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domingo, 13 de abril de 2014

Alternativas Para Sobrevivência

          Ter uma vida com mais liberdade, com menos compromisso, sem a preocupação de estabelecer raízes em um determinado local, são atitudes que costumam ser vistas como tornar-se um vagabundo, um andarilho, alguém cuja existência aparenta ser penosa. Bem, este pensamento está por demais antiquado!

   Conforme comentei na postagem Vivendo Sem CEP existem algumas alternativas para quem não pretende passar toda sua vida numa cadeira de escritório, e entre elas se destaca a carreira de Nômade Digital (Click para saber mais). Cuja grande vantagem dessa atividade consiste em, de uma certa forma, ser possível conciliar uma carreira - o seu ganha pão - com  a liberdade de viver com o pé na estrada, substituindo um ambiente de trabalho estressante por um ambiente agradável que pode ser escolhido a dedo.

    Os chamados Nômades Digitais são indivíduos que decidiram não mais viver como um empregado, com horários e metas à cumprir fielmente para benefício de seus empregadores, que muito lucram e pouco valorizam. Tendo em mente o ideal de viver por sua própria conta esses admiráveis aventureiros, dedicam-se à desenvolver atividades digitais, ou melhor, se tornam verdadeiros empreendedores no universo digital, cada qual, valendo-se de sua criatividade, cria sua própria fonte de renda. (Veja aqui alguns exemplos)

   Muito mais do que ganhar dinheiro para satisfazer suas necessidades, o que esse pessoal costuma, e gosta de fazer, é dividir suas experiencias com o mundo, criando blogs, websites, escrevendo livros e etc., com o objetivo de incentivar outras pessoas a madurem a maneira de ver o mundo. Suas histórias de sucesso são uma grande alavanca para aqueles que já pensam, como eu, em fazer isso mas que ainda não conseguiram tomar a decisão crucial, e por as mãos à abra.

   O essencial para seguir por esse caminho é ter foco e atitude, é preciso agir, trabalhar muito, mesmo sem ter um chefe pegando em seu pé. É necessário ser desapegado, para viver na estrada não é ideal, e inclusive é desnecessário, acumular bens, preocupar-se apenas com o necessário já basta, isso facilitará sua vida. 

   Dessa forma, você que gostaria de por o pé na estrada, mas acha necessário ter um emprego e uma carreira pra garantir o futuro, já não pode mais usar isto como desculpa para deixar de viver suas aventuras. 

   Coloquem suas ideias em práticas e saiam descobrir o que o mundo tem guardado pra vocês. 


      

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Experiências

      Conhecer novos lugares, outras pessoas, e outras culturas é sem dúvida uma experiência incrível que amplia nossos conhecimentos e melhora a nossa percepção sobre a vida.

     No último feriado prolongado tive a oportunidade de viver uma nova experiência, certamente satisfatória. Um acampamento de três dias na Ilha do Mel. Uma atividade realizada com muito mais vontade do que dinheiro, sem luxo, mas com muita alegria e paz, afinal, desfrutar a natureza com os amigos é algo que não pode ser avaliado monetariamente.
           
      Viver de uma maneira diferente da habitual, ainda que por pouco tempo, nos faz evoluir, possibilita fazermos uma reavaliação sobre a nossa vida, nossos costumes, hábitos, valores. A experiência de passar alguns dias longe da cidade, praticamente sem comunicação com o restante do mundo, sem ouvir ou ler qualquer a notícia em qualquer que seja o meio de comunicação, permite perceber o quanto sobrecarregamos nossas mentes com coisas que pouco prazer nos proporcionam, e que ao contrário, nos deprime e nos estressa. Percebemos que, muitas vezes, temos tantas coisas que, na realidade, são dispensáveis, coisas de que nos tornamos dependentes sem perceber que de nada dependemos delas. Enfim, para percebermos que podemos ser muito mais livres se realmente quisermos.

