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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Contato Com O Natural

     Muitos costumam chamar de retrocesso, ou contra evolutivo, essa ideologia de querer distanciar-se da modernidade, mas aos poucos acabamos percebendo que essa é uma nova evolução, com tendência a melhorar as nossas vidas.

Mirante No Parque  Natural Da Atalaia - Itajaí - SC
    Não é apenas a nostalgia que está levando algumas pessoas a voltarem praticar os costumes antigos, mas sim uma percepção de que o novo, como é, não está agradando. Novas culturas, novos hábitos, novas atitudes, que quase sempre, se comparadas com outras épocas, parecem ser menos satisfatórias.

    Alguns prazeres da vida foram substituídos por outros, que agora, nem sempre causam bem estar, ou que então, são tão exaustivos, e acabam não compensado o bem recebido ao final. Nas cidades, gasta-se tanto tempo no trânsito para chegar em qualquer lugar, que por mais que o objetivo seja a diversão, certamente haverá um sensação de desconforto, sem contar as incansáveis filas, para se fazer absolutamente tudo é preciso enfrentá-las.

Cachoeira No Rio Gonçalves Dias
Capitão Leônidas Marques - PR
    Felizmente ainda existem as alternativas, muito mais agradáveis, e realmente prazerosas. Felizmente algumas das atividades de lazer, as que verdadeiramente nos trazem alegria, são gratuitas, pouco procuradas pela maioria, o que proporciona maior tranquilidade. 

Nesta época de verão, por exemplo, em que as praias principais estão sempre lotadas, sempre ainda existem as praias isoladas, para se visitar, ideal pra quem quer um pouco mais de sossego.  Não é difícil encontrar uma cachoeira, ou algum rio, ideal para os banhistas, próximo as cidades. Parques naturais não recebem muita publicidade, mas eles existem! E é excelente gastar, ou melhor compartilhar um pouco de energia, numa trilha em meio a mata. 


Parque Natural Raimundo G. Malta - Bal. Camboriú - SC
     Passar uma tarde de Domingo em um parque, à sombra das árvores é sem dúvidas muito melhor do que perambular em um shopping esbarrando numa multidão de consumidores, pra enfrentar um longa fila na bilheteria do cinema, e pra completar gastar muito comprando alimentos super faturados e de péssima qualidade nutricional nas famosas redes de fastfood. 
    
            Enfim, a escolha é livre, opte pelo aquilo que realmente te fará bem, pense bem antes de sair para o lazer, você não precisa fazer aquilo que todos estão fazendo, crie sua própria diversão. Mas eu aconselho: Vá ver o mundo com seus próprios olhos!

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Experiências II

          Não vou apenas relatar a minha experiência de viver sozinho pois isso não é nada de extraordinário, isso será apenas uma referência para melhor compreensão. O importante é demonstrar que podemos muito mais do que pensamos ou do que dizem que podemos ser.
    
    A dois meses mudei de Cidade, de Estado, de emprego e com isso muitas outras coisas também mudaram. Morando sozinho, distante do tradicional grupo social, distante da família e amigos tornou-se mais...digamos...tranquilo a prática de alguns bons hábitos.

    Conforme mencionei anteriormente noutro post, essas pessoas mais próximas costumam exercer grande influência em nossa vida, e na maioria das vezes são boas influências, entretanto, algumas conceitos não condizentes com nosso pensar individual nos são  forçosamente impelidas, como que se o que pensamos fosse errôneo.

Um lugar para descansar, um violão e alguns livros para relaxar
     A cultura do excesso como requisito para o conforto é um dos grandes fatores modernos de conflito. Antes mesmo de deixar o antigo lar já ouvia conselhos a respeito de uma enorme lista de objetos "indispensáveis" que teria que adquirir.

    Mas é necessário peneirar essa lista "tradicional", não por motivos financeiros, já que manter o status de financeiramente bem sucedido parece ser o principal motivo que nos leva ao excesso de bens materiais, mas sim como esforço para mudar as tendências que tem-se mostrado falhas. Reduzir a compra de tantas 'coisas' é também uma atitude sustentável, uma forma de melhorar toda sociedade (em breve farei um post explicando esta afirmação).
Fonte: ICMBIO

    Outro mito a respeito das dificuldades da vida solitária, diz respeito a alimentação. As pessoas pensam que não são capazes de cozinhar, mas isso não é tão difícil assim. É lógico que não se pode comparar um cozinheiro estreante com um Chef de culinária, ou com suas mães e avós que possuem tantos anos de prática que as tornam  mestres nessa arte.

   E mesmo sem ter tido lições de culinárias, nem praticado antes, estou conseguido sobreviver muito bem, e mantendo uma alimentação saudável, bem distante das típicas guloseimas consumidas pela maioria dos que se encontram em condições similares as minhas.

    Nas próximas postagens detalharei cada uma dessas mudanças...

    

quinta-feira, 24 de julho de 2014

A Falta Do Mato

       Ficar muito tempo cercado pelos prédios, comércios, carros... permanecer exposto a todo esse movimento incessante de uma cidade, convivendo com essas pessoas de visões fechadas, adeptas ao consumismo, egoístas, conformistas e estressadas, me desanima, e me cansa.

