Hoje, talvez mais do que nunca, sinto a necessidade de fugir para o mato, respirar um pouco de ar puro, ouvir tão somente os sons da natureza, observar as atividades incrivelmente essenciais que somente a natureza, em sua forma mais bruta, continua exercendo, em seu ritmo calmo e objetivo. Preciso imiscuir-me à natureza, contemplar e relaxar, e assim apaziguar meu espírito ferido pela vida urbana.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Experiências

      Conhecer novos lugares, outras pessoas, e outras culturas é sem dúvida uma experiência incrível que amplia nossos conhecimentos e melhora a nossa percepção sobre a vida.

     No último feriado prolongado tive a oportunidade de viver uma nova experiência, certamente satisfatória. Um acampamento de três dias na Ilha do Mel. Uma atividade realizada com muito mais vontade do que dinheiro, sem luxo, mas com muita alegria e paz, afinal, desfrutar a natureza com os amigos é algo que não pode ser avaliado monetariamente.
           
      Viver de uma maneira diferente da habitual, ainda que por pouco tempo, nos faz evoluir, possibilita fazermos uma reavaliação sobre a nossa vida, nossos costumes, hábitos, valores. A experiência de passar alguns dias longe da cidade, praticamente sem comunicação com o restante do mundo, sem ouvir ou ler qualquer a notícia em qualquer que seja o meio de comunicação, permite perceber o quanto sobrecarregamos nossas mentes com coisas que pouco prazer nos proporcionam, e que ao contrário, nos deprime e nos estressa. Percebemos que, muitas vezes, temos tantas coisas que, na realidade, são dispensáveis, coisas de que nos tornamos dependentes sem perceber que de nada dependemos delas. Enfim, para percebermos que podemos ser muito mais livres se realmente quisermos.

      É interessante observar como as pessoas se comportam e reagem nessas situações, completamente diversas do que são acostumadas a viver em seu dia a dia. Algumas simplesmente ficam a vontade com isso, e até mais felizes, foi assim que me senti na ilha. Por outro lado, existem aqueles que apresentam grandes dificuldades em desapegar dos "confortos" da civilização urbana, é visível a necessidade de algumas pessoas em usufruir de algumas tecnologias, mesmo não sendo elas necessárias. Imagine trocar as ondas do mar para navegar na internet. Fixar os olhos em uma tela de TV ao invés de fixá-los nas paisagens naturais. Ouvir o som de buzinas e sirenes ao invés do som do mar e dos pássaros.

     Há tanto para vermos neste mundo, tantos locais para explorar, tantas pessoas para conhecer, tantas histórias para viver, e no entanto, a maioria de nós não consegue se desprender. A comodidade, a insegurança, e a visão fechada  nos impede de viver aventuras. É claro que nem sempre conseguiremos fazer tudo o que planejamos, não há garantia de que a experiência será satisfatória ou não, mas certamente aprenderemos algo novo em cada passo que dermos.

     Viver é isso, ter experiências, aprender, descobrir, e assim evoluirmos. Apenas precisamos aprender a desfrutar cada uma de nossas experiências, e extrair o máximo possível delas, não basta simplesmente viver uma situação, é necessário absorver o conhecimento que ela nos proporciona.

      

sábado, 7 de setembro de 2013

Uma Nova Estação

     O inverno está chegando ao fim e o calor está voltando a reinar, nossos dias deixam de ser cinzas e a vontade de curtir a natureza aumenta ainda mais.

     Não que o inverno seja uma estação ruim ou chata, mas as condições climáticas dessa época nos deixam mais preguiçosos, e os atividades ao ar livre costumam ser evitadas pela maioria. E mesmo os amantes do frio ficam felizes quando surge aquele dia muito mais ensolarado dentre tantos outros frios e nebulosos, momento este em que podem sair para recarregar suas energias.

