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domingo, 21 de agosto de 2016

Individualismo

  Confronto aqui algumas ideias expressadas anteriormente, trazendo-lhes uma nova reflexão.
Henry D. Thoreau
   Quem acompanhou o blog desde sua gênese pode perceber que tenho grande admiração por indivíduos como Thoreau, McCandless, entre outros que tem em comum uma história de viver ou tentar viver isolados do restante do mundo, e não posso deixar de admitir que em muitos momentos tenho esse desejo aflorado da essência de meu ser. E é então que surgem meus pensamentos, digamos, "contraditórios". 
   É fato conhecido que muitas das tentativas de vida solitária acabam fracassando em um determinado momento, sem contar que em muitos poucos casos é possível classificá-las como essencialmente solitárias, considerando que, na grande maioria das vezes, existe a presença de outros indivíduos envolvidos que, por menor que seja sua participação, contribui para o bom andamento das experiências desses admiráveis aventureiros.
   Se por um lado o indivíduo solitário acaba adquirindo maior resistência, experiência e consequentemente autonomia, por outro lado nenhum ser solitário é capaz de superar a resistência proporcionada por uma comunidade, é lógico que não se pode considerar qualquer sociedade, é preciso que esta esteja reunida em prol de um propósito comum, e não apenas uma agrupamento de pessoas com atitudes individualistas.

    Mas o que é que nos faz então, querer isolarmos de todos os outros? Pois bem! Em alguns casos ficou claro que isso servia apenas para mostrar que o indivíduo era capaz de tal feito. No entanto, na maioria dos casos, percebo eu, esses indivíduos simplesmente cansaram-se de tentar viver em uma sociedade que não foi capaz de atender, e nem ao menos entender, a sua maneira de ser. Nota-se nessas celebres figuras uma grande resistência ao modo como a nossa sociedade tem agido, e na impossibilidade de criar uma nova sociedade condizente com suas "ideologias", preferem eles partir e viver a sua maneira mesmo que solitariamente.
Fonte
   Essa desistência da comunidade, ao meu ver, trás apenas prejuízos, pois considero que a forma de ver o mundo desses solitários costuma ser muito mais benéfica a humanidade do que a atual concepção de sociedade que temos. Em contrapartida o indivíduo passa a ser desconsiderado pela grande maioria que não foi capaz de compreender, ou simplesmente respeitar sua maneira de pensar.
    Agora me vem ao pensamento um novo paradoxo. No atual modelo social já somos todos solitários e individualistas, a única diferença é que não saímos mundo a fora, nem construímos uma cabana na floresta para viver a sós, somos solitários na multidão! Vivemos um verdadeiro "Individualismo de Massa".
    Somos individualistas ao ignorarmos a maneira de ser e de pensar dos demais!
Somos solitários pois não somos capazes de debater profundamente e de forma sadia nossas ideias pessoais!
Somos individualistas querendo superar os outros a todo momento!
Somos solitários por não buscarmos o bem comum!
Somos individualistas quando recusamos compartilhar nosso conhecimento!
Somos solitários porque o sistema nos quer assim, pois assim somos fracos!
Fonte