      É interessante observar como as pessoas se comportam e reagem nessas situações, completamente diversas do que são acostumadas a viver em seu dia a dia. Algumas simplesmente ficam a vontade com isso, e até mais felizes, foi assim que me senti na ilha. Por outro lado, existem aqueles que apresentam grandes dificuldades em desapegar dos "confortos" da civilização urbana, é visível a necessidade de algumas pessoas em usufruir de algumas tecnologias, mesmo não sendo elas necessárias. Imagine trocar as ondas do mar para navegar na internet. Fixar os olhos em uma tela de TV ao invés de fixá-los nas paisagens naturais. Ouvir o som de buzinas e sirenes ao invés do som do mar e dos pássaros.

     Há tanto para vermos neste mundo, tantos locais para explorar, tantas pessoas para conhecer, tantas histórias para viver, e no entanto, a maioria de nós não consegue se desprender. A comodidade, a insegurança, e a visão fechada  nos impede de viver aventuras. É claro que nem sempre conseguiremos fazer tudo o que planejamos, não há garantia de que a experiência será satisfatória ou não, mas certamente aprenderemos algo novo em cada passo que dermos.

     Viver é isso, ter experiências, aprender, descobrir, e assim evoluirmos. Apenas precisamos aprender a desfrutar cada uma de nossas experiências, e extrair o máximo possível delas, não basta simplesmente viver uma situação, é necessário absorver o conhecimento que ela nos proporciona.

      

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Isolamento

    No filme 'Na Natureza Selvagem', Alexander Supertramp aventura-se no Alasca buscando isolar-se da sociedade, assim como fez, Henry David Thoreau ao instalar-se na floresta às margens do Lago Walden.

Tracy e Alex - Cena extraída do filme Na Natureza Selvagem.
     O desentendimento que Alex tinha com seus pais é apresentado como um dos motivos que o levaram a tomar essa ousada atitude, isso e a ideologia que ele havia desenvolvido sobre a vida em sociedade. Em um dos capítulos do livro 'Na Natureza Selvagem', é feita uma explanação mais acentuada acerca dessa necessidade de isolamento. A maioria das pessoas provavelmente atribua - antes de conhecer a fundo a história - sua "fuga" a alguma decepção que sofrera em sua vida, sem deixar de lado o mais comum de se pensar, que tenha sido motivado por algum relacionamento frustrado, porém isso jamais convenceu as pessoas que o conheceram, e que viveram algum tempo ao seu lado, por mais curto que tenha sido esse contato. 

      Tinha ele a sua própria percepção sobre os relacionamentos, seja entre um casal ou entre o indivíduo e a sociedade, de forma que alguns dos amigos, os quais conhecera durante a sua aventura, afirmaram que Alex mencionou que gostaria de se casar e ter filho, essas coisas todas "normais" digamos, algum dia, isso só depois que regressasse do norte. Disseram que era um rapaz com uma boa virtude.

      Como havia comentado em um post anterior, penso que essas situações, como as decepções, não possam ser o fator fundamental para estimular a fuga e o isolamento, mas sim um fator que amplia essa vontade. Muitas pessoas como Alex, Henry, Timothy, eu mesmo, e muitas outras pessoas que conheço não conseguem ver o mundo simplesmente como ele é; aceitar que as coisas são como são, e que não se pode mudar, não achamos correto o andar dessa carruagem da civilização, e assim buscamos entender a vida mais profundamente, e passamos, também, a buscar alternativas para a promover alguma mudança. Não é fácil conviver como qualquer pessoa quando se tem esse tipo de visão.

  Deixando de lado as atitudes extremistas, é fácil perceber que o isolamento é amplamente utilizado pelas pessoas que estão com algum problema e precisam 'parar pra pensar', e o fazemos sem perceber, espontaneamente, naturalmente. Quem nunca fez isso? Deixar aquela discussão para o outro dia; afastar-se de alguém que está irritado com você no momento; fazer aquela caminhada sozinho; dar um tempo de tudo.....vale até aquela expressão divertida 'Dorme que passa!'. Todas essas são formas de isolar-se, as vezes fisicamente, as vezes apenas mentalmente, pois o nosso cérebro complexo pode sofrer algum bug a qualquer momento e é então que precisamos nos isolar para destravar, recompor-se, organizar nossa mente.
       
