Translate

Mostrando postagens com marcador viver. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador viver. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Simplicidade Voluntária

    Recentemente, assistindo um documentário sobre Thoreau, me deparei com um novo termo que simboliza perfeitamente o ideal do Fugir Para O Mato, a Simplicidade Voluntária, essa expressão não pode ser mais clara.

      Esse fragmento do documentário nos permite ter uma visão do que é esse movimento e de como ele pode beneficiar seus praticantes. Levar, voluntariamente, uma vida simples, optar por não seguir a corrente moderna do consumismo, dispensar o 'ter' para aprimorar o 'ser', pode ser a chave para melhorar as nossas vidas. Considero isso uma evolução, pois começamos a deixar para trás as coisas que são desnecessárias, e que acabam se tornando um peso morto em nossa existência.

    Deixando de nos preocuparmos em possuir numerosos e valiosos bens, passamos a ter uma percepção mais aprofundada a respeito da existência. Agregamos mais valor aos prazeres que nos são dados gratuitamente, aquilo que está ao alcance de todos nós, o tempo todo, e normalmente não consideramos a sua existência, pois estamos mais preocupados, empenhados, e até desesperados, para conseguir aquele produto que um comercial qualquer insiste em dizer que é essencial para nós.

Imagem: O Decrescimento
    Ser simples! Fugir para o mato é deixar de lado a falsa valoração dada aos bens materiais, aos produtos de preços elevados, a valorização da própria moeda em si, e de tudo mais que tanto tem nos feitos escravos do consumo, que tanto confundem nossos desejos, para sentirmos de perto a naturalidade de uma vida, realçar nossos sentimentos, para que possamos distinguir o que realmente tem valor, para enfim vivermos de verdade, livres!



    Tenho visto muitas pessoas vivendo, e muito bem, sem a necessidade de possuir tudo que nos é ofertado pelo mercado, tenho dado pequenos passos para o desapego, rumo a simplicidade, e a sensação é ótima, é algo como um alívio, porém, melhorado!

Seja simples! Viva simples! Liberte-se!
Viva de verdade!

domingo, 18 de maio de 2014

Nosso lugar

            É comum ouvirmos pessoas reclamando, desprezando, até mesmo difamando os locais que habitam, como se a sua cidade fosse a pior do mundo, e ao mesmo tempo vemos outras pessoas que simplesmente amam o mesmo lugar e veem nele todo que há de melhor. Como isso é possível? Quem está certo? Quem está errado?

Cidade de São Paulo - SP                          Fonte: Jáuregui
     Bem! Analisando várias situações, cheguei ao raciocínio de que não há um certo e um errado nessa história. Essas opiniões são baseadas, geralmente, em conceitos próprios, levam em consideração o que cada pessoa considera bom ou ruim, logo, é algo muito subjetivo. Cada qual tem seus gostos, sente prazer com coisas diferentes, obtêm sua felicidade de fontes diferentes, portanto é evidente que nem todos gostem do mesmo lugar.

      Felizmente temos o livre arbítrio de escolher onde queremos viver, muito embora algumas pessoas criem obstáculos e acabam prendendo-se a lugares em que detestam.  Outras jamais deixam um determinado local, pois o consideram o melhor, mesmo sem conhecer as demais opções. Há também aqueles que não se satisfazem em lugar algum, ficam pulando de galho em galho, como dizem no popular. Em relação a esse último grupo, penso que é nisso que reside a sua felicidade, que talvez a satisfação deles seja realmente conhecer vários lugares, ter muitas moradas durante a vida.

     Quando viajo, costumo observar os habitantes das comunidades visitadas. Sempre existe aquele lugar em que você chega e logo pensa: "Nossa! Como eu gostaria de morar aqui!", e de repente você ouve um habitante local dizendo que esse lugar não é assim tão maravilhoso, mas isso é claro, apenas sobre a sua ótica, pois muitos outros locais acabam dizendo-se maravilhados por viverem ali. 
Distrito de São Jorge - Alto Paraíso - GO        Fonte: Pousada Vila São Jorge

          Posso dizer que gosto do local em que moro, tem muito daquilo que eu gosto aqui, é lógico não é um local perfeito, mas não o desprezo de maneira alguma, e penso que ninguém deveria desprezar o seu habitat. Tenho desejo de mudar sim! Mas não por não gostar daqui, mas sim por querer conhecer um lugar novo, essa não é minha primeira morada, e espero que não seja a última também.

   "Se você não gosta do lugar onde está, mude! Você não é uma planta!"

         No fim, se faz necessário saber, que você não terá sossego em lugar algum enquanto não tiver em paz consigo mesmo, enquanto não resolver seus conflitos interiores, nossa mente precisa estar em paz para que todo o resto possa assim estar também.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Reformulando Conceitos

   Todos nós recebemos, no nosso processo de criação, alguns conceitos a respeito das mais diversas questões que nos expomos em nossos cotidianos. Nem todos são educados da mesma forma, nem todos mantém os conceitos que recebem, alguns mudam para melhor, outros, infelizmente, para pior. Temos conceitos diferentes.