sexta-feira, 29 de abril de 2016

Poderes

    Escrevo novamente sobre o consumismo pois estou convencido de que este é o principal problema de nosso mundo, é a raiz dos demais
Fonte
    Em que você pensa na hora de comprar um produto qualquer ? Em suas reais necessidades ou na expectativa proporcionada pelas propagandas? No que é essencial ou no ideal do exibicionismo? Em quanto dinheiro vai gastar ou no quanto vai realmente custar? Como avalia a necessidade de suas posses materiais? Com reflexões interiores sobre essencialidade ou no que é refletido externamente pela sociedade?
http://www.risasinmas.com/consumismo/
    O que observo na sociedade atual é que avalia-se somente o valor monetário das coisas. Nessa lógica, compra-se tudo o que está na promoção - ou mesmo com preços "normais" - independente da necessidade real, mas apenas para satisfazer o seu ego, e demonstrar o poder compra. Mas nós podemos decidir qual poder utilizar, o poder de compra ou poder de escolha. Nós apenas vivemos em um mundo, ou melhor, num sistema capitalista e, consequentemente, consumista, mas não...Não somos obrigados agir como tais! 
Fonte
    É senso comum dizer: "Quanto mais ganha (dinheiro), mais se gasta", porém não precisamos fazer disso uma regra. E é aqui que entra um dos problemas provenientes do consumismo, a "insatisfação salarial" - principalmente aquela que ocorre sem a menor necessidade de existir - que leva a infelicidade, e ocasionando vários outros problemas (serão tratados em postagens futuras).
Fonte
   Mais afetados ainda são os que, considerando os gastos essenciais, tem motivos reais para estarem insatisfeito com os ganhos, pois na convivência, praticamente inevitável, com uma sociedade consumista, acabam sendo contaminados pelo vírus das compras desnecessárias, pelo desejo pelos bens inúteis, o que só faz reduzir ainda mais a quase  insuficiente renda que possuem.
  
  
Fonte

Isso tudo é numa tentativa de atingir, ou simplesmente aparentar atingir, níveis ou classes consideradas superiores, numa escalada de poder cujo cume jamais será atingido, pois, com essa perspectiva ambiciosa do "poder de compra", do status, não existe um limite, e assim, não importe quanto dinheiro possua o indivíduo, ele irá querer sempre mais, e nunca alcançará o seu objetivo, não importando a classe econômica a que pertença.
    
    É por isso que cada indivíduo deve lutar contra esse truque sujo e manipulador criado pelo comércio e seus beneficiários - os ditos detentores do poder econômico -  que impregnou na população a necessidade de obter, sobre tudo, bens materiais como o fator que determina a qualidade de vida. 

    Ouso dizer ainda, que é dessa mesma fonte perversa que surgiram todos os demais padrões que as pessoas buscam incomensuravelmente alcançar, sem saber que os modelos à que seguem são tão infelizes quanto os que almejam tal posição, pois quando se age com essa ideologia capitalista/consumista, a imagem transmitida é mais importante do que qualquer sentimento real, nesse sentido, o que importa é o que o indivíduo tem.

Não devemos abrir mão do nosso poder de escolha! 
Afinal é o seu suor que está fazendo essa máquina abominável funcionar!

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Experiências II

          Não vou apenas relatar a minha experiência de viver sozinho pois isso não é nada de extraordinário, isso será apenas uma referência para melhor compreensão. O importante é demonstrar que podemos muito mais do que pensamos ou do que dizem que podemos ser.
    
    A dois meses mudei de Cidade, de Estado, de emprego e com isso muitas outras coisas também mudaram. Morando sozinho, distante do tradicional grupo social, distante da família e amigos tornou-se mais...digamos...tranquilo a prática de alguns bons hábitos.

    Conforme mencionei anteriormente noutro post, essas pessoas mais próximas costumam exercer grande influência em nossa vida, e na maioria das vezes são boas influências, entretanto, algumas conceitos não condizentes com nosso pensar individual nos são  forçosamente impelidas, como que se o que pensamos fosse errôneo.

Um lugar para descansar, um violão e alguns livros para relaxar
     A cultura do excesso como requisito para o conforto é um dos grandes fatores modernos de conflito. Antes mesmo de deixar o antigo lar já ouvia conselhos a respeito de uma enorme lista de objetos "indispensáveis" que teria que adquirir.

