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terça-feira, 10 de junho de 2014

Obstáculos De Sonhos

         Inconformismo! 
Talvez seja isso que me leva a escrever esse fato em que muito tenho pensado, sem conseguir encontrar uma lógica. 
Não quero aqui mostrar-me um queixoso importuno, apenas compartilhar meu desalento para vossa reflexão. 

   Me espanta e me alegra ver tantas pessoas, sonhadoras, entusiastas, buscando, cada uma a sua maneira, uma alternativa para melhorar a vida de todos, porém, me revolta e me aborrece ver outras tantas contrariando-as.

           O que querem esses destruidores de sonhos? Que mal fazem os sonhadores aos outros para receberem tantas críticas desmanteladoras? Porque tantas pessoas temem a mudança, mesmo que essa seja, clara e indubitavelmente, uma melhoria?

     Penso que talvez sejam tão egoístas, que não são capazes de pensar no bem coletivo, pois a maioria não quer se mover se não em benefício próprio. 
Tudo bem, que sejam egoístas! Mas que não desencorajem os aventureiros.

Imagem: Além Das Palavras

     Conformismo!
 Me espanta que tantos oprimidos permaneçam tão fielmente do lado de seus opressores, cabisbaixos e inertes! Me atormenta saber que aqueles que pensam, erroneamente, não serem atingidos direta ou indiretamente por algo, não são capazes de serem solidários aos que tentam ajudar. 

Nada que exija mudança de atitude, e comportamento, parece ser aceito. 
Todos preferem continuar, ainda que sufocadamente, sobrevivendo, seguindo a correnteza, sem ao menos tentar remar.

    Ninguém é obrigado - embora todos sejamos capazes -  a evoluir, deixar de ser apenas mais um "ser humano" integrando paisagem do globo. Não atrapalhem a evolução de quem a busca, não sejam a pedra no caminho de alguém que promove o bem-estar coletivo. 

É comum, e preocupante, ver as más atitudes e os maus exemplos sendo disseminados e aceitos facilmente pela maioria, e por outro lado os bons exemplos e atitudes sendo desprezados, ridicularizados, desacreditados, desestimulados. Como entender essa atitude?  

     Toda boa intenção deve ser incentivada, não importa qual seja o alcance desta. Um rio não nasce largo e profundo, ele agiganta-se aos poucos. 
Então, que continuemos sendo sonhadores, é certo que nosso bom exemplo está sento seguido por alguém em algum lugar do mundo.

"O mundo está cheio de boas pessoas.
Se você não puder encontrar uma...seja uma!"


       

     
            

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Consumir Para Existir II - Amparo

      Hoje encontrei dois artigos abordando o assunto da postagem anterior, e vou utilizá-los para reforçar a minha opinião sobre o consumismo.
Clique na imagem para fazer download da cartilha.
    O primeiro é interessantíssimo, pois demonstra o quão elevado está o problema do consumismo, a ponto de estar atingindo até mesmo as crianças. O artigo informa o lançamento que ocorreu na semana passada - Semana Do Meio Ambiente - de uma cartilha elaborada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) com colaboração do Instituto Alana, e faz parte da série Cadernos de Consumo Sustentável.

    A cartilha "Consumismo infantil: na contramão da sustentabilidade" traz dicas a pais e professores para auxiliá-los na educação das crianças, direcionando-as ao consumo sustentável. O material apresenta ainda, dados sobre como as crianças estão sendo prejudicadas pelo apelo insistente e massivo das propagandas, que as induzem ao consumo desnecessário de inúmeros itens. É destaque no artigo publicado no site O Eco o problema da obesidade que está ligado a má influência midiática sobre nossas crianças, destaca-se também o fato de o Brasil apresentar uma das maiores médias mundiais de horas de crianças em frente as telinhas. O MMA disponibiliza a cartilha em formato PDF gratuitamente em seu site, uma boa sugestão para os pais e professores.