   Nessa nova era, onde tudo parece ser uma disputa para determinar quem é o ser mais poderoso, alguns ideais são transmitidos de pessoa para pessoa, tentando moldá-las num único padrão, e esses ideais estão deixando de lado alguns princípios básicos ideais para, digamos uma boa convivência. A honestidade é um deles. 

    A grande maioria dos seres humanos é educado a ser, em um certo nível, desonesto. Mas como então saber o limite para esta desonestidade? É comum ela alastrar-se muito mais que o necessário, sé é que ela é realmente necessária.

Fonte: https://www.facebook.com/Libertesedosistema
   Baseado no velho dito popular: "o mundo é dos espertos", é que somos instruídos a tirar vantagem sempre que possível, e então perdemos o controle. Já se faz isso naturalmente, sem remorso, e, ironicamente, ficamos revoltados quando estamos do lado que arcou com o prejuízo de um ato indecoroso. Como entender a lógica humana?

    Me causa asco ouvir as pessoas dizendo-me para ser desonesto, para agir com egoísmo. Estou cansando de ouvir: "tudo mundo faz assim". Mas tenho meus princípios, meus conceitos, não posso agir desta maneira apenas por ser o padrão da maioria. Não consigo conceber que precisamos mentir, sermos desonestos, corruptos, para podermos chegar a algum lugar, para termos algo ou alguém, para viver enfim. Não pode ser assim!

    A justificativa usada: "não seja tolo, ser honesto só vai te fazer ser passado para trás". Não, não é assim que funciona! Ser honesto não implica em ser um tolo, não é sinônimo de ingenuidade, somos sábios o suficiente para combater os desonestos, não devemos deixar ninguém nos enganar, assim como não o devemos fazer.     

     Sejamos espertos, porém não desonestos, pois o mundo é nosso também.
     

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Como Ser Rico


Fonte: Vagabundo Profissional - Curtam!
"Existem duas maneiras de ser rico: ganhar mais ou desejar menos."

    Isso é evidente! É uma questão conceitual. O que te faz rico?

  Esse é um conceito que geralmente costuma ser percebido tarde demais, e na maioria dos casos torna-se um fator de frustração na vida da pessoa.

  Observando o comportamento das pessoas podemos perceber claramente como elas conceituam o fator 'riqueza'. Vejo pessoas extramente centradas em obter muito dinheiro - na verdade quase todos nós, salvo alguns afortunados, somos ensinados a viver dessa maneira - é basicamente o sonho comum, ser rico! E a partir daí montamos nossos planos de vidas, estudar, trabalhar, ser empresário, conseguir o melhor emprego, e assim conseguirmos ganhar o máximo de dinheiro possível, para comprar tudo que pensamos ser necessário para sermos felizes. Esse é conceito comum.

    O vídeo abaixo é impressionante, ele nos mostra como seguimos caminhos opostos aos nossos desejos mais íntimos, apenas para seguirmos o conceito comum, o de que devemos ganhar dinheiro acima de tudo. É triste ouvir a frase "se eu não precisa-se ganhar dinheiro, não faria esse trabalho". Será que realmente não temos escolha?


   O nosso sistema e a nossa organização social nos remetem a necessidade de possuirmos dinheiro, já não conseguimos escapar disso. No entanto, existem maneiras de não nos tornarmos escravos do dinheiro e da necessidade de tê-lo. Não precisamos abandonar nossos sonhos apenas para garantir o uma fortuna no banco. O que precisamos é desejar menos!

  Desejar menos, não é viver menos, ter menos, é apenas priorizarmos os gastos com aquilo que realmente necessitamos, com aquilo que nos faz felizes, pois de nada irá adiantar chegarmos a velhice com uma conta bancária gorda e uma vida magra, dedicada apenas ao trabalho e ao dinheiro, sem de fato tê-la aproveitado.

    Simplesmente não faz sentido fazermos aquilo de que não gostamos, não vivermos nossas vidas como desejamos. Pensar que precisamos de muito dinheiro para viver é no mínimo tolo. 

Vamos ser ricos com pouco dinheiro, com menos desejos fúteis e com muitos mais dias realmente vividos.      

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Desbravadores Do Conhecido

    Muita admiração tenho pelos antigos exploradores, expedicionários e desbravadores que a muito tempo percorreram terras desconhecidas, inabitadas, traçando caminhos, registrando e compartilhando com o restante do mundo o que viram em suas jornadas.

Mapa do Roteiro da Expedição Primavera 2009
   Hoje existem muitos locais ainda inexplorados, desconhecidos, intocados, e que aos poucos vem sendo descobertos. No entanto, nesse mundo tão vasto, ainda existem tantos desses locais já conhecidos por alguns que mas são totalmente desconhecidos por outros. 

Ainda temos muito o que conhecer, "há muito mais lá fora para descobrir", ou redescobrir. E desta forma surgem os novos desbravadores, que saem explorando aquilo que já é conhecido por alguns, mas uma novidade para eles.

    A poucos dias conclui a leitura do livro "Na Solidão Do Meu Capacete: A Viagem" escrito por Mauro Coutinho Damasceno, um desses novos desbravadores. Um motociclista com um sonho, uma meta, um objetivo, explorar lugares já explorados anteriormente, porém não por ele.

Logomarca da Expedição
    Mauro descreve em seu livro, de forma simples e natural, a sua experiência decorrente da viagem denominada Expedição Primavera 2009 - Oiapoque - Chuí. 