    Mas é necessário peneirar essa lista "tradicional", não por motivos financeiros, já que manter o status de financeiramente bem sucedido parece ser o principal motivo que nos leva ao excesso de bens materiais, mas sim como esforço para mudar as tendências que tem-se mostrado falhas. Reduzir a compra de tantas 'coisas' é também uma atitude sustentável, uma forma de melhorar toda sociedade (em breve farei um post explicando esta afirmação).
Fonte: ICMBIO

    Outro mito a respeito das dificuldades da vida solitária, diz respeito a alimentação. As pessoas pensam que não são capazes de cozinhar, mas isso não é tão difícil assim. É lógico que não se pode comparar um cozinheiro estreante com um Chef de culinária, ou com suas mães e avós que possuem tantos anos de prática que as tornam  mestres nessa arte.

   E mesmo sem ter tido lições de culinárias, nem praticado antes, estou conseguido sobreviver muito bem, e mantendo uma alimentação saudável, bem distante das típicas guloseimas consumidas pela maioria dos que se encontram em condições similares as minhas.

    Nas próximas postagens detalharei cada uma dessas mudanças...

    

terça-feira, 10 de junho de 2014

Obstáculos De Sonhos

         Inconformismo! 
Talvez seja isso que me leva a escrever esse fato em que muito tenho pensado, sem conseguir encontrar uma lógica. 
Não quero aqui mostrar-me um queixoso importuno, apenas compartilhar meu desalento para vossa reflexão. 

   Me espanta e me alegra ver tantas pessoas, sonhadoras, entusiastas, buscando, cada uma a sua maneira, uma alternativa para melhorar a vida de todos, porém, me revolta e me aborrece ver outras tantas contrariando-as.

           O que querem esses destruidores de sonhos? Que mal fazem os sonhadores aos outros para receberem tantas críticas desmanteladoras? Porque tantas pessoas temem a mudança, mesmo que essa seja, clara e indubitavelmente, uma melhoria?

     Penso que talvez sejam tão egoístas, que não são capazes de pensar no bem coletivo, pois a maioria não quer se mover se não em benefício próprio. 
Tudo bem, que sejam egoístas! Mas que não desencorajem os aventureiros.

Imagem: Além Das Palavras

     Conformismo!
 Me espanta que tantos oprimidos permaneçam tão fielmente do lado de seus opressores, cabisbaixos e inertes! Me atormenta saber que aqueles que pensam, erroneamente, não serem atingidos direta ou indiretamente por algo, não são capazes de serem solidários aos que tentam ajudar. 

Nada que exija mudança de atitude, e comportamento, parece ser aceito. 
Todos preferem continuar, ainda que sufocadamente, sobrevivendo, seguindo a correnteza, sem ao menos tentar remar.

    Ninguém é obrigado - embora todos sejamos capazes -  a evoluir, deixar de ser apenas mais um "ser humano" integrando paisagem do globo. Não atrapalhem a evolução de quem a busca, não sejam a pedra no caminho de alguém que promove o bem-estar coletivo. 

É comum, e preocupante, ver as más atitudes e os maus exemplos sendo disseminados e aceitos facilmente pela maioria, e por outro lado os bons exemplos e atitudes sendo desprezados, ridicularizados, desacreditados, desestimulados. Como entender essa atitude?  

     Toda boa intenção deve ser incentivada, não importa qual seja o alcance desta. Um rio não nasce largo e profundo, ele agiganta-se aos poucos. 
Então, que continuemos sendo sonhadores, é certo que nosso bom exemplo está sento seguido por alguém em algum lugar do mundo.

"O mundo está cheio de boas pessoas.
Se você não puder encontrar uma...seja uma!"


       

     
            

domingo, 13 de abril de 2014

Alternativas Para Sobrevivência

          Ter uma vida com mais liberdade, com menos compromisso, sem a preocupação de estabelecer raízes em um determinado local, são atitudes que costumam ser vistas como tornar-se um vagabundo, um andarilho, alguém cuja existência aparenta ser penosa. Bem, este pensamento está por demais antiquado!