       O vídeo abaixo é um trecho do documentário "Criança, A Alma do Negócio, elaborado pelo Instituto Alana, e o título já é auto explicativo, confiram também a versão completa do documentário em: http://www.youtube.com/watch?v=ur9lIf4RaZ4

               
        O segundo artigo traz em seu título a frase "A Evolução Egoísta", que praticamente revela a fonte do problema do consumismo e da insustentabilidade da humanidade. Neste artigo o autor apresenta os problemas decorrentes do estilo de vida que os seres humanos adotaram sem saber que assim estariam direcionando a sua existência a um abismo, em direção a uma situação caótica e individualista, onde apenas uma minoria é beneficiada enquanto o restante das humanoides não percebem que estão sendo usados para isso.
   
         Corroborando com a opinião do autor deste artigo, creio que para que possamos equilibrar a nossa sociedade precisaremos mudar muito a nossa forma de ver o mundo ao nosso redor, e que só seremos bem sucedidos nessa tarefa se pensarmos na coletividade, deixando de lado os interesses pessoais. Mas não pretendo explanar muito sobre esse assunto agora, deixo isso a cargo dos autores desses artigos, não deixem de ler.

         Compreendam melhor esses artigos lendo-os na integra:
        
     
      Para finalizar gostaria que analisassem bem a frase que segue, extraída do segundo artigo:
“Não foi a luta pela sobrevivência dos mais fortes que garantiu a persistência da vida e dos indivíduos até os dias de hoje, mas a cooperação e a coexistência entre eles.”
 Leonard Boff
    


  


      

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Consumir Para Existir!

      Mais uma vez mencionarei o filme Na Natureza Selvagem como base para expor meus pensamentos, afinal, nessa cena em particular, o pequeno discurso proferido por Chris MacCandless foi tão compatível com minhas ideias que cheguei a comentar com a pessoa que me indicou o filme que até mesmo parecia ser eu mesmo quem estava falando.  E essa ideia está, também, intimamente ligada a filosofia e a tese  defendida por Thoreau.

     O trecho do filme a que me refiro aparece logo na introdução, e é através dele que é apresentado pela primeira vez um dos motivos que levou Chris a abandonar a vida em sociedade, o excesso material. Na cena ele discute com seus pais que lhe oferecem de presente um carro novo, no entanto ele recusa. Afinal o jovem já tinha um veículo e não precisava trocá-lo por um novo, não precisava de um carro chique, para  ser bem visto aos olhos da sociedade, para que sua família não se envergonhasse dele diante dos vizinhos, o que os outros pensavam ao vê-lo com um carro velho de nada lhe importava.


     Isso levanta a questão chave: Porque comprarmos aquilo que não necessitamos? Os costumes sociais atuais impõem certos critérios para que possamos nos integrar a sociedade, como se somente assim poderíamos ser felizes. Ao meu ver isso é um grande mal, e também disso quero fugir. Não precisamos viver assim.

      A questão não é ter o não ter dinheiro pra gastar, pois esse estilo de vida deixou de ser apenas a atividade de lazer das classes economicamente superiores. O desejo de viver de maneira simples não está vinculado ao saldo bancário, mas sim essência de cada um de nós. A situação atual até parece uma competição para mostrar quem pode consumir mais, independentemente das consequências, muitos até se privam de elementos básicos para investirem em coisas que irão inflar seus egos perante uma sociedade falsamente bem sucedida, que está vivendo numa realidade chamada Sonho Médio (por Dead Fish). Aos poucos estamos substituindo o 'ser' pelo 'ter', e me assusta pensar onde isso vai levar a humanidade, pois a ideologia seguida agora é de que precisamos consumir para existir.