  Durante os 118 dias de viagem foram percorridos aproximadamente 30.000km, visitando todas as capitais brasileiras até chegar aos pontos mais extremos do Brasil, Oiapoque ao Norte e Chuí ao Sul, além de outras cidades.


     O livro não revela em muitos detalhes os locais visitados, mas o autor e explorador consegue transmitir de forma clara a emoção que sentiu a cada momento de sua jornada, é notável sua satisfação em ter realizado um de seus sonhos.
   

    
    Coutinho é prova de determinação e foco pois, conforme relatado em seu livro, muitos duvidaram de sua façanha, muitos achavam loucura e assim tentaram desencorajá-lo, e mesmo assim, com pouco apoio, ele seguiu em frente pois sabia exatamente o que queria fazer.

     Leiam o livro, inspirem-se, sigam o exemplo de determinação, corram atrás de seus sonhos, satisfaçam suas vontades, pois é somente isso que nos tornará felizes.


“Nada na vida esta realmente em nossas mãos...
Mas tudo está diante das nossas possibilidades, e é a possibilidade que me faz continuar e não a certeza.
Uma espécie de aposta da minha parte.
E embora possam me chamar de sonhador, louco ou qualquer outra coisa, acredito que tudo na vida é possível e realizável...”
Basta ter coragem, determinação e planejamento.

Mauro Coutinho Damasceno

          

sábado, 7 de setembro de 2013

Uma Nova Estação

     O inverno está chegando ao fim e o calor está voltando a reinar, nossos dias deixam de ser cinzas e a vontade de curtir a natureza aumenta ainda mais.

     Não que o inverno seja uma estação ruim ou chata, mas as condições climáticas dessa época nos deixam mais preguiçosos, e os atividades ao ar livre costumam ser evitadas pela maioria. E mesmo os amantes do frio ficam felizes quando surge aquele dia muito mais ensolarado dentre tantos outros frios e nebulosos, momento este em que podem sair para recarregar suas energias.

     Por mais que as temperaturas mais extremas nos proporcionem alguma dificuldade para a realização das atividades de contato com a natureza, não devemos deixar esses empecilhos privar-nos da diversão e do lazer.  Se correr tornou-se complicado devido a baixa temperatura, apenas caminhe até que consiga voltar ao ritmo dos  dias quentes.


    Ficou claro que nem todos tem disposição para deixar os abrigos quentinhos para respirar o ar, gelado, mas puro dos parques da cidade, preferindo hibernar por todo o inverno, e agora estão dando as caras novamente para aproveitar o calor que aumenta, lentamente, dia após dia.
   
    Os dias quentes são meus preferidos, no entanto, pude desfrutar bastante desses dias frios que antecederam, e como é bom poder fotografar a geada ao nascer do sol, é claro que com as mãos tremendo de frio algumas fotos não ficam muito boas, mas nada que um café quente não cure depois.

      Viver em uma região tropical com estações bem distintas nos permite desfrutar diversas sensações relacionadas ao clima, sem precisar ir para longe. Temos o privilégio de ver as paisagens ao nosso entorno modificando-se gradativamente ao passar dos dias, as plantas mudam, os animais mudam, e principalmente os humanos mudam, cada um se adaptando a sua maneira a uma nova fase. 
   
     O mais importante é sabe aproveitar cada momento, adaptando-se da melhor maneira possível ao clima do momento, conseguiremos interagir o tempo todo com a natureza sem prejuízos, essa é chave. Adaptação.

Então, vamos lá! Curtir os nossos novos dias de sol!

sábado, 10 de agosto de 2013

Simples

     Acredito que todo ser humano nasce com a predisposição para seguir pelo caminho da simplicidade, mas infelizmente o meio em que vivemos exerce uma enorme influência comportamental e acabamos perdendo a nossa virtude de sermos simples. 

      Citando alguns trechos de um artigo publicado no site Pragmatismo Político (Leiam na integra), que discorre sobre a atitude que algumas pessoas adotaram em busca de uma vida mais simples, trarei a vocês um pouco mais sobre a ideologia principal do blog: Viver simples!

Fonte: http://www.euvoudebike.com/tag/links/
     Moldados todos na mesmo forma social, recebemos desde o nascimento as diretrizes à que devemos seguir, somos influenciados por todos com quem convivemos, por aquilo que vemos e ouvimos. Evidentemente algumas pessoas tem a honra de serem educadas e influenciadas de maneira seguir na contramão da sociedade, mas isso só é possível para aqueles que escolhem, através de seu instinto mais intimo, viver dessa maneira, viver da forma mais simples possível.


      Sempre que ouvimos falar de alguém que está vivendo na simplicidade indagamos o porque de tal atitude. Seria necessidade? Limitação de escolhas? Insanidade? Não mesmo!!! Em minha opinião são apenas pessoas que realmente estão vivendo o que querem, indivíduos que não precisam mascarar-se com bens para dizerem-se felizes. 

