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domingo, 1 de setembro de 2013

Será esse o nosso futuro?

      Certamente, em algum momento da sua vida, você já parou para imaginar como será o futuro, como serão nossas casas, os carros, os objetos que nos cercam, e em como será a natureza e o quanto ela será modificada. Várias dessas projeções imaginárias são transformadas em filmes, livros e outras obras de arte.

    Dirigido por Andrew Stanton, o filme de animação Wall-E traz uma versão pouco animadora sobre o futuro da humanidade, em cenas que por vezes parecem ser exageradas, mas que no entanto são possíveis de se tornarem a nossa realidade se não promovermos uma mudança comportamental agora mesmo.

    O desajeitado e simpático robozinho Wall-E habita o devastado planeta Terra do futuro, compactando as sucatas do que outrora foram os preciosos bens materiais dos humanos que, após esgotarem os recursos naturais do planeta, o abandonaram e partiram para o espaço onde vivem agora em um ambiente totalmente artificial em condições no mínimo bizarras.   






   Nesse futuro idealizado pelos produtores do filme podemos constatar uma evolução, digamos "ao contrário", onde os humanos acabam perdendo sua capacidade motora devido ao excesso de aparelhos tecnológicos que realizam praticamente todas as atividades básicas para os homens, desde caminhar, vestir-se e alimentar-se. Os humanos agora não passam de indivíduos atrofiados sem se quer terem a capacidade de ter contato com os outros, mantendo as "relações interpessoais" apenas de forma virtual.

        E como reverter tal situação??? É simples, e esse filme faz uma grande revelação. A mudança!

      Depois de que o robô EVA encontra uma planta na Terra, que caracteriza uma prova de que poderia a natureza ser restaurada, o Capitão da espaçonave planeta passa a agir de uma forma diferente, abandonando o comodismo proporcionado pela tecnologia que impede os humanos de pensarem por conta própria. Assim ele começa a estudar o passado, percebendo quantas coisas boas foram deixadas para traz durante esse processo evolutivo danoso, e não tem dúvidas de que a vida de antes era melhor do que a esta estavam vivendo.

        O desfecho dessa história é uma prova, e também um grande exemplo, de que precisamos mudar nosso comportamento, abrir nossas mentes, aprender mais sobre nós mesmo e nosso planeta, para que possamos continuar vivendo aqui por muitos e muitos anos, com uma boa qualidade de vida, sem nos perdermos e nos destruirmos.

     Wall-E, um filme excelente para ser usado em aulas de Educação Ambiental, pois é disso que precisamos, fazer com que as próximas gerações cresçam com uma visão diferente, mais humanas, mais participativas, menos acomodadas, e menos conformistas. Um mundo melhor só depende da nossa atitude!

terça-feira, 28 de maio de 2013

Construções Ecológicas

     Para se viver junto a natureza é indispensável viver também de maneira ecologicamente correta, pois se você pretende aproveitar o melhor do meio ambiente, deve fazer o máximo possível para que sua presença não seja prejudicial à natureza.

Projeto de Minke em parceria com o estúdio Craterra - Eslováquia. 
     É com essa visão que surgiu o conceito de Construções Ecológicas, ou Arquitetura Ecológica, nas quais procura-se utilizar materiais alternativos para construção de residências, incluindo as matérias primas naturais, como barro, pedra, galhos e folhas, assim como de material reciclado ou reaproveitado, como garrafas PET, pneus, isopor, paletes, caixotes entre tantos outros, além disso, podem conter outros elementos sustentáveis, tais como os telhados verdes, arquitetura voltada para melhorar a iluminação, energia solar, sistemas de reaproveitamento de água, e também a manutenção térmica, garantida pelo próprio material empregado na construção.

    Outro fato interessante sobre esta modalidade de construção é que ela, comumente, é realizada na forma de mutirão, talvez até pela natureza da obra, focada na simplicidade, o que incentiva o cooperativismo e a colaboração para que o projeto seja bem sucedido, deixando à todos com aquele ar de satisfação.
     
     Inúmeras experiências foram feitas sobre essa modalidade arquitetônica, e os resultados obtidos tem sido muito favoráveis, pois, de maneira geral, essas residências tendem a consumirem pouco capital financeiro, são menos impactantes que as construções tradicionais, permitem o reaproveitamento de materiais, e ainda assim oferecem todo conforto necessário para se viver bem.
   
     Recentemente o site Descubra O Verde publicou um pequeno artigo sobre o Arquiteto alemão Gernot Minke, um especialista em construções sustentáveis e autor do livro Manual de Construcción En Tierra - La tierra como material  de construcción y su aplicación en la arquitectura actual, no qual ele revela seus conhecimentos sobre as técnicas de utilização da terra como material de construção e sua capacidade arquitetônica. Um pouco mais sobre o trabalho desse talentoso arquiteto pode ser visto em seu site: Planungsbüro für Ökologisches Bauen Kassel.
    
  Além de obras complexas, com acabamentos impecáveis que são verdadeiras obras de arte arquitetônicas, Gernot também desenvolve projetos, digamos, econômicos e simples. Essas residências de aparência rustica, que instigam qualquer observador, são perfeitamente habitáveis, pois possuem todas as estruturas necessária para garantir segurança, abrigo, e, ao contrário de alguns comentários que ouvi, não possuem fatores que as tornam sujas e não higiênicas, seu acabamento bem feito isola-a da sujeira externa e de insetos, ou seja, são como habitações tradicionais quanto a esse aspecto, além de possuírem as vantagens citadas anteriormente.

     Mas o que isso tem a ver com o Fugir Para O Mato? É simples! A ideia de se integrar com a natureza   está ligada, também, a ideia de uma vida menos focada nos bens materiais. Mas não precisamos nos desfazer de tudo para viver assim (a menos que esse seja nosso desejo, porque também é possível), o que temos a fazer é apenas nos livrarmos dos excessos que nos tornam esses humanos consumidores vorazes e destruidores.
   
    Logo uma casa simples, oriunda basicamente de materiais encontrados em abundância na natureza, juntamente com o reaproveitamento de materiais que acabariam por poluir o meio ambiente, pode nos dar todo conforto de que realmente necessitamos, sem para isso termos gastado uma fortuna, e depois ainda sermos obrigados a nos trancarmos atrás de grades para termos segurança, uma vez que a riqueza aparente atraí os olhares dos marginais. Além do mais, o que torna uma moradia um lar, não é o dinheiro investido em suas paredes e acabamentos, mas sim a paz e harmônia que podemos encontrar nesse ambiente.

     E então? Alguém se arrisca num empreendimento desses? Compartilhem suas opiniões.

     Estou com o Manual de Gernot, e assim que conseguir estudá-lo - está em espanhol, o que dificulta um pouco - vou tentar elaborar algumas dicas, apontando o que é viável e o que não é, considerando o lugar onde vivemos, também trarei outras opções de moradias ecológicas de baixo custo, exemplos de projetos  bem sucedidos.