      Certamente Supertramp queria mais que isolar-se do mundo todo, ele estava em busca de conhecimento, entender como a vida funciona e, para isso, nada melhor do que sair e viver a vida de uma maneira que seja possível perceber a realidade de tudo, sem as maquiagens implantadas pela sociedade.
      

domingo, 30 de junho de 2013

Inspirações IV

      Está talvez seja a minha fonte de inspiração que se apresente de forma mais singela. Uma música simples, com uma letra direta que transmite em poucas palavras o ideal defendido por este Blog.
      

    Por ser uma banda hippie, Ventania (nome da banda e também o apelido do compositor/vocalista/violeiro) pode não ser bem aceita por muitas pessoas, devido a sua filosofia de vida livre e consumo de substâncias alucinógenas, no entanto, para o propósito ao qual quero usar uma de suas canções esse fator não tem relevância alguma, pra quem não gostar do estilo, sugiro que atenha-se apenas ao mensagem transmitida na letra.

Ventania
       Esse poeta maluco, expressa a vontade que temos de deixar os problemas e as dificuldades de se viver nessas cidades tumultuadas, de uma sociedade cheia de regras tolas, desse mundo cinza que acaba nos deprimindo e desanimando. E assim ele fez, ainda bem jovem caiu na estrada, pedindo carona, fazendo e vendendo seus artesanatos, e tocando suas composições nas rodas de malucos. Embora hoje  Ventania admite estar instalado em apenas uma cidade, não deixou sua filosofia de vida simples de lado.

      Ventania não fugiu pro matagal literalmente, mas ele conseguiu transmitir a mensagem de como poderia ser a vida no mato, livre, simples e descomprometida. Fazer seu pãozinho de manhã, tomar uma chimarrão, tocar violão, curtir a natureza, ou seja, simplesmente viver. Sempre me questiono, será que realmente precisamos mais do que isso? 

     Se tivéssemos apenas o dever de cumprir com nosso trabalho de subsistência, e abandonar a ideia de que devemos ter acumular bens materiais e capital, talvez a vida não nos pareceria assim tão dura e complicada. Como disse o próprio Ventania em entrevista ao Jô Soares "Quando vi estava preso num pé de alface!". E realmente o que nos deixa presos a essa vida, são coisas tão insignificantes, é fácil deixá-las pra trás, mas mesmo assim não conseguimos. Quantas vezes já me vi com uma mochila nas costas, meu violão na mão, caminhando numa estrada com destino incerto. Nos falta coragem? Onde está o nosso espírito aventureiro?

Ventania - Marasmo

Vou fugir desse marasmo
Vou sair da capital
Vou fugir desse marasmo,
Vou morar no matagal.
No mato a gente anda descalço
E pode tomar banho nu
No mato a gente anda descalço
E pode tomar banho nu
E de manha fazer chapati
E a tarde eu tomo um chimarrão
Se a noite eu faço uma fogueira
Vou tocar meu violão.

E vai rolar o som, vai rolar o som.
E vai rolar um bom
E vai rolar o som, vai rolar o som
E vai rolar um bom.

Eu já fugi desse marasmo
Já sai da capital
Já fugi desse marasmo
Vim morar no matagal
No mato a gente anda descalço
E pode tomar banho nu
No mato a gente anda descalço
E pode tomar banho nu
E de manha fazer chapati
E a tarde eu tomo um chimarrão
Se a noite eu faço uma fogueira
Vou tocar meu violão.

E vai rolar o som, vai rolar o som.
E vai rolar um bom
E vai rolar o som, vai rolar o som
Até o dia clarear

      


       Essa é uma outra versão da canção do Ventania, aparentemente um outro artista independente resolveu criar sua própria versão, com outra roupagem, a música ficou igualmente excelente. Ela está disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=_YkX9tEuNfU


segunda-feira, 24 de junho de 2013

Vivendo sem CEP

      Olá! Hoje vou falar sobre um dos estilos de vida que está ligado ao ideal de Fugir Para O Mato, que primeiramente tem como objetivo de fixar-se em algum lugar isolado em uma floresta ou similar, e em segundo plano -  mas isso sem priorizar nem um deles - está a ideia de vida sem um endereço fixo, viver pelo mundo todo, explorando, conhecendo. Quando estava planejando escrever sobre isso, eis que cai na telinha do meu PC um artigo publicado em um Blog muito interessante, o Hypeness, falando sobre uma família que vive em uma Kombi, então resolvi adiantar um pouco a postagem.