     Vejamos alguns exemplos do que pensam essas pessoas, extraídos do artigo 'Conheça homens e mulheres que optaram por uma vida mais simples':
"A simplicidade nos obriga a olhar para nós mesmo." Frei Jonas Nogueira
" Ser simples tem a ver com bem-estar e consciência." Débora Paglioni (Advogada)
"Ser simples traz conforto, prazer, alegria e felicidade." Guilherme Moreira da Silva
“Sempre gostei dessa opção de vida, e queria fazer essa experiência. Você percebe que tem outras prioridades na vida. Passei a fazer mais programas ao ar livre, a aproveitar atividades intelectualizadas. Quando estamos imersos no consumo, deixamos o que nos dá prazer em segundo plano. Passada essa experiência, hoje compro bem menos e me foquei no que é essencial para mim.” Marina Paula Silva Viana (Psicóloga)
“Essa opção de vida me faz sentir em harmonia comigo mesma. Quando fiz essa escolha, é como se tivesse responsabilidade com as pessoas ao meu redor....Nunca fiz escolhas motivada pelo financeiro.” Priscila Maria Caliziorne Cruz


      Cada qual com suas próprias palavras nos revelam um senso comum: basear a nossa felicidade nas coisas simples e não em bens materiais com somente valor monetário.  Há tempo procuro desapegar-me dos bens materiais, nunca tê-los apenas por ter, procurar, na essência, suprir as necessidades, não depender de objetos "brilhantes e reluzentes" para ser feliz.

      Mas não pensem no exagero jamais, simplificar não significa eliminar, como explica Carlos Roberto Darwin (Psicanalista e Dr. em Filosofia) ao falar sobre o desapego:
“Vem de uma sabedoria grega. Não é só no sentido de não ter bens materiais, mas não transformá-los em uma tirania.”

    Considero essa uma das melhores filosofias de vida, talvez a única maneira de obter a felicidade verdadeira. Quando deixamos de pensar em ter tudo aquilo que o mercado nos oferece de melhor e de mais caro, conseguimos nos dedicar a atividades que nos trazem bem estar, dessa forma isso reduz a nossa insegurança social, uma vez que deixamos de nos esforçar em mostrar nossos bens, e passamos a transmitir aos outros a nossa felicidade e paz interior obtidas através de nossa vida em plena simplicidade.

      Não se deixem consumir pelos objetos, libertem-se e vivam!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

(Re)Progresso

     "Reprogresso", esse é o título de uma música da banda capixaba Dead Fish  (uma de minhas favoritas) que fala sobre a mudança de cenário ocorrida na cidade de Vitória - ES, por ser o local de origem da banda, mas que é comum a quase que totalidade das cidades do mundo.


Reprogresso - Dead Fish
"Não há chão para pisar, não me lembro mais deste lugar,
Aqui onde hoje passam os ônibus minha avó pisava ao mar 
E é por isso que estou aqui e com força me seguro em ti, pois não sei de onde venho,
Talvez possa até ser bom, mas queria tanto ver a história que o asfalto tapou
E esta fumaça que não existia, agora me impede de te olhar,
E o progresso que suja o horizonte me tornou tão intolerante,
Mais uma geração se perdeu, isso não pode ter sido sem querer 
E vimos o prédio crescer, e parados a ilha afundou,
Só soubemos nos matar, e as ilhas na ilha"

   


Parque Moscoso, Vitória - ES  Inaugurado 1912          Foto: Elizabeth Nader
   Quando temos gravado em nossa memória as imagens de algum local, que algum dia, no passado, fora um ambiente incrível, mas que agora foi totalmente alterado para dar lugar as novas paisagens que o progresso nos trouxe, ficamos decepcionados com o resultado de nossas ações, ao menos deveríamos ficar. 



       É preciso tomar cuidado ao falarmos sobre o progresso, pois de fato é ele que proporciona uma série de benefícios para as pessoas, porém, em muitas vezes, o que temos é prejuízos enormes tanto para as pessoas quanto para o meio ambiente. Não se trata de parar o progresso, mas sim reestruturá-lo.

   Como diz a letra da música "Talvez possa até ser bom, mas queria tanto ver a história que o asfalto tapou",  o progresso tem suas vantagens, mas para isso cobra um preço muito alto, o qual todos nós pagaremos. 



Vitória - ES é a pioneira na criação de órgãos públicos específicos para
os assuntos relacionados ao meio ambiente, tendo fundado a
Secretaria Municipal de Meio Ambiente em 1986.
    Ainda existe o conflito entre os defensores do progresso a qualquer custo e os adeptos da progresso sustentável. É preciso quebrar o mito de que os projetos sustentáveis e de baixo impacto ambiental não podem fornecer a mesma lucratividade, qualidade, agilidade ou comodidade que serviços e produtos tradicionais, que tanto tem prejudicado o habitat dos humanos.

  Satisfaço-me e empolgo-me quando descubro artigos e/ou reportagens sobre obras criadas com o mínimo impacto possível ao meio ambiente e de maneira que possa valorizar as paisagens naturais, assim como obras onde são agregados elementos naturais buscando a harmônia, e o bem-estar das pessoas que ali vivem. 



Um exemplo do 'verde' de Vancouver                   Foto: Duda Menegassi
   Este esta sendo o principal objetivo da cidade de Vancouver, que pretende se tornar a cidade mais verde do mundo até 2020, mas sem deixar de lado o progresso, que é algo praticamente imparável, e para isso necessitam conciliar os aspectos econômicos com os interesses ambientais (Fonte O Eco). 