   É necessário, e saudável, retirar-se do convívio social momentaneamente, livrar-se dessa pressão exercida pela sociedade, fugir das imposições, evitar toda essa contaminação mental proveniente desses indivíduos que tentam corromper a nossa essência vital para transformar-nos em zumbis seguidores das tendências modernas que nos afastam do essencial, que desvia nossa atenção daquilo que nos realmente faz bem, mascarando a felicidade pessoal com os artefatos ilusórios que a saciedade dominante cria para esconder o vazio da consciência de vossos espíritos.


   Talvez eu seja mesmo um indivíduo antissocial, mas isso apenas porque não consigo submeter-me aos padrões que ela exige, principalmente no que tange as questões pessoais mais íntimas, não entendo o porque de não respeitarem a individualidade, o que sobra do meu "EU" se não posso fazer, usar, comer, sentir, pensar aquilo que eu quero, levando em consideração que essas atitudes não interferem de maneira negativa na vida de ninguém, porque deveria eu me reprimir? Se for assim prefiro continuar sendo um alienígena de minha própria espécie.


      Hoje, talvez mais do que nunca, sinto a necessidade de fugir para o mato, respirar um pouco de ar puro, ouvir tão somente os sons da natureza, observar as atividades incrivelmente essenciais que somente a natureza, em sua forma mais bruta, continua exercendo, em seu ritmo calmo e objetivo. Preciso imiscuir-me à natureza, contemplar e relaxar, e assim apaziguar meu espírito ferido pela vida urbana.

sábado, 28 de setembro de 2013

Relaxar

   Todos concordam que precisamos descansar em algum momento de nossas vidas, no entanto, a humanidade segue um estilo de vida que pouco nos permite parar para descansar.

   Recentemente, lendo um trecho do livro "Paz A Cada Passo" de Thich Nhat Hanh, parei para pensar em como isso se encaixa perfeitamente no estilo de vida moderno. Reflitam sobre esse pequeno parágrafo:

Thich Nhat Hanh - Monge Budista

"Muitas vezes dizemos a nós mesmos, “Não fique só aí sentado, faça alguma coisa!” Quando praticamos a plena consciência, porém, descobrimos algo inusitado. Descobrimos que o contrário pode ser ainda mais valioso: “Não fique aí fazendo alguma coisa. Sente-se!” Precisamos aprender a parar de vez em quando a fim de ver com nitidez. A princípio, “parar” pode parecer uma “resistência” à vida moderna, mas não se trata disso. “Parar” não é só uma reação; é um estilo de vida. A sobrevivência da humanidade depende de nossa capacidade de desacelerar. Temos mais de 50.000 bombas atômicas, e mesmo assim não conseguimos parar de fabricar mais. “Parar” não significa um basta ao que é negativo, mas também permitir que se realize uma cura positiva. É esse o propósito da nossa prática — não evitar a vida, mas experimentar e comprovar que a felicidade é possível agora e também no futuro." Thich Nhat Hanh - Paz A Cada Passo

   Podemos considerar raros os casos de pessoas que não vivem sobrecarregadas de afazeres, não lhes restando muito tempo para descansar e relaxar, algumas já não creem que seja possível parar ou mesmo reduzir esse ritmo agitado em que vivem, e isso, normalmente, propicia alguns males ao indivíduo.

   O stress, considerado o mal do século, resulta desse estilo de vida frenético que cada vez menos leva em consideração o bem estar do ser humano, e os transformas em seres irritados que se preocupam mais em obter bens do que sentir-se bens. 

   
  
  Alguns agem como se não pudessem parar nem por um segundo, é comum vermos isso no trânsito por exemplo, experimente ficar mais de um segundo parado quando o semáforo muda para o verde, algum estressadinho vai buzinar, como se ele estivesse perdendo a vida toda naquele segundo. Faz sentido agirmos dessa maneira? 

 O tempo minuciosamente pré-programado limita as escolhas, e assim, até mesmo as atividades de lazer acabam sendo agendadas, com tempo e local marcados previamente, e tudo isso para não se perder tempo. Mas será que não é dessa forma que estamos perdendo nosso tempo? Desperdiçando-o com compromissos sistemáticos?


   A busca incessante pelo sucesso e pela conquista dos sonhos pode tornar-se um pesadelo cheio de frustrações se não pararmos para apreciar o que está no caminho que nos leva ao nosso objetivo, e essa maneira de viver em velocidade máxima está nos privando de observar as maravilhas que estão ao nosso redor. Descansar não é sinônimo de preguiça, mas sim de autopreservação. 
    Se quisermos seguir fortes em nossos objetivos devemos reservar alguns momentos para limparmos nossas mentes, aliviar toda tensão que a vida moderna nos propicia.

   Como Thich Nhat explica, não devemos desistir de nossos sonhos e objetivos, mas não podemos desprezar toda uma vida que ocorre ao nosso lado, para obter aquilo que desejamos no futuro, ou seja, não podemos esperar para sermos felizes, temos que sê-lo agora, aproveitar cada momento, afinal, a vida deve acontecer agora e não ser programada para mais além.