        Resumindo a história, e sugiro que leiam ela no Hypeness, o filho do casal fez um pedido de aniversário para que eles pudessem ficar mais tempo juntos,  então, Jason Rehm e sua esposa, já cansados do estilo de vida americano, que inclui consumismo, muitas horas de trabalho, e pouco tempo de lazer, resolveram alugar sua casa, vender e/ou doar a maioria de seus pertences, compraram uma Kombi e caíram na estrada.


    A interessante história deles, revela que os motivos que os levaram a adotar essa atitude são, basicamente, os mesmo que citei no post Mas fugir do que?. Também eles estão tentando fugir do caos moderno, embora de uma maneira um pouco diferente do conceitual de viver na estrada, uma vez que o Jason mantém um vínculo empregatício com flexibilidade para trabalhar em qualquer lugar que esteja.

      Viver sem rumo definido, porém com a cabeça no lugar, eles não estão perdidos no mundo como podem pensar algumas pessoas, eles simplesmente não planejam a longo prazo, e esse é o espirito aventureiro que estou tentando aperfeiçoar, deixar a comodidade de lado, desprender-se do lugar. Pense no  quanto é interessante acordar numa certa manhã e dizer "Hoje vamos pro sul!" e seguir rumo a alguma cidade diferente, ficar lá por um tempo, conhece-la e depois partir para outro canto.     


        Viajar dessa forma é até uma atitude mais comum de se ver, porem na maioria das vezes, ela é apenas temporária, onde as pessoas acabam regressando para um local fixo, um endereço oficial, e mantém uma comum as de outras pessoas, como comentado por Jason quando se refere a esperar a aposentadoria para viajar. Seria como um espirito semi-aventureiro, também admirável, pois essas pessoas estão buscando conhecer o que o mundo tem para oferecer.
       
     Para se viver como rubber tramps (que seriam os "vagabundos" motorizados, conforme descrito no livro Into The Wild) será necessário preocupar-se com recursos financeiros necessários para gasolina, manutenção, pedágios, etc. Essa é sempre a parte questionada "Como vai conseguir se manter?", bem essa vida não é pra quem procura luxo e conforto material, é pra quem quer paz de espírito e liberdade, e para isso é necessário viver com mínimo possível.

 
      Pode ser dizer que há três maneiras de se conseguir isso, você pode ser um cara com uma conta gorda no banco para torrar - ferindo todo o ideal - pode, também, ter a sorte de conseguir um emprego como o de Jason que pode ser realizado a distância e em qualquer lugar que esteja, ou o mais comum, os empregos temporários, como pode ser visto no filme Na Natureza Selvagem, a cada parada pode-se realizar serviços e receber uma graninha pra seguir por mais alguns quilômetros.

      Essa realmente é uma maneira muito divertida de conhecer o mundo todo, com um cantinho móvel aconchegante, uma pouco apertado, porém bem equipado, e com o melhor dos combustíveis, a sede por aventuras.
   

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Viajar

      Há pouco tempo, olhando as fotos de uma amiga no Facebook, me deparei com um álbum cujo o título é "Viajar é trocar a roupa da alma", uma frase de Mário Quintana que descreve perfeitamente o sensação de viajar e conhecer novos lugares.

      Esse assunto me remete a falar sobre um dos trechos interessantes do filme 'Na Natureza Selvagem', as conversas do jovem Supertramp com o Sr. Ronald Franz. Apesar de o tema viajar estar presente em todo o filme, há uma parte em especial, em um dos diálogos entre esses dois.