     Por mais que as temperaturas mais extremas nos proporcionem alguma dificuldade para a realização das atividades de contato com a natureza, não devemos deixar esses empecilhos privar-nos da diversão e do lazer.  Se correr tornou-se complicado devido a baixa temperatura, apenas caminhe até que consiga voltar ao ritmo dos  dias quentes.


    Ficou claro que nem todos tem disposição para deixar os abrigos quentinhos para respirar o ar, gelado, mas puro dos parques da cidade, preferindo hibernar por todo o inverno, e agora estão dando as caras novamente para aproveitar o calor que aumenta, lentamente, dia após dia.
   
    Os dias quentes são meus preferidos, no entanto, pude desfrutar bastante desses dias frios que antecederam, e como é bom poder fotografar a geada ao nascer do sol, é claro que com as mãos tremendo de frio algumas fotos não ficam muito boas, mas nada que um café quente não cure depois.

      Viver em uma região tropical com estações bem distintas nos permite desfrutar diversas sensações relacionadas ao clima, sem precisar ir para longe. Temos o privilégio de ver as paisagens ao nosso entorno modificando-se gradativamente ao passar dos dias, as plantas mudam, os animais mudam, e principalmente os humanos mudam, cada um se adaptando a sua maneira a uma nova fase. 
   
     O mais importante é sabe aproveitar cada momento, adaptando-se da melhor maneira possível ao clima do momento, conseguiremos interagir o tempo todo com a natureza sem prejuízos, essa é chave. Adaptação.

Então, vamos lá! Curtir os nossos novos dias de sol!

domingo, 1 de setembro de 2013

Será esse o nosso futuro?

      Certamente, em algum momento da sua vida, você já parou para imaginar como será o futuro, como serão nossas casas, os carros, os objetos que nos cercam, e em como será a natureza e o quanto ela será modificada. Várias dessas projeções imaginárias são transformadas em filmes, livros e outras obras de arte.

    Dirigido por Andrew Stanton, o filme de animação Wall-E traz uma versão pouco animadora sobre o futuro da humanidade, em cenas que por vezes parecem ser exageradas, mas que no entanto são possíveis de se tornarem a nossa realidade se não promovermos uma mudança comportamental agora mesmo.

    O desajeitado e simpático robozinho Wall-E habita o devastado planeta Terra do futuro, compactando as sucatas do que outrora foram os preciosos bens materiais dos humanos que, após esgotarem os recursos naturais do planeta, o abandonaram e partiram para o espaço onde vivem agora em um ambiente totalmente artificial em condições no mínimo bizarras.   






   Nesse futuro idealizado pelos produtores do filme podemos constatar uma evolução, digamos "ao contrário", onde os humanos acabam perdendo sua capacidade motora devido ao excesso de aparelhos tecnológicos que realizam praticamente todas as atividades básicas para os homens, desde caminhar, vestir-se e alimentar-se. Os humanos agora não passam de indivíduos atrofiados sem se quer terem a capacidade de ter contato com os outros, mantendo as "relações interpessoais" apenas de forma virtual.

        E como reverter tal situação??? É simples, e esse filme faz uma grande revelação. A mudança!

      Depois de que o robô EVA encontra uma planta na Terra, que caracteriza uma prova de que poderia a natureza ser restaurada, o Capitão da espaçonave planeta passa a agir de uma forma diferente, abandonando o comodismo proporcionado pela tecnologia que impede os humanos de pensarem por conta própria. Assim ele começa a estudar o passado, percebendo quantas coisas boas foram deixadas para traz durante esse processo evolutivo danoso, e não tem dúvidas de que a vida de antes era melhor do que a esta estavam vivendo.

        O desfecho dessa história é uma prova, e também um grande exemplo, de que precisamos mudar nosso comportamento, abrir nossas mentes, aprender mais sobre nós mesmo e nosso planeta, para que possamos continuar vivendo aqui por muitos e muitos anos, com uma boa qualidade de vida, sem nos perdermos e nos destruirmos.