   E isso está dando muito certo. Seria incrível se as cidades do mundo todo adotassem políticas assim. Essa é forma ideal de progredir, de evoluir, precisamos reinventar o progresso, torná-lo menos danoso ao meio ambiente.


segunda-feira, 24 de junho de 2013

Vivendo sem CEP

      Olá! Hoje vou falar sobre um dos estilos de vida que está ligado ao ideal de Fugir Para O Mato, que primeiramente tem como objetivo de fixar-se em algum lugar isolado em uma floresta ou similar, e em segundo plano -  mas isso sem priorizar nem um deles - está a ideia de vida sem um endereço fixo, viver pelo mundo todo, explorando, conhecendo. Quando estava planejando escrever sobre isso, eis que cai na telinha do meu PC um artigo publicado em um Blog muito interessante, o Hypeness, falando sobre uma família que vive em uma Kombi, então resolvi adiantar um pouco a postagem.

        Resumindo a história, e sugiro que leiam ela no Hypeness, o filho do casal fez um pedido de aniversário para que eles pudessem ficar mais tempo juntos,  então, Jason Rehm e sua esposa, já cansados do estilo de vida americano, que inclui consumismo, muitas horas de trabalho, e pouco tempo de lazer, resolveram alugar sua casa, vender e/ou doar a maioria de seus pertences, compraram uma Kombi e caíram na estrada.


    A interessante história deles, revela que os motivos que os levaram a adotar essa atitude são, basicamente, os mesmo que citei no post Mas fugir do que?. Também eles estão tentando fugir do caos moderno, embora de uma maneira um pouco diferente do conceitual de viver na estrada, uma vez que o Jason mantém um vínculo empregatício com flexibilidade para trabalhar em qualquer lugar que esteja.

      Viver sem rumo definido, porém com a cabeça no lugar, eles não estão perdidos no mundo como podem pensar algumas pessoas, eles simplesmente não planejam a longo prazo, e esse é o espirito aventureiro que estou tentando aperfeiçoar, deixar a comodidade de lado, desprender-se do lugar. Pense no  quanto é interessante acordar numa certa manhã e dizer "Hoje vamos pro sul!" e seguir rumo a alguma cidade diferente, ficar lá por um tempo, conhece-la e depois partir para outro canto.     


        Viajar dessa forma é até uma atitude mais comum de se ver, porem na maioria das vezes, ela é apenas temporária, onde as pessoas acabam regressando para um local fixo, um endereço oficial, e mantém uma comum as de outras pessoas, como comentado por Jason quando se refere a esperar a aposentadoria para viajar. Seria como um espirito semi-aventureiro, também admirável, pois essas pessoas estão buscando conhecer o que o mundo tem para oferecer.
       
     Para se viver como rubber tramps (que seriam os "vagabundos" motorizados, conforme descrito no livro Into The Wild) será necessário preocupar-se com recursos financeiros necessários para gasolina, manutenção, pedágios, etc. Essa é sempre a parte questionada "Como vai conseguir se manter?", bem essa vida não é pra quem procura luxo e conforto material, é pra quem quer paz de espírito e liberdade, e para isso é necessário viver com mínimo possível.

 
      Pode ser dizer que há três maneiras de se conseguir isso, você pode ser um cara com uma conta gorda no banco para torrar - ferindo todo o ideal - pode, também, ter a sorte de conseguir um emprego como o de Jason que pode ser realizado a distância e em qualquer lugar que esteja, ou o mais comum, os empregos temporários, como pode ser visto no filme Na Natureza Selvagem, a cada parada pode-se realizar serviços e receber uma graninha pra seguir por mais alguns quilômetros.

      Essa realmente é uma maneira muito divertida de conhecer o mundo todo, com um cantinho móvel aconchegante, uma pouco apertado, porém bem equipado, e com o melhor dos combustíveis, a sede por aventuras.
   

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Consumir Para Existir!

      Mais uma vez mencionarei o filme Na Natureza Selvagem como base para expor meus pensamentos, afinal, nessa cena em particular, o pequeno discurso proferido por Chris MacCandless foi tão compatível com minhas ideias que cheguei a comentar com a pessoa que me indicou o filme que até mesmo parecia ser eu mesmo quem estava falando.  E essa ideia está, também, intimamente ligada a filosofia e a tese  defendida por Thoreau.

     O trecho do filme a que me refiro aparece logo na introdução, e é através dele que é apresentado pela primeira vez um dos motivos que levou Chris a abandonar a vida em sociedade, o excesso material. Na cena ele discute com seus pais que lhe oferecem de presente um carro novo, no entanto ele recusa. Afinal o jovem já tinha um veículo e não precisava trocá-lo por um novo, não precisava de um carro chique, para  ser bem visto aos olhos da sociedade, para que sua família não se envergonhasse dele diante dos vizinhos, o que os outros pensavam ao vê-lo com um carro velho de nada lhe importava.


     Isso levanta a questão chave: Porque comprarmos aquilo que não necessitamos? Os costumes sociais atuais impõem certos critérios para que possamos nos integrar a sociedade, como se somente assim poderíamos ser felizes. Ao meu ver isso é um grande mal, e também disso quero fugir. Não precisamos viver assim.