   Conforme comentei na postagem Vivendo Sem CEP existem algumas alternativas para quem não pretende passar toda sua vida numa cadeira de escritório, e entre elas se destaca a carreira de Nômade Digital (Click para saber mais). Cuja grande vantagem dessa atividade consiste em, de uma certa forma, ser possível conciliar uma carreira - o seu ganha pão - com  a liberdade de viver com o pé na estrada, substituindo um ambiente de trabalho estressante por um ambiente agradável que pode ser escolhido a dedo.

    Os chamados Nômades Digitais são indivíduos que decidiram não mais viver como um empregado, com horários e metas à cumprir fielmente para benefício de seus empregadores, que muito lucram e pouco valorizam. Tendo em mente o ideal de viver por sua própria conta esses admiráveis aventureiros, dedicam-se à desenvolver atividades digitais, ou melhor, se tornam verdadeiros empreendedores no universo digital, cada qual, valendo-se de sua criatividade, cria sua própria fonte de renda. (Veja aqui alguns exemplos)

   Muito mais do que ganhar dinheiro para satisfazer suas necessidades, o que esse pessoal costuma, e gosta de fazer, é dividir suas experiencias com o mundo, criando blogs, websites, escrevendo livros e etc., com o objetivo de incentivar outras pessoas a madurem a maneira de ver o mundo. Suas histórias de sucesso são uma grande alavanca para aqueles que já pensam, como eu, em fazer isso mas que ainda não conseguiram tomar a decisão crucial, e por as mãos à abra.

   O essencial para seguir por esse caminho é ter foco e atitude, é preciso agir, trabalhar muito, mesmo sem ter um chefe pegando em seu pé. É necessário ser desapegado, para viver na estrada não é ideal, e inclusive é desnecessário, acumular bens, preocupar-se apenas com o necessário já basta, isso facilitará sua vida. 

   Dessa forma, você que gostaria de por o pé na estrada, mas acha necessário ter um emprego e uma carreira pra garantir o futuro, já não pode mais usar isto como desculpa para deixar de viver suas aventuras. 

   Coloquem suas ideias em práticas e saiam descobrir o que o mundo tem guardado pra vocês. 


      

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Consumir Para Existir!

      Mais uma vez mencionarei o filme Na Natureza Selvagem como base para expor meus pensamentos, afinal, nessa cena em particular, o pequeno discurso proferido por Chris MacCandless foi tão compatível com minhas ideias que cheguei a comentar com a pessoa que me indicou o filme que até mesmo parecia ser eu mesmo quem estava falando.  E essa ideia está, também, intimamente ligada a filosofia e a tese  defendida por Thoreau.

     O trecho do filme a que me refiro aparece logo na introdução, e é através dele que é apresentado pela primeira vez um dos motivos que levou Chris a abandonar a vida em sociedade, o excesso material. Na cena ele discute com seus pais que lhe oferecem de presente um carro novo, no entanto ele recusa. Afinal o jovem já tinha um veículo e não precisava trocá-lo por um novo, não precisava de um carro chique, para  ser bem visto aos olhos da sociedade, para que sua família não se envergonhasse dele diante dos vizinhos, o que os outros pensavam ao vê-lo com um carro velho de nada lhe importava.


     Isso levanta a questão chave: Porque comprarmos aquilo que não necessitamos? Os costumes sociais atuais impõem certos critérios para que possamos nos integrar a sociedade, como se somente assim poderíamos ser felizes. Ao meu ver isso é um grande mal, e também disso quero fugir. Não precisamos viver assim.

      A questão não é ter o não ter dinheiro pra gastar, pois esse estilo de vida deixou de ser apenas a atividade de lazer das classes economicamente superiores. O desejo de viver de maneira simples não está vinculado ao saldo bancário, mas sim essência de cada um de nós. A situação atual até parece uma competição para mostrar quem pode consumir mais, independentemente das consequências, muitos até se privam de elementos básicos para investirem em coisas que irão inflar seus egos perante uma sociedade falsamente bem sucedida, que está vivendo numa realidade chamada Sonho Médio (por Dead Fish). Aos poucos estamos substituindo o 'ser' pelo 'ter', e me assusta pensar onde isso vai levar a humanidade, pois a ideologia seguida agora é de que precisamos consumir para existir.