     Wall-E, um filme excelente para ser usado em aulas de Educação Ambiental, pois é disso que precisamos, fazer com que as próximas gerações cresçam com uma visão diferente, mais humanas, mais participativas, menos acomodadas, e menos conformistas. Um mundo melhor só depende da nossa atitude!

domingo, 30 de junho de 2013

Inspirações IV

      Está talvez seja a minha fonte de inspiração que se apresente de forma mais singela. Uma música simples, com uma letra direta que transmite em poucas palavras o ideal defendido por este Blog.
      

    Por ser uma banda hippie, Ventania (nome da banda e também o apelido do compositor/vocalista/violeiro) pode não ser bem aceita por muitas pessoas, devido a sua filosofia de vida livre e consumo de substâncias alucinógenas, no entanto, para o propósito ao qual quero usar uma de suas canções esse fator não tem relevância alguma, pra quem não gostar do estilo, sugiro que atenha-se apenas ao mensagem transmitida na letra.

Ventania
       Esse poeta maluco, expressa a vontade que temos de deixar os problemas e as dificuldades de se viver nessas cidades tumultuadas, de uma sociedade cheia de regras tolas, desse mundo cinza que acaba nos deprimindo e desanimando. E assim ele fez, ainda bem jovem caiu na estrada, pedindo carona, fazendo e vendendo seus artesanatos, e tocando suas composições nas rodas de malucos. Embora hoje  Ventania admite estar instalado em apenas uma cidade, não deixou sua filosofia de vida simples de lado.

      Ventania não fugiu pro matagal literalmente, mas ele conseguiu transmitir a mensagem de como poderia ser a vida no mato, livre, simples e descomprometida. Fazer seu pãozinho de manhã, tomar uma chimarrão, tocar violão, curtir a natureza, ou seja, simplesmente viver. Sempre me questiono, será que realmente precisamos mais do que isso? 

     Se tivéssemos apenas o dever de cumprir com nosso trabalho de subsistência, e abandonar a ideia de que devemos ter acumular bens materiais e capital, talvez a vida não nos pareceria assim tão dura e complicada. Como disse o próprio Ventania em entrevista ao Jô Soares "Quando vi estava preso num pé de alface!". E realmente o que nos deixa presos a essa vida, são coisas tão insignificantes, é fácil deixá-las pra trás, mas mesmo assim não conseguimos. Quantas vezes já me vi com uma mochila nas costas, meu violão na mão, caminhando numa estrada com destino incerto. Nos falta coragem? Onde está o nosso espírito aventureiro?

Ventania - Marasmo

Vou fugir desse marasmo
Vou sair da capital
Vou fugir desse marasmo,
Vou morar no matagal.
No mato a gente anda descalço
E pode tomar banho nu
No mato a gente anda descalço
E pode tomar banho nu
E de manha fazer chapati
E a tarde eu tomo um chimarrão
Se a noite eu faço uma fogueira
Vou tocar meu violão.

E vai rolar o som, vai rolar o som.
E vai rolar um bom
E vai rolar o som, vai rolar o som
E vai rolar um bom.

Eu já fugi desse marasmo
Já sai da capital
Já fugi desse marasmo
Vim morar no matagal
No mato a gente anda descalço
E pode tomar banho nu
No mato a gente anda descalço
E pode tomar banho nu
E de manha fazer chapati
E a tarde eu tomo um chimarrão
Se a noite eu faço uma fogueira
Vou tocar meu violão.

E vai rolar o som, vai rolar o som.
E vai rolar um bom
E vai rolar o som, vai rolar o som
Até o dia clarear

      


       Essa é uma outra versão da canção do Ventania, aparentemente um outro artista independente resolveu criar sua própria versão, com outra roupagem, a música ficou igualmente excelente. Ela está disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=_YkX9tEuNfU


quarta-feira, 26 de junho de 2013

Meu Blog É Neutro Em CO2

     O Dr. Alexander Wissner-Gross, da Universidade de Harvard, descobriu em um de seus estudos que um internauta  produz cerca de 0,02 gramas de CO2 para cada página que visualiza.
    