      A questão não é ter o não ter dinheiro pra gastar, pois esse estilo de vida deixou de ser apenas a atividade de lazer das classes economicamente superiores. O desejo de viver de maneira simples não está vinculado ao saldo bancário, mas sim essência de cada um de nós. A situação atual até parece uma competição para mostrar quem pode consumir mais, independentemente das consequências, muitos até se privam de elementos básicos para investirem em coisas que irão inflar seus egos perante uma sociedade falsamente bem sucedida, que está vivendo numa realidade chamada Sonho Médio (por Dead Fish). Aos poucos estamos substituindo o 'ser' pelo 'ter', e me assusta pensar onde isso vai levar a humanidade, pois a ideologia seguida agora é de que precisamos consumir para existir.

      A cena do filme representa algo muito típico para nós, falarei então sobre automóveis como exemplo. Vivenciamos corriqueiramente as pessoas ao nosso redor trocando seus carros semi-novos por carros novos, mas para que? Nas ruas vemos carros com 10, 15 até 20 anos de uso, rodando perfeitamente, então porque seu veículo com dois anos de uso precisa ser trocado? Ah sim! Seu colega de trabalho também trocou o dele, e o do seu vizinho é o ultimo lançamento do ano. Bem, se isso realmente o deixa feliz vá em frente! Apenas me parece que a vida dessas pessoas se torna tão vazias  ao ponto de que apenas gastando dinheiro, para equiparar-se aos outros, é que podem sentir-se bem. Pensem em todo o resto que compramos sem termos a real necessidade, isso é desperdício, é no mínimo imprudente.


      Porque substituir aquilo que ainda é útil, e assim será por um longo tempo. Além disso me parecer algo fútil demais, é ainda uma fonte de diversos outros problemas, como aumento de frota de veículos incompatíveis os sistemas urbanos atuais, aumento de resíduos, afinal onde estocar os milhares de veículos em desuso, existem também problemas econômicos, modificam-se taxas de juros, impostos, subsídios, entre outros para incentivar o consumo, apenas para gerar uma falsa imagem de bom desenvolvimento econômico,  pois ao meu ver o sistema econômico todo é um jogo em que poucos participam e que se beneficiam ainda menos.


     Se estou certo ou não, não sei dizer! Tudo o que sei é que nunca precisei adotar tais atitudes para ser bem visto em algum lugar, e sei que meus calçados velhos podem me levar ao mesmo destino aonde vão os pés envoltos em calçados novinhos, que provavelmente irão ser usados por poucos meses e serão substituídos por modelos novos sem terem vividos nenhuma aventura! Nem tampouco precisei adquirir um bem material, daqueles cuja utilidade é duvidável, para ser feliz. É como Supertramp diz "São só coisas". Pensem nisso! Do que mesmo precisam para serem felizes?

     Falar sobre consumismo é sempre algo muito polêmico, que alimenta boas discussões, principalmente porque boa parte das pessoas costumam levar tudo ao extremo e se esquecem de manter a ideia num patamar mais realista. É claro que se levarmos em consideração pessoas como Christopher que abriu mão de tudo para aventurar-se na natureza,  isso parecerá  exagerado, embora no meu ponto de vista nem tanto exagerado. Não creio que, tanto Chris como Thoreau, tenham realizado esses feitos almejando que todas as pessoas do mundo seguissem seus passos e fizessem como eles, mas sim para demonstrar-lhes que é possível viver sem os exageros impostos pela civilização moderna.

     O Fugir Para O Mato representa, também, uma questão de mudança comportamental, não apenas a ideia real de ir viver na natureza de forma selvagem, e embora realmente essa vontade esteja presente em meu ser, quero que considerem apenas a filosofia de viver de uma maneira mais simples, desapegar-se do excesso material que tanto tem consumido nossa sociedade e a própria natureza, afinal a nossa felicidade não deve ser apenas sustentada por objetos, posses, coisas, há muito mais que isso na nossa vida. Viva simples, viva livre de apegos materiais, descubra novas fontes de alegria.
       

terça-feira, 28 de maio de 2013

Construções Ecológicas

     Para se viver junto a natureza é indispensável viver também de maneira ecologicamente correta, pois se você pretende aproveitar o melhor do meio ambiente, deve fazer o máximo possível para que sua presença não seja prejudicial à natureza.

Projeto de Minke em parceria com o estúdio Craterra - Eslováquia. 
     É com essa visão que surgiu o conceito de Construções Ecológicas, ou Arquitetura Ecológica, nas quais procura-se utilizar materiais alternativos para construção de residências, incluindo as matérias primas naturais, como barro, pedra, galhos e folhas, assim como de material reciclado ou reaproveitado, como garrafas PET, pneus, isopor, paletes, caixotes entre tantos outros, além disso, podem conter outros elementos sustentáveis, tais como os telhados verdes, arquitetura voltada para melhorar a iluminação, energia solar, sistemas de reaproveitamento de água, e também a manutenção térmica, garantida pelo próprio material empregado na construção.