Imagem extraída  do filme Into The Wild
      No início da 2ª hora de filme, Alex revela a Franz que o seu objetivo é ir para o Alasca, ele então é indagado pelo velho "Rapaz de que você está fugindo?". Em resposta Supertramp diz que poderia fazer-lhe a mesma pergunta, no entanto ela já saberia a resposta, então ele volta-se para Ron e diz a ele que deve sair de casa, pegar a estrada e viajar, que ele ainda tinha muito para viver. Na sequência, com um bastante esforço, Ron sobe o morro e junta-se ao rapaz para terminarem a conversa, momento em que Alex exprime outra de suas frases marcantes "As pessoas precisam mudar o modo de ver as coisas".

     Muitas vezes ao conversar com pessoas de uma certa idade é comum ouvir delas a seguinte frase "Gostaria de ter tido a oportunidade de viajar mais quando era jovem!", sempre com um certo ar de frustração. Vários motivos podem ter impedido essas pessoas de deixarem seus lares para conhecer outros cantos do mundo, não cabe a nós julgarmos se as decisões deles foram certas ou não. Por outro lado, algumas pessoas de idade sempre tem na ponta da língua alguma história sobre algum lugar pra onde viajaram e que, indubitavelmente, ficou marcado em suas memórias. Meu conselho, nunca percam uma oportunidade de viajar!

       Nosso estilo de vida moderno quase não nos deixa tempo pra curtir a vida. Os feriados estão aos poucos sendo suprimidos pelas necessidades mercantis financeiras. Só nos restam as férias, e estas, muitas vezes são negociadas. Ouço muito por aí "Vou vender minhas férias, juntar uma graninha, não tenho mesmo pra onde ir!" Errado! Nem sempre é necessário ter uma boa reserva de dinheiro pra se viajar, existem diversas opções e alternativas para tornar o sonha de viajar acessível. E se ainda assim estiver pensando em não gastar dinheiro, leve em consideração o bem estar que isso trará pra você, não será melhor estar descansando em uma pousada do que trancado em um escritório, pendurado ao telefone? Pense bem! (Ah sim! Quero deixar claro que não tenho nenhuma agência de turismo hehe).
       
       Não devemos ter o pensamento de que viajar não é pra qualquer um, que é só pra quem tem dinheiro pra esbanjar. É lógico que devemos dar atenção as necessidades básicas e essenciais primeiro, e talvez, viajar seja algo essencial também. Mudar o modo como vemos as coisas e também mudar o modo de agirmos, temos que parar de tratar o lazer como a ultima atividade a ser feita, se der tempo. O tempo não para, aproveite-o, ou lamente depois.

   
   Ao longo dessa minha curta existência tive oportunidade de fazer algumas viagens, não tantas quanto gostaria de ter feito, mas ainda posso fazer, e sei muito bem que a sensação de viajar causa um bem estar tremendo em nosso ser. E podem apostar, muitas de minhas melhores lembranças são destas viagens,  e é com isso que pretendo alimentar minha felicidade. Em minha velhice quero ter histórias pra contar, sobre lugares que visitei, sobre o que vi, vivi, e senti, de tudo que pude desfrutar rodando por esse vasto mundão.


        Existem tantos lugares para serem conhecidos, tantas culturas e hábitos para serem compartilhados. Nas palavras de Supertramp "O âmago do espirito humano pede por novas experiências". Devemos absorver um pouco de tudo o que há de bom nesses lugares novos, e isso acontece involuntariamente, basta observar-se ao regressar para seu lar, vindo de um lugar diferente dos habituais, e verá que algumas atitudes e comportamentos seus mudaram, normalmente pra melhor, isso tudo aconteceu porque você trocou a roupa de sua alma.




"Pela janela do ônibus olho para trás e me despeço da minha cidade, com os olhos fitando a paisagem já conhecida. Na mente apenas uma certeza, de que em um novo lugar maravilhoso estarei desembarcando logo mais. E pela estrada sigo admirando ao contorno de cada curva uma nova e impressionante paisagem."






Quantos de vocês sentiram vontade de preparar uma mochila e sair agora mesmo em busca de uma nova aventura???
Então não se prendam, deixem esse impulso que vos tomou agir. 

Pegue sua mochila e caia na estrada, com ou sem destino!