    O portal Guiato em parceria com o Programa Plante Uma Árvore do Instituto Brasileiro de Florestas criou o selo Meu Blog É Neutro Em CO2, com o objetivo de neutralizar as emissões de CO2 geradas pelo acesso a páginas de internet. Com isso eles pretendem plantar uma árvore de espécie nativa para cada Blog que divulgar o selo e assim criar uma pequena floresta. Veja mais em Gesto Verde, e conheça, também, outras ações que fazem parte da politica da empresa para ser ecologicamente correta.


     Segundo informações do site Gesto Verde um blog que recebe mais de 15000 visitas mensais provoca a emissão de 3,6kg de CO2 por ano, meu Blog ainda está muito longe desse total de visitantes, mas mesmo assim resolvi divulgar o selo, independente de conseguir que eles plantem uma árvore para ele. Poder divulgar as boas intenções relacionadas ao Meio Ambiente é um dos objetivos deste Blog e, sendo assim, não poderia deixar de divulgar esse projeto.

     Se você possui um Blog ou outro site ajude a divulgar esse projeto, além de não lhe custar nada, estará usufruindo dos benefícios gerados pelo programa. Insira o selo, faça o seu Gesto Verde!

    
     
      

domingo, 23 de junho de 2013

Áreas Ecológicas Urbanas

      Mesmo no ambiente urbano temos a oportunidade de encontrar espaços destinados ao lazer junto a natureza, como é o caso das praças, parques, zoológicos, jardins botânicos, lagos entre outros.

       Embora presentes de forma expressiva, em algumas cidades, esses locais nem sempre são utilizados em seu máximo potencial, sendo até mesmo desprezados por boa parte dos habitantes locais. Uma situação realmente lamentável, que acarreta a desvalorização do local, tornando-os, muitas vezes, áreas de desinteresse público. Mas o que acontece com esses locais que deveriam, naturalmente, atrair as pessoas para desfrutá-los?
Lago Municipal de Cascavel                              Foto: Joeci Ricardo Godoi

        É possível observar algumas situações que contribuem para esse abandono, e que, como em qualquer local de acesso público, os responsáveis por criar tais situações englobam toda a comunidade. As autoridades responsáveis pela administração desses espaços tem sua parcela de culpa, os frequentadores bem intencionados e os mal intencionados também possuem sua parcela de culpa.

      Em alguns casos a presença reduzida e com pouca frequência de pessoas no local, incentivam a presença de indivíduos mal intencionados no local, e esses por sua vez acabam inibindo a utilização do espaço pelos frequentadores usuais. Esse é o caso de praças, por exemplo, que são utilizadas por traficantes, prostitutas, entre outros indivíduos que atuam a margem da lei. Aqui podemos perceber a influência de fatores distintos contribuindo para a situação degradante, primeiramente a falta de proteção por parte das autoridades gestoras, e em segundo pela descaso da população em frequentar o local e denunciar as irregularidades.

     Os gestores são também negligentes quanto a manutenção dos ambientes, ao passo que os frequentadores pecam ao não zelarem pelo local que frequentam. Em apenas alguns metros de caminha no Lago Municipal de minha cidade, pude registrar vários indícios do descaso das pessoas para com esses locais, como os representados nas imagens ao lado, a mente "criativa" de certas pessoas inconsequentes, transformam as plantas em lixeiras naturais, sem contar a grande quantidade lixo que vem carreado pelas águas vindas das vias públicas e vão acumulando-se nas margens do lago, principalmente em épocas chuvosas como esta. O problema do lixo não é apenas estético, ele atrapalha, e muito, a vida animal, contamina a água e é, também, prejudicial as pessoas que frequentam o ambiente. Entretanto esse ainda é um bom local para se visitar, está bem conservado, salvo alguns pontos que precisam ser melhorados, mas que para isso é necessário que a população cobre dos gestores, e mostrem a eles que o local está sendo utilizado, merecendo, assim, investimentos.
Parque Ecológico Paulo Gorski                Foto: Joeci R. Godoi

