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quinta-feira, 24 de julho de 2014

A Falta Do Mato

       Ficar muito tempo cercado pelos prédios, comércios, carros... permanecer exposto a todo esse movimento incessante de uma cidade, convivendo com essas pessoas de visões fechadas, adeptas ao consumismo, egoístas, conformistas e estressadas, me desanima, e me cansa.

   É necessário, e saudável, retirar-se do convívio social momentaneamente, livrar-se dessa pressão exercida pela sociedade, fugir das imposições, evitar toda essa contaminação mental proveniente desses indivíduos que tentam corromper a nossa essência vital para transformar-nos em zumbis seguidores das tendências modernas que nos afastam do essencial, que desvia nossa atenção daquilo que nos realmente faz bem, mascarando a felicidade pessoal com os artefatos ilusórios que a saciedade dominante cria para esconder o vazio da consciência de vossos espíritos.


   Talvez eu seja mesmo um indivíduo antissocial, mas isso apenas porque não consigo submeter-me aos padrões que ela exige, principalmente no que tange as questões pessoais mais íntimas, não entendo o porque de não respeitarem a individualidade, o que sobra do meu "EU" se não posso fazer, usar, comer, sentir, pensar aquilo que eu quero, levando em consideração que essas atitudes não interferem de maneira negativa na vida de ninguém, porque deveria eu me reprimir? Se for assim prefiro continuar sendo um alienígena de minha própria espécie.


      Hoje, talvez mais do que nunca, sinto a necessidade de fugir para o mato, respirar um pouco de ar puro, ouvir tão somente os sons da natureza, observar as atividades incrivelmente essenciais que somente a natureza, em sua forma mais bruta, continua exercendo, em seu ritmo calmo e objetivo. Preciso imiscuir-me à natureza, contemplar e relaxar, e assim apaziguar meu espírito ferido pela vida urbana.

domingo, 30 de junho de 2013

Inspirações IV

      Está talvez seja a minha fonte de inspiração que se apresente de forma mais singela. Uma música simples, com uma letra direta que transmite em poucas palavras o ideal defendido por este Blog.
      

    Por ser uma banda hippie, Ventania (nome da banda e também o apelido do compositor/vocalista/violeiro) pode não ser bem aceita por muitas pessoas, devido a sua filosofia de vida livre e consumo de substâncias alucinógenas, no entanto, para o propósito ao qual quero usar uma de suas canções esse fator não tem relevância alguma, pra quem não gostar do estilo, sugiro que atenha-se apenas ao mensagem transmitida na letra.

Ventania
       Esse poeta maluco, expressa a vontade que temos de deixar os problemas e as dificuldades de se viver nessas cidades tumultuadas, de uma sociedade cheia de regras tolas, desse mundo cinza que acaba nos deprimindo e desanimando. E assim ele fez, ainda bem jovem caiu na estrada, pedindo carona, fazendo e vendendo seus artesanatos, e tocando suas composições nas rodas de malucos. Embora hoje  Ventania admite estar instalado em apenas uma cidade, não deixou sua filosofia de vida simples de lado.

      Ventania não fugiu pro matagal literalmente, mas ele conseguiu transmitir a mensagem de como poderia ser a vida no mato, livre, simples e descomprometida. Fazer seu pãozinho de manhã, tomar uma chimarrão, tocar violão, curtir a natureza, ou seja, simplesmente viver. Sempre me questiono, será que realmente precisamos mais do que isso? 

     Se tivéssemos apenas o dever de cumprir com nosso trabalho de subsistência, e abandonar a ideia de que devemos ter acumular bens materiais e capital, talvez a vida não nos pareceria assim tão dura e complicada. Como disse o próprio Ventania em entrevista ao Jô Soares "Quando vi estava preso num pé de alface!". E realmente o que nos deixa presos a essa vida, são coisas tão insignificantes, é fácil deixá-las pra trás, mas mesmo assim não conseguimos. Quantas vezes já me vi com uma mochila nas costas, meu violão na mão, caminhando numa estrada com destino incerto. Nos falta coragem? Onde está o nosso espírito aventureiro?

Ventania - Marasmo

Vou fugir desse marasmo
Vou sair da capital
Vou fugir desse marasmo,
Vou morar no matagal.
No mato a gente anda descalço
E pode tomar banho nu
No mato a gente anda descalço
E pode tomar banho nu
E de manha fazer chapati
E a tarde eu tomo um chimarrão
Se a noite eu faço uma fogueira
Vou tocar meu violão.

E vai rolar o som, vai rolar o som.
E vai rolar um bom
E vai rolar o som, vai rolar o som
E vai rolar um bom.

Eu já fugi desse marasmo
Já sai da capital
Já fugi desse marasmo
Vim morar no matagal
No mato a gente anda descalço
E pode tomar banho nu
No mato a gente anda descalço
E pode tomar banho nu
E de manha fazer chapati
E a tarde eu tomo um chimarrão
Se a noite eu faço uma fogueira
Vou tocar meu violão.

E vai rolar o som, vai rolar o som.
E vai rolar um bom
E vai rolar o som, vai rolar o som
Até o dia clarear

      


       Essa é uma outra versão da canção do Ventania, aparentemente um outro artista independente resolveu criar sua própria versão, com outra roupagem, a música ficou igualmente excelente. Ela está disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=_YkX9tEuNfU


quarta-feira, 8 de maio de 2013

Mas fugir do quê?

  A mente humana ainda não foi completamente decifrada, e possivelmente nunca será. O que sabemos é que ela é muito frágil, existindo inúmeros fatores que produzem avarias a esse sistema tão complexo que é o nosso cérebro. A maneira como a humanidade está organizada socialmente, economicamente, culturalmente, e geograficamente, está contribuindo fortemente para o desenvolvimento desses fatores.

   Basta parar e analisar o seu dia a dia, quem de vocês pode admitir, com sinceridade, que não passou por nenhum momento estressante neste dia? Quantos de vocês convivem com essas perturbações diariamente? Bem, as respostas eu já sei quais serão, afinal o meu dia a dia não difere muito da quase totalidade da humanidade, ou seja, trabalhar, estudar, enfrentar o transito, convivência familiar, outros relacionamentos e assim por diante. E em cada uma dessas atividades ficamos expostos a diversas tipos de deterioração psicológica, emocional, e física, causando prejuízos a nossa frágil mente.  

    Mas estamos acostumados a isso, ou melhor, estamos acomodados com relação a isso. Pois não deveria ser assim! O que aconteceu com nossa qualidade de vida? Porque não pensamos mais nisso? Será que temos realmente a vida que gostaríamos de ter? Com a qualidade que merecemos/precisamos?


   Esse blog é pra vocês, que compartilham o meu ideal de viver de uma forma mais natural para termos uma qualidade de vida realmente boa. Talvez morar no mato possa parecer extremo demais, e não acho que todos devam fazer isso  mesmo ou, do contrário, só mudaríamos a sociedade de lugar, mas dar uma passada por lá certamente será benéfico a nós.

   Além da ideia principal de viver junto a natureza, trarei algumas reflexões a respeito da liberdade que tantos procuram, e pouquíssimos encontram.

   Pra finalizar quero dizer que o objetivo principal deste blog não é reclamar. As queixas apenas servirão de base para as dicas de como viver melhor.