      A cena do filme representa algo muito típico para nós, falarei então sobre automóveis como exemplo. Vivenciamos corriqueiramente as pessoas ao nosso redor trocando seus carros semi-novos por carros novos, mas para que? Nas ruas vemos carros com 10, 15 até 20 anos de uso, rodando perfeitamente, então porque seu veículo com dois anos de uso precisa ser trocado? Ah sim! Seu colega de trabalho também trocou o dele, e o do seu vizinho é o ultimo lançamento do ano. Bem, se isso realmente o deixa feliz vá em frente! Apenas me parece que a vida dessas pessoas se torna tão vazias  ao ponto de que apenas gastando dinheiro, para equiparar-se aos outros, é que podem sentir-se bem. Pensem em todo o resto que compramos sem termos a real necessidade, isso é desperdício, é no mínimo imprudente.


      Porque substituir aquilo que ainda é útil, e assim será por um longo tempo. Além disso me parecer algo fútil demais, é ainda uma fonte de diversos outros problemas, como aumento de frota de veículos incompatíveis os sistemas urbanos atuais, aumento de resíduos, afinal onde estocar os milhares de veículos em desuso, existem também problemas econômicos, modificam-se taxas de juros, impostos, subsídios, entre outros para incentivar o consumo, apenas para gerar uma falsa imagem de bom desenvolvimento econômico,  pois ao meu ver o sistema econômico todo é um jogo em que poucos participam e que se beneficiam ainda menos.


     Se estou certo ou não, não sei dizer! Tudo o que sei é que nunca precisei adotar tais atitudes para ser bem visto em algum lugar, e sei que meus calçados velhos podem me levar ao mesmo destino aonde vão os pés envoltos em calçados novinhos, que provavelmente irão ser usados por poucos meses e serão substituídos por modelos novos sem terem vividos nenhuma aventura! Nem tampouco precisei adquirir um bem material, daqueles cuja utilidade é duvidável, para ser feliz. É como Supertramp diz "São só coisas". Pensem nisso! Do que mesmo precisam para serem felizes?

     Falar sobre consumismo é sempre algo muito polêmico, que alimenta boas discussões, principalmente porque boa parte das pessoas costumam levar tudo ao extremo e se esquecem de manter a ideia num patamar mais realista. É claro que se levarmos em consideração pessoas como Christopher que abriu mão de tudo para aventurar-se na natureza,  isso parecerá  exagerado, embora no meu ponto de vista nem tanto exagerado. Não creio que, tanto Chris como Thoreau, tenham realizado esses feitos almejando que todas as pessoas do mundo seguissem seus passos e fizessem como eles, mas sim para demonstrar-lhes que é possível viver sem os exageros impostos pela civilização moderna.

     O Fugir Para O Mato representa, também, uma questão de mudança comportamental, não apenas a ideia real de ir viver na natureza de forma selvagem, e embora realmente essa vontade esteja presente em meu ser, quero que considerem apenas a filosofia de viver de uma maneira mais simples, desapegar-se do excesso material que tanto tem consumido nossa sociedade e a própria natureza, afinal a nossa felicidade não deve ser apenas sustentada por objetos, posses, coisas, há muito mais que isso na nossa vida. Viva simples, viva livre de apegos materiais, descubra novas fontes de alegria.
       

terça-feira, 28 de maio de 2013

Construções Ecológicas

     Para se viver junto a natureza é indispensável viver também de maneira ecologicamente correta, pois se você pretende aproveitar o melhor do meio ambiente, deve fazer o máximo possível para que sua presença não seja prejudicial à natureza.