Parque Ecológico Paulo Gorski               Foto: Joeci R. Godoi
      Não há duvidas que ninguém quer frequentar um local marginalizado, mas somos em partes culpados por isso, quando deixamos de frequentar tal local antes que ele fosse tomado pelas atividades ilícitas, uma vez os mal elementos dificilmente se instalariam em um ambiente fortemente frequentado pelas pessoas de bem, diferentemente de um local mal cuidado e desprezado pela população em geral. Não podemos deixar que esses locais fiquem fora do planejamento urbano, e cabe a nós, enquanto cidadãos, fazermos a nossa parte.
   

      Agora vocês podem fazer uma reflexão sobre as áreas de lazer ecológico que existem em suas cidades, e identificar quais os problemas que eles apresentam que os tem feitos ser deixados de lado na hora de fazer seus programas de lazer, e assim verificar se talvez um simples aumento do público frequentador não poderia estar gerando um efeito cascata para que estes locais se tornem novamente adequados para a visitação.

       Voltarei em breve trazendo apenas pontos positivos a respeito das áreas urbanas que ainda mantem um pouco do verde natural que lá existiu.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Construções Ecológicas

     Para se viver junto a natureza é indispensável viver também de maneira ecologicamente correta, pois se você pretende aproveitar o melhor do meio ambiente, deve fazer o máximo possível para que sua presença não seja prejudicial à natureza.

Projeto de Minke em parceria com o estúdio Craterra - Eslováquia. 
     É com essa visão que surgiu o conceito de Construções Ecológicas, ou Arquitetura Ecológica, nas quais procura-se utilizar materiais alternativos para construção de residências, incluindo as matérias primas naturais, como barro, pedra, galhos e folhas, assim como de material reciclado ou reaproveitado, como garrafas PET, pneus, isopor, paletes, caixotes entre tantos outros, além disso, podem conter outros elementos sustentáveis, tais como os telhados verdes, arquitetura voltada para melhorar a iluminação, energia solar, sistemas de reaproveitamento de água, e também a manutenção térmica, garantida pelo próprio material empregado na construção.

    Outro fato interessante sobre esta modalidade de construção é que ela, comumente, é realizada na forma de mutirão, talvez até pela natureza da obra, focada na simplicidade, o que incentiva o cooperativismo e a colaboração para que o projeto seja bem sucedido, deixando à todos com aquele ar de satisfação.
     
     Inúmeras experiências foram feitas sobre essa modalidade arquitetônica, e os resultados obtidos tem sido muito favoráveis, pois, de maneira geral, essas residências tendem a consumirem pouco capital financeiro, são menos impactantes que as construções tradicionais, permitem o reaproveitamento de materiais, e ainda assim oferecem todo conforto necessário para se viver bem.
   
     Recentemente o site Descubra O Verde publicou um pequeno artigo sobre o Arquiteto alemão Gernot Minke, um especialista em construções sustentáveis e autor do livro Manual de Construcción En Tierra - La tierra como material  de construcción y su aplicación en la arquitectura actual, no qual ele revela seus conhecimentos sobre as técnicas de utilização da terra como material de construção e sua capacidade arquitetônica. Um pouco mais sobre o trabalho desse talentoso arquiteto pode ser visto em seu site: Planungsbüro für Ökologisches Bauen Kassel.
    
  Além de obras complexas, com acabamentos impecáveis que são verdadeiras obras de arte arquitetônicas, Gernot também desenvolve projetos, digamos, econômicos e simples. Essas residências de aparência rustica, que instigam qualquer observador, são perfeitamente habitáveis, pois possuem todas as estruturas necessária para garantir segurança, abrigo, e, ao contrário de alguns comentários que ouvi, não possuem fatores que as tornam sujas e não higiênicas, seu acabamento bem feito isola-a da sujeira externa e de insetos, ou seja, são como habitações tradicionais quanto a esse aspecto, além de possuírem as vantagens citadas anteriormente.