      A cena do filme representa algo muito típico para nós, falarei então sobre automóveis como exemplo. Vivenciamos corriqueiramente as pessoas ao nosso redor trocando seus carros semi-novos por carros novos, mas para que? Nas ruas vemos carros com 10, 15 até 20 anos de uso, rodando perfeitamente, então porque seu veículo com dois anos de uso precisa ser trocado? Ah sim! Seu colega de trabalho também trocou o dele, e o do seu vizinho é o ultimo lançamento do ano. Bem, se isso realmente o deixa feliz vá em frente! Apenas me parece que a vida dessas pessoas se torna tão vazias  ao ponto de que apenas gastando dinheiro, para equiparar-se aos outros, é que podem sentir-se bem. Pensem em todo o resto que compramos sem termos a real necessidade, isso é desperdício, é no mínimo imprudente.


      Porque substituir aquilo que ainda é útil, e assim será por um longo tempo. Além disso me parecer algo fútil demais, é ainda uma fonte de diversos outros problemas, como aumento de frota de veículos incompatíveis os sistemas urbanos atuais, aumento de resíduos, afinal onde estocar os milhares de veículos em desuso, existem também problemas econômicos, modificam-se taxas de juros, impostos, subsídios, entre outros para incentivar o consumo, apenas para gerar uma falsa imagem de bom desenvolvimento econômico,  pois ao meu ver o sistema econômico todo é um jogo em que poucos participam e que se beneficiam ainda menos.


     Se estou certo ou não, não sei dizer! Tudo o que sei é que nunca precisei adotar tais atitudes para ser bem visto em algum lugar, e sei que meus calçados velhos podem me levar ao mesmo destino aonde vão os pés envoltos em calçados novinhos, que provavelmente irão ser usados por poucos meses e serão substituídos por modelos novos sem terem vividos nenhuma aventura! Nem tampouco precisei adquirir um bem material, daqueles cuja utilidade é duvidável, para ser feliz. É como Supertramp diz "São só coisas". Pensem nisso! Do que mesmo precisam para serem felizes?

     Falar sobre consumismo é sempre algo muito polêmico, que alimenta boas discussões, principalmente porque boa parte das pessoas costumam levar tudo ao extremo e se esquecem de manter a ideia num patamar mais realista. É claro que se levarmos em consideração pessoas como Christopher que abriu mão de tudo para aventurar-se na natureza,  isso parecerá  exagerado, embora no meu ponto de vista nem tanto exagerado. Não creio que, tanto Chris como Thoreau, tenham realizado esses feitos almejando que todas as pessoas do mundo seguissem seus passos e fizessem como eles, mas sim para demonstrar-lhes que é possível viver sem os exageros impostos pela civilização moderna.

     O Fugir Para O Mato representa, também, uma questão de mudança comportamental, não apenas a ideia real de ir viver na natureza de forma selvagem, e embora realmente essa vontade esteja presente em meu ser, quero que considerem apenas a filosofia de viver de uma maneira mais simples, desapegar-se do excesso material que tanto tem consumido nossa sociedade e a própria natureza, afinal a nossa felicidade não deve ser apenas sustentada por objetos, posses, coisas, há muito mais que isso na nossa vida. Viva simples, viva livre de apegos materiais, descubra novas fontes de alegria.
       

terça-feira, 14 de maio de 2013

A Chuva

   Além de um maravilhoso fenômeno da natureza, de extrema importância para manutenção da vida no planeta, a chuva é também uma fonte inspiradora para a mente fértil dos pensadores. Olhar pela janela e ver as gotas de água refletindo as luzes ao seu redor, faz com que a nossa mente se desligue por um momento do habitat em que estamos, e passamos a nos imaginar vivendo em outro cenário, levando um vida diferente.

Chove ininterruptamente a três dias, e o desejo de não ter compromissos sociais, profissionais, obrigatórios,  aumenta  consideravelmente. 
Não! Não detesto a chuva, gosto dela, o que não gosto é da obrigação de ter que acordar cedo num dia chuvoso, e correr para o trabalho - mesmo que o considere um bom trabalho - e cumprir com outras obrigações sem  ter o devido ânimo para fazê-las por conta da morosidade letárgica a que nos remete os dias chuvosos.