    Outro fato interessante sobre esta modalidade de construção é que ela, comumente, é realizada na forma de mutirão, talvez até pela natureza da obra, focada na simplicidade, o que incentiva o cooperativismo e a colaboração para que o projeto seja bem sucedido, deixando à todos com aquele ar de satisfação.
     
     Inúmeras experiências foram feitas sobre essa modalidade arquitetônica, e os resultados obtidos tem sido muito favoráveis, pois, de maneira geral, essas residências tendem a consumirem pouco capital financeiro, são menos impactantes que as construções tradicionais, permitem o reaproveitamento de materiais, e ainda assim oferecem todo conforto necessário para se viver bem.
   
     Recentemente o site Descubra O Verde publicou um pequeno artigo sobre o Arquiteto alemão Gernot Minke, um especialista em construções sustentáveis e autor do livro Manual de Construcción En Tierra - La tierra como material  de construcción y su aplicación en la arquitectura actual, no qual ele revela seus conhecimentos sobre as técnicas de utilização da terra como material de construção e sua capacidade arquitetônica. Um pouco mais sobre o trabalho desse talentoso arquiteto pode ser visto em seu site: Planungsbüro für Ökologisches Bauen Kassel.
    
  Além de obras complexas, com acabamentos impecáveis que são verdadeiras obras de arte arquitetônicas, Gernot também desenvolve projetos, digamos, econômicos e simples. Essas residências de aparência rustica, que instigam qualquer observador, são perfeitamente habitáveis, pois possuem todas as estruturas necessária para garantir segurança, abrigo, e, ao contrário de alguns comentários que ouvi, não possuem fatores que as tornam sujas e não higiênicas, seu acabamento bem feito isola-a da sujeira externa e de insetos, ou seja, são como habitações tradicionais quanto a esse aspecto, além de possuírem as vantagens citadas anteriormente.

     Mas o que isso tem a ver com o Fugir Para O Mato? É simples! A ideia de se integrar com a natureza   está ligada, também, a ideia de uma vida menos focada nos bens materiais. Mas não precisamos nos desfazer de tudo para viver assim (a menos que esse seja nosso desejo, porque também é possível), o que temos a fazer é apenas nos livrarmos dos excessos que nos tornam esses humanos consumidores vorazes e destruidores.
   
    Logo uma casa simples, oriunda basicamente de materiais encontrados em abundância na natureza, juntamente com o reaproveitamento de materiais que acabariam por poluir o meio ambiente, pode nos dar todo conforto de que realmente necessitamos, sem para isso termos gastado uma fortuna, e depois ainda sermos obrigados a nos trancarmos atrás de grades para termos segurança, uma vez que a riqueza aparente atraí os olhares dos marginais. Além do mais, o que torna uma moradia um lar, não é o dinheiro investido em suas paredes e acabamentos, mas sim a paz e harmônia que podemos encontrar nesse ambiente.

     E então? Alguém se arrisca num empreendimento desses? Compartilhem suas opiniões.

     Estou com o Manual de Gernot, e assim que conseguir estudá-lo - está em espanhol, o que dificulta um pouco - vou tentar elaborar algumas dicas, apontando o que é viável e o que não é, considerando o lugar onde vivemos, também trarei outras opções de moradias ecológicas de baixo custo, exemplos de projetos  bem sucedidos.
   
 

terça-feira, 21 de maio de 2013

Natureza Realmente Faz Bem!

      Hoje me deparei com a interessante pesquisa feita por Psicólogos da Universidade de Utah em parceria com a Universidade do Kansas, que vem ressaltar a importância dos benefícios que o convívio com a natureza trás pra as pessoas, como havia exposto nas postagens anteriores. Agora, o que já era obvio para muitos, está comprovado cientificamente.

        Já chegamos num ponto em que é praticamente impossível viver sem ter contato com algum tipo de tecnologia. Ela tem seus pontos positivos sim! afinal nunca foi tão rápido e fácil encontrar informações. No entanto a preocupação vem do fato de estarmos deixando a vida real de lado e focando cada vez mais nessa vidinha virtual.

    É! devem estar achando esse comentário em um blog, mas esse é objetivo, utilizar o  meio de comunicação mais expressivo da atualidade pra divulgar coisas boas. Divulgar pra você, que não consegue mais ficar sem internet durante um dia inteiro, as maravilhas que podemos encontrar além de nossas paredes. Faço agora um desafio a vocês. Ao terminarem de ler o post saiam da frente dessa telinha, desconecte-se, e faça um passeio ao ar livre, reflita sobre o excesso de virtualismo em sua vida. Vamos viver mais do lado de fora!!!