     Mas o que isso tem a ver com o Fugir Para O Mato? É simples! A ideia de se integrar com a natureza   está ligada, também, a ideia de uma vida menos focada nos bens materiais. Mas não precisamos nos desfazer de tudo para viver assim (a menos que esse seja nosso desejo, porque também é possível), o que temos a fazer é apenas nos livrarmos dos excessos que nos tornam esses humanos consumidores vorazes e destruidores.
   
    Logo uma casa simples, oriunda basicamente de materiais encontrados em abundância na natureza, juntamente com o reaproveitamento de materiais que acabariam por poluir o meio ambiente, pode nos dar todo conforto de que realmente necessitamos, sem para isso termos gastado uma fortuna, e depois ainda sermos obrigados a nos trancarmos atrás de grades para termos segurança, uma vez que a riqueza aparente atraí os olhares dos marginais. Além do mais, o que torna uma moradia um lar, não é o dinheiro investido em suas paredes e acabamentos, mas sim a paz e harmônia que podemos encontrar nesse ambiente.

     E então? Alguém se arrisca num empreendimento desses? Compartilhem suas opiniões.

     Estou com o Manual de Gernot, e assim que conseguir estudá-lo - está em espanhol, o que dificulta um pouco - vou tentar elaborar algumas dicas, apontando o que é viável e o que não é, considerando o lugar onde vivemos, também trarei outras opções de moradias ecológicas de baixo custo, exemplos de projetos  bem sucedidos.
   
 

terça-feira, 21 de maio de 2013

Natureza Realmente Faz Bem!

      Hoje me deparei com a interessante pesquisa feita por Psicólogos da Universidade de Utah em parceria com a Universidade do Kansas, que vem ressaltar a importância dos benefícios que o convívio com a natureza trás pra as pessoas, como havia exposto nas postagens anteriores. Agora, o que já era obvio para muitos, está comprovado cientificamente.

        Já chegamos num ponto em que é praticamente impossível viver sem ter contato com algum tipo de tecnologia. Ela tem seus pontos positivos sim! afinal nunca foi tão rápido e fácil encontrar informações. No entanto a preocupação vem do fato de estarmos deixando a vida real de lado e focando cada vez mais nessa vidinha virtual.

    É! devem estar achando esse comentário em um blog, mas esse é objetivo, utilizar o  meio de comunicação mais expressivo da atualidade pra divulgar coisas boas. Divulgar pra você, que não consegue mais ficar sem internet durante um dia inteiro, as maravilhas que podemos encontrar além de nossas paredes. Faço agora um desafio a vocês. Ao terminarem de ler o post saiam da frente dessa telinha, desconecte-se, e faça um passeio ao ar livre, reflita sobre o excesso de virtualismo em sua vida. Vamos viver mais do lado de fora!!!