   Mas mesmo vivendo em meio a natureza, sem vínculo empregatício com ninguém, a não ser com as próprias necessidades de sobrevivência, é certo que teríamos compromissos, e também a necessidade de trabalhar, a diferença está em como isso ocorre. Afinal como seria um dia chuvoso para alguém que vive da forma mais natural possível?   Pois bem, baseando-me no que já li,  vi, ouvi, e conheço a respeito disto, posso descrever como seria.

  Imagine-se despertando de uma boa noite de sono logo ao  amanhecer, no momento em que percebe que lá fora cai uma bela chuva torrencial, o que viria em mente nesta hora? Uma simples checagem mental, questionando-se do seguinte: Tenho alimentos pra o dia de hoje? Há alguma atividade que não possa ser adiada por um dia ou dois, como por exemplo a colheita de algum fruto, ou o plantio de alguma semente destinada a prover o sustento futuro? Há algum reparo emergencial a ser feito em seu abrigo - que no meu caso será uma cabana - que não possa esperar a estiagem?

   Confirmando que não há necessidade de se fazer nenhum trabalho com urgência, ou com prazo inadiável pensamos "Porque não continuar dormindo por mais algumas horas?" E depois, acordar a qualquer momento, alimentar-se, ler um livro, fazer alguma tarefa em sua cabana, e caso a chuva não seja tão intensa, por que não sair em um passeio  pela mata, sentindo os pingos d'água caírem suavemente sobre seu corpo.

   Muitos podem considerar essa ideia como uma atitude de um vagabundo, pois não é! Chamo a atenção para a necessidade de termos que trabalhar em qualquer situação, porém, existe uma grande diferença entre trabalhar para se manter vivo, livre e satisfeito, e trabalhar para produzir lucros à terceiros, privando-se assim da própria liberdade em troca de um salário que acaba não satisfazendo nem mesmos suas necessidades, as quais, indiscutivelmente, são maiores para vida de um urbanóide, do que para alguém que vive da natureza, com a natureza.
   

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Mas fugir do quê?

  A mente humana ainda não foi completamente decifrada, e possivelmente nunca será. O que sabemos é que ela é muito frágil, existindo inúmeros fatores que produzem avarias a esse sistema tão complexo que é o nosso cérebro. A maneira como a humanidade está organizada socialmente, economicamente, culturalmente, e geograficamente, está contribuindo fortemente para o desenvolvimento desses fatores.

   Basta parar e analisar o seu dia a dia, quem de vocês pode admitir, com sinceridade, que não passou por nenhum momento estressante neste dia? Quantos de vocês convivem com essas perturbações diariamente? Bem, as respostas eu já sei quais serão, afinal o meu dia a dia não difere muito da quase totalidade da humanidade, ou seja, trabalhar, estudar, enfrentar o transito, convivência familiar, outros relacionamentos e assim por diante. E em cada uma dessas atividades ficamos expostos a diversas tipos de deterioração psicológica, emocional, e física, causando prejuízos a nossa frágil mente.  

    Mas estamos acostumados a isso, ou melhor, estamos acomodados com relação a isso. Pois não deveria ser assim! O que aconteceu com nossa qualidade de vida? Porque não pensamos mais nisso? Será que temos realmente a vida que gostaríamos de ter? Com a qualidade que merecemos/precisamos?


   Esse blog é pra vocês, que compartilham o meu ideal de viver de uma forma mais natural para termos uma qualidade de vida realmente boa. Talvez morar no mato possa parecer extremo demais, e não acho que todos devam fazer isso  mesmo ou, do contrário, só mudaríamos a sociedade de lugar, mas dar uma passada por lá certamente será benéfico a nós.

   Além da ideia principal de viver junto a natureza, trarei algumas reflexões a respeito da liberdade que tantos procuram, e pouquíssimos encontram.

   Pra finalizar quero dizer que o objetivo principal deste blog não é reclamar. As queixas apenas servirão de base para as dicas de como viver melhor.