Psicólogos de duas universidades norte-americanas concluíram que passar quatro dias imerso na natureza e sem contacto com equipamentos eletrônicos aumenta a capacidade criativa e de resolução de problemas em 50%.
"Isto mostra que a interação com a natureza tem benefícios reais e mensuráveis para a resolução criativa de problemas que ainda não tinham sido demonstrados", disse um dos autores do estudo, David Strayer, professor de psicologia na Universidade do Utah. Para o investigador, estes resultados provam que "enterrar-se em frente a um computador 24 horas por dia, sete dias por semana, tem custos que podem ser remediados com um passeio na natureza". O estudo de Strayer e dos cientistas Ruth Ann Atchley e Paul Atchley da Universidade do Kansas é publicado na revista científica PLOS ONE, da Public Library of Science, e resulta de uma experiência realizada com 56 pessoas, 30 homens e 26 mulheres, com uma média de 28 anos. Os participantes estiveram, durante quatro a seis dias, em passeios na natureza nos estados do Alasca, Colorado, Maine e Washington, nos quais não era permitida a utilização de aparelhos eletrônicos. Dos 56, 24 fizeram um teste de criatividade com dez perguntas antes de iniciarem o passeio e os outros 32 realizaram o mesmo teste na manhã  do quarto dia de passeio. Os resultados foram claros: as pessoas que já estavam há quatro dias na natureza tiveram uma média de 6,08 perguntas certas, enquanto os outros  tiveram apenas 4,14. "Demonstramos que quatro dias de imersão na natureza, e o correspondente desligamento da tecnologia, aumenta o desempenho em tarefas criativas e de resolução de problemas em 50%", concluíram os investigadores, sem esclarecer se o efeito se deve à natureza, à ausência de tecnologia ou à combinação de ambos os fatores. Os investigadores recordaram estudos anteriores segundo os quais as crianças passam hoje apenas 15 a 25 minutes por dia em atividades de exterior e desportivas, que as atividades recreativas na natureza têm estado em declínio há 30 anos e que, em média, as crianças dos oito aos 18 anos passam mais de 7,5 horas por dia a usar o computador, a televisão ou o telemóvel. "Há séculos que os escritores falam da importância de interagir com a natureza (...), mas não sabíamos bem, cientificamente, quais os benefícios", disse Strayer.
Lusa
       
         Para quem quiser entender um pouco mais sobre a pesquisa acesse também o site  Science Daily http://www.sciencedaily.com/releases/2012/12/121212204826.htm.
       
 

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Mas fugir do quê?

  A mente humana ainda não foi completamente decifrada, e possivelmente nunca será. O que sabemos é que ela é muito frágil, existindo inúmeros fatores que produzem avarias a esse sistema tão complexo que é o nosso cérebro. A maneira como a humanidade está organizada socialmente, economicamente, culturalmente, e geograficamente, está contribuindo fortemente para o desenvolvimento desses fatores.

   Basta parar e analisar o seu dia a dia, quem de vocês pode admitir, com sinceridade, que não passou por nenhum momento estressante neste dia? Quantos de vocês convivem com essas perturbações diariamente? Bem, as respostas eu já sei quais serão, afinal o meu dia a dia não difere muito da quase totalidade da humanidade, ou seja, trabalhar, estudar, enfrentar o transito, convivência familiar, outros relacionamentos e assim por diante. E em cada uma dessas atividades ficamos expostos a diversas tipos de deterioração psicológica, emocional, e física, causando prejuízos a nossa frágil mente.  

    Mas estamos acostumados a isso, ou melhor, estamos acomodados com relação a isso. Pois não deveria ser assim! O que aconteceu com nossa qualidade de vida? Porque não pensamos mais nisso? Será que temos realmente a vida que gostaríamos de ter? Com a qualidade que merecemos/precisamos?


   Esse blog é pra vocês, que compartilham o meu ideal de viver de uma forma mais natural para termos uma qualidade de vida realmente boa. Talvez morar no mato possa parecer extremo demais, e não acho que todos devam fazer isso  mesmo ou, do contrário, só mudaríamos a sociedade de lugar, mas dar uma passada por lá certamente será benéfico a nós.

   Além da ideia principal de viver junto a natureza, trarei algumas reflexões a respeito da liberdade que tantos procuram, e pouquíssimos encontram.

   Pra finalizar quero dizer que o objetivo principal deste blog não é reclamar. As queixas apenas servirão de base para as dicas de como viver melhor.


terça-feira, 7 de maio de 2013

Inspirações

   Bem, vamos começar falando sobre uma das fontes inspiradoras pra criação do blog, o livro 'Walden - Ou A Vida Nos Bosques'.

   Este livro foi escrito pelo Filósofo e Naturalista Henry David Thoreau (*1817 +1862), e seu título original é 'Walden or life in the woods' com sua primeira edição lançada em 1984.
   Neste livro Thoreau relata sua experiência em deixar os confortos da vila onde morava em Concord, Massachusetts, para viver na floresta. Nesse momento vocês devem achar que ele resolveu viver como um selvagem em uma caverna ou algo semelhante, pois não foi o que ocorreu. 
   
   Determinado a conseguir provar que uma pessoa poderia obter uma casa confortável, gastando pouquíssimo dinheiro, tendo assim que trabalhar o mínimo necessário para a obter, assim, lançou-se em seu próprio desafio. E todo o esforço e gastos para obter tal regalia estão minuciosamente descritos em seu livro. 

   É a sua história vivida na floresta, as margens do Lago Walden, que me fez refletir várias vezes acerca desta atitude. Os relatos de suas experiências e percepções sobre o mundo a sua volta são impressionantes.

   Mas o resultado final dessa experiência, e as conclusões do autor, só irão saber aqueles que lerem o livro. Recomendo!
Ele está disponível na internet para compra, e também para download em PDF.

  Em breve trarei mais informações sobre o Parque onde fica o Lago Walden, e de projetos desenvolvidos lá.