Psicólogos de duas universidades norte-americanas concluíram que passar quatro dias imerso na natureza e sem contacto com equipamentos eletrônicos aumenta a capacidade criativa e de resolução de problemas em 50%.
"Isto mostra que a interação com a natureza tem benefícios reais e mensuráveis para a resolução criativa de problemas que ainda não tinham sido demonstrados", disse um dos autores do estudo, David Strayer, professor de psicologia na Universidade do Utah. Para o investigador, estes resultados provam que "enterrar-se em frente a um computador 24 horas por dia, sete dias por semana, tem custos que podem ser remediados com um passeio na natureza". O estudo de Strayer e dos cientistas Ruth Ann Atchley e Paul Atchley da Universidade do Kansas é publicado na revista científica PLOS ONE, da Public Library of Science, e resulta de uma experiência realizada com 56 pessoas, 30 homens e 26 mulheres, com uma média de 28 anos. Os participantes estiveram, durante quatro a seis dias, em passeios na natureza nos estados do Alasca, Colorado, Maine e Washington, nos quais não era permitida a utilização de aparelhos eletrônicos. Dos 56, 24 fizeram um teste de criatividade com dez perguntas antes de iniciarem o passeio e os outros 32 realizaram o mesmo teste na manhã  do quarto dia de passeio. Os resultados foram claros: as pessoas que já estavam há quatro dias na natureza tiveram uma média de 6,08 perguntas certas, enquanto os outros  tiveram apenas 4,14. "Demonstramos que quatro dias de imersão na natureza, e o correspondente desligamento da tecnologia, aumenta o desempenho em tarefas criativas e de resolução de problemas em 50%", concluíram os investigadores, sem esclarecer se o efeito se deve à natureza, à ausência de tecnologia ou à combinação de ambos os fatores. Os investigadores recordaram estudos anteriores segundo os quais as crianças passam hoje apenas 15 a 25 minutes por dia em atividades de exterior e desportivas, que as atividades recreativas na natureza têm estado em declínio há 30 anos e que, em média, as crianças dos oito aos 18 anos passam mais de 7,5 horas por dia a usar o computador, a televisão ou o telemóvel. "Há séculos que os escritores falam da importância de interagir com a natureza (...), mas não sabíamos bem, cientificamente, quais os benefícios", disse Strayer.
Lusa
       
         Para quem quiser entender um pouco mais sobre a pesquisa acesse também o site  Science Daily http://www.sciencedaily.com/releases/2012/12/121212204826.htm.
       
 

terça-feira, 14 de maio de 2013

A Chuva

   Além de um maravilhoso fenômeno da natureza, de extrema importância para manutenção da vida no planeta, a chuva é também uma fonte inspiradora para a mente fértil dos pensadores. Olhar pela janela e ver as gotas de água refletindo as luzes ao seu redor, faz com que a nossa mente se desligue por um momento do habitat em que estamos, e passamos a nos imaginar vivendo em outro cenário, levando um vida diferente.

Chove ininterruptamente a três dias, e o desejo de não ter compromissos sociais, profissionais, obrigatórios,  aumenta  consideravelmente. 
Não! Não detesto a chuva, gosto dela, o que não gosto é da obrigação de ter que acordar cedo num dia chuvoso, e correr para o trabalho - mesmo que o considere um bom trabalho - e cumprir com outras obrigações sem  ter o devido ânimo para fazê-las por conta da morosidade letárgica a que nos remete os dias chuvosos.

   Mas mesmo vivendo em meio a natureza, sem vínculo empregatício com ninguém, a não ser com as próprias necessidades de sobrevivência, é certo que teríamos compromissos, e também a necessidade de trabalhar, a diferença está em como isso ocorre. Afinal como seria um dia chuvoso para alguém que vive da forma mais natural possível?   Pois bem, baseando-me no que já li,  vi, ouvi, e conheço a respeito disto, posso descrever como seria.

  Imagine-se despertando de uma boa noite de sono logo ao  amanhecer, no momento em que percebe que lá fora cai uma bela chuva torrencial, o que viria em mente nesta hora? Uma simples checagem mental, questionando-se do seguinte: Tenho alimentos pra o dia de hoje? Há alguma atividade que não possa ser adiada por um dia ou dois, como por exemplo a colheita de algum fruto, ou o plantio de alguma semente destinada a prover o sustento futuro? Há algum reparo emergencial a ser feito em seu abrigo - que no meu caso será uma cabana - que não possa esperar a estiagem?

   Confirmando que não há necessidade de se fazer nenhum trabalho com urgência, ou com prazo inadiável pensamos "Porque não continuar dormindo por mais algumas horas?" E depois, acordar a qualquer momento, alimentar-se, ler um livro, fazer alguma tarefa em sua cabana, e caso a chuva não seja tão intensa, por que não sair em um passeio  pela mata, sentindo os pingos d'água caírem suavemente sobre seu corpo.