Projeto de Minke em parceria com o estúdio Craterra - Eslováquia. 
     É com essa visão que surgiu o conceito de Construções Ecológicas, ou Arquitetura Ecológica, nas quais procura-se utilizar materiais alternativos para construção de residências, incluindo as matérias primas naturais, como barro, pedra, galhos e folhas, assim como de material reciclado ou reaproveitado, como garrafas PET, pneus, isopor, paletes, caixotes entre tantos outros, além disso, podem conter outros elementos sustentáveis, tais como os telhados verdes, arquitetura voltada para melhorar a iluminação, energia solar, sistemas de reaproveitamento de água, e também a manutenção térmica, garantida pelo próprio material empregado na construção.

    Outro fato interessante sobre esta modalidade de construção é que ela, comumente, é realizada na forma de mutirão, talvez até pela natureza da obra, focada na simplicidade, o que incentiva o cooperativismo e a colaboração para que o projeto seja bem sucedido, deixando à todos com aquele ar de satisfação.
     
     Inúmeras experiências foram feitas sobre essa modalidade arquitetônica, e os resultados obtidos tem sido muito favoráveis, pois, de maneira geral, essas residências tendem a consumirem pouco capital financeiro, são menos impactantes que as construções tradicionais, permitem o reaproveitamento de materiais, e ainda assim oferecem todo conforto necessário para se viver bem.
   
     Recentemente o site Descubra O Verde publicou um pequeno artigo sobre o Arquiteto alemão Gernot Minke, um especialista em construções sustentáveis e autor do livro Manual de Construcción En Tierra - La tierra como material  de construcción y su aplicación en la arquitectura actual, no qual ele revela seus conhecimentos sobre as técnicas de utilização da terra como material de construção e sua capacidade arquitetônica. Um pouco mais sobre o trabalho desse talentoso arquiteto pode ser visto em seu site: Planungsbüro für Ökologisches Bauen Kassel.
    
  Além de obras complexas, com acabamentos impecáveis que são verdadeiras obras de arte arquitetônicas, Gernot também desenvolve projetos, digamos, econômicos e simples. Essas residências de aparência rustica, que instigam qualquer observador, são perfeitamente habitáveis, pois possuem todas as estruturas necessária para garantir segurança, abrigo, e, ao contrário de alguns comentários que ouvi, não possuem fatores que as tornam sujas e não higiênicas, seu acabamento bem feito isola-a da sujeira externa e de insetos, ou seja, são como habitações tradicionais quanto a esse aspecto, além de possuírem as vantagens citadas anteriormente.

     Mas o que isso tem a ver com o Fugir Para O Mato? É simples! A ideia de se integrar com a natureza   está ligada, também, a ideia de uma vida menos focada nos bens materiais. Mas não precisamos nos desfazer de tudo para viver assim (a menos que esse seja nosso desejo, porque também é possível), o que temos a fazer é apenas nos livrarmos dos excessos que nos tornam esses humanos consumidores vorazes e destruidores.
   
    Logo uma casa simples, oriunda basicamente de materiais encontrados em abundância na natureza, juntamente com o reaproveitamento de materiais que acabariam por poluir o meio ambiente, pode nos dar todo conforto de que realmente necessitamos, sem para isso termos gastado uma fortuna, e depois ainda sermos obrigados a nos trancarmos atrás de grades para termos segurança, uma vez que a riqueza aparente atraí os olhares dos marginais. Além do mais, o que torna uma moradia um lar, não é o dinheiro investido em suas paredes e acabamentos, mas sim a paz e harmônia que podemos encontrar nesse ambiente.

     E então? Alguém se arrisca num empreendimento desses? Compartilhem suas opiniões.

     Estou com o Manual de Gernot, e assim que conseguir estudá-lo - está em espanhol, o que dificulta um pouco - vou tentar elaborar algumas dicas, apontando o que é viável e o que não é, considerando o lugar onde vivemos, também trarei outras opções de moradias ecológicas de baixo custo, exemplos de projetos  bem sucedidos.
   