   Muitos podem considerar essa ideia como uma atitude de um vagabundo, pois não é! Chamo a atenção para a necessidade de termos que trabalhar em qualquer situação, porém, existe uma grande diferença entre trabalhar para se manter vivo, livre e satisfeito, e trabalhar para produzir lucros à terceiros, privando-se assim da própria liberdade em troca de um salário que acaba não satisfazendo nem mesmos suas necessidades, as quais, indiscutivelmente, são maiores para vida de um urbanóide, do que para alguém que vive da natureza, com a natureza.
   

domingo, 12 de maio de 2013

Alternativas Para o Dia A Dia

         Mesmo sem abandonar completamente a vida urbana temos opções de lazer junto a natureza, onde podemos nos distrair e imaginar como poderia ser essa realidade de viver mais ao natural.
    
  Na maioria das cidades podemos encontrar Parques Ecológicos, praças públicas, zoológicos, lagos, rios, áreas de acampamento, sítios, entre outros atrativos do gênero, muito embora eles sejam um pouco escassos, e até mesmo desprezados pela maioria, a sua contribuição para melhorar a qualidade de vida de quem aprecia tal paisagem.
  Esses locais são ideais para serem frequentados ao final de um dia cansativo de trabalho, e também nos finais de semana. E como é agradável a sensação de tirar os calçados e sentir a grama fresquinha entre os dedos, é possível sentir a energia fluindo do corpo para a natureza, aliviando a pressão que stress urbano nos causa. Tão bom é dedicar um tempo apenas para observar a paisagem, respirar profundamente o ar puro, admirar uma árvore, perceber os detalhes tão peculiares de sua estrutura, assistir de camarote as atividades cuidadosas e engenhosas que os animais desenvolvem corriqueiramente. 

 Há ainda a possibilidade de integrar a natureza com outros hobbies como pedalar, correr, nadar, praticar rapel, escaladas, percorrer trilhas, acampar, fotografar, desenhar, pintar, até mesmo escrever, que tal apenas reunir-se com os amigos para conversar, sem músicas, sem bebidas, ou seja, sem ter a sensação de estar num bar a céu aberto - não é que me oponho a isto, mas há um momento e lugar para tudo.

   Agora é só seguir as dicas, e com um pouquinho de determinação, logo logo estará cada vez mais integrado à natureza, e respirando o ar puro com maior frequência. 

terça-feira, 7 de maio de 2013

Inspirações

   Bem, vamos começar falando sobre uma das fontes inspiradoras pra criação do blog, o livro 'Walden - Ou A Vida Nos Bosques'.

   Este livro foi escrito pelo Filósofo e Naturalista Henry David Thoreau (*1817 +1862), e seu título original é 'Walden or life in the woods' com sua primeira edição lançada em 1984.
   Neste livro Thoreau relata sua experiência em deixar os confortos da vila onde morava em Concord, Massachusetts, para viver na floresta. Nesse momento vocês devem achar que ele resolveu viver como um selvagem em uma caverna ou algo semelhante, pois não foi o que ocorreu. 
   
   Determinado a conseguir provar que uma pessoa poderia obter uma casa confortável, gastando pouquíssimo dinheiro, tendo assim que trabalhar o mínimo necessário para a obter, assim, lançou-se em seu próprio desafio. E todo o esforço e gastos para obter tal regalia estão minuciosamente descritos em seu livro. 

   É a sua história vivida na floresta, as margens do Lago Walden, que me fez refletir várias vezes acerca desta atitude. Os relatos de suas experiências e percepções sobre o mundo a sua volta são impressionantes.

   Mas o resultado final dessa experiência, e as conclusões do autor, só irão saber aqueles que lerem o livro. Recomendo!
Ele está disponível na internet para compra, e também para download em PDF.

  Em breve trarei mais informações sobre o Parque onde fica o Lago Walden, e de projetos desenvolvidos lá.