 

terça-feira, 21 de maio de 2013

Natureza Realmente Faz Bem!

      Hoje me deparei com a interessante pesquisa feita por Psicólogos da Universidade de Utah em parceria com a Universidade do Kansas, que vem ressaltar a importância dos benefícios que o convívio com a natureza trás pra as pessoas, como havia exposto nas postagens anteriores. Agora, o que já era obvio para muitos, está comprovado cientificamente.

        Já chegamos num ponto em que é praticamente impossível viver sem ter contato com algum tipo de tecnologia. Ela tem seus pontos positivos sim! afinal nunca foi tão rápido e fácil encontrar informações. No entanto a preocupação vem do fato de estarmos deixando a vida real de lado e focando cada vez mais nessa vidinha virtual.

    É! devem estar achando esse comentário em um blog, mas esse é objetivo, utilizar o  meio de comunicação mais expressivo da atualidade pra divulgar coisas boas. Divulgar pra você, que não consegue mais ficar sem internet durante um dia inteiro, as maravilhas que podemos encontrar além de nossas paredes. Faço agora um desafio a vocês. Ao terminarem de ler o post saiam da frente dessa telinha, desconecte-se, e faça um passeio ao ar livre, reflita sobre o excesso de virtualismo em sua vida. Vamos viver mais do lado de fora!!!


Psicólogos de duas universidades norte-americanas concluíram que passar quatro dias imerso na natureza e sem contacto com equipamentos eletrônicos aumenta a capacidade criativa e de resolução de problemas em 50%.
"Isto mostra que a interação com a natureza tem benefícios reais e mensuráveis para a resolução criativa de problemas que ainda não tinham sido demonstrados", disse um dos autores do estudo, David Strayer, professor de psicologia na Universidade do Utah. Para o investigador, estes resultados provam que "enterrar-se em frente a um computador 24 horas por dia, sete dias por semana, tem custos que podem ser remediados com um passeio na natureza". O estudo de Strayer e dos cientistas Ruth Ann Atchley e Paul Atchley da Universidade do Kansas é publicado na revista científica PLOS ONE, da Public Library of Science, e resulta de uma experiência realizada com 56 pessoas, 30 homens e 26 mulheres, com uma média de 28 anos. Os participantes estiveram, durante quatro a seis dias, em passeios na natureza nos estados do Alasca, Colorado, Maine e Washington, nos quais não era permitida a utilização de aparelhos eletrônicos. Dos 56, 24 fizeram um teste de criatividade com dez perguntas antes de iniciarem o passeio e os outros 32 realizaram o mesmo teste na manhã  do quarto dia de passeio. Os resultados foram claros: as pessoas que já estavam há quatro dias na natureza tiveram uma média de 6,08 perguntas certas, enquanto os outros  tiveram apenas 4,14. "Demonstramos que quatro dias de imersão na natureza, e o correspondente desligamento da tecnologia, aumenta o desempenho em tarefas criativas e de resolução de problemas em 50%", concluíram os investigadores, sem esclarecer se o efeito se deve à natureza, à ausência de tecnologia ou à combinação de ambos os fatores. Os investigadores recordaram estudos anteriores segundo os quais as crianças passam hoje apenas 15 a 25 minutes por dia em atividades de exterior e desportivas, que as atividades recreativas na natureza têm estado em declínio há 30 anos e que, em média, as crianças dos oito aos 18 anos passam mais de 7,5 horas por dia a usar o computador, a televisão ou o telemóvel. "Há séculos que os escritores falam da importância de interagir com a natureza (...), mas não sabíamos bem, cientificamente, quais os benefícios", disse Strayer.
Lusa
       
         Para quem quiser entender um pouco mais sobre a pesquisa acesse também o site  Science Daily http://www.sciencedaily.com/releases/2012/12/121212204826.htm.