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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Desbravadores Do Conhecido

    Muita admiração tenho pelos antigos exploradores, expedicionários e desbravadores que a muito tempo percorreram terras desconhecidas, inabitadas, traçando caminhos, registrando e compartilhando com o restante do mundo o que viram em suas jornadas.

Mapa do Roteiro da Expedição Primavera 2009
   Hoje existem muitos locais ainda inexplorados, desconhecidos, intocados, e que aos poucos vem sendo descobertos. No entanto, nesse mundo tão vasto, ainda existem tantos desses locais já conhecidos por alguns que mas são totalmente desconhecidos por outros. 

Ainda temos muito o que conhecer, "há muito mais lá fora para descobrir", ou redescobrir. E desta forma surgem os novos desbravadores, que saem explorando aquilo que já é conhecido por alguns, mas uma novidade para eles.

    A poucos dias conclui a leitura do livro "Na Solidão Do Meu Capacete: A Viagem" escrito por Mauro Coutinho Damasceno, um desses novos desbravadores. Um motociclista com um sonho, uma meta, um objetivo, explorar lugares já explorados anteriormente, porém não por ele.

Logomarca da Expedição
    Mauro descreve em seu livro, de forma simples e natural, a sua experiência decorrente da viagem denominada Expedição Primavera 2009 - Oiapoque - Chuí. 

  Durante os 118 dias de viagem foram percorridos aproximadamente 30.000km, visitando todas as capitais brasileiras até chegar aos pontos mais extremos do Brasil, Oiapoque ao Norte e Chuí ao Sul, além de outras cidades.


     O livro não revela em muitos detalhes os locais visitados, mas o autor e explorador consegue transmitir de forma clara a emoção que sentiu a cada momento de sua jornada, é notável sua satisfação em ter realizado um de seus sonhos.
   

    
    Coutinho é prova de determinação e foco pois, conforme relatado em seu livro, muitos duvidaram de sua façanha, muitos achavam loucura e assim tentaram desencorajá-lo, e mesmo assim, com pouco apoio, ele seguiu em frente pois sabia exatamente o que queria fazer.

     Leiam o livro, inspirem-se, sigam o exemplo de determinação, corram atrás de seus sonhos, satisfaçam suas vontades, pois é somente isso que nos tornará felizes.


“Nada na vida esta realmente em nossas mãos...
Mas tudo está diante das nossas possibilidades, e é a possibilidade que me faz continuar e não a certeza.
Uma espécie de aposta da minha parte.
E embora possam me chamar de sonhador, louco ou qualquer outra coisa, acredito que tudo na vida é possível e realizável...”
Basta ter coragem, determinação e planejamento.

Mauro Coutinho Damasceno

          

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Experiências

      Conhecer novos lugares, outras pessoas, e outras culturas é sem dúvida uma experiência incrível que amplia nossos conhecimentos e melhora a nossa percepção sobre a vida.

     No último feriado prolongado tive a oportunidade de viver uma nova experiência, certamente satisfatória. Um acampamento de três dias na Ilha do Mel. Uma atividade realizada com muito mais vontade do que dinheiro, sem luxo, mas com muita alegria e paz, afinal, desfrutar a natureza com os amigos é algo que não pode ser avaliado monetariamente.
           
      Viver de uma maneira diferente da habitual, ainda que por pouco tempo, nos faz evoluir, possibilita fazermos uma reavaliação sobre a nossa vida, nossos costumes, hábitos, valores. A experiência de passar alguns dias longe da cidade, praticamente sem comunicação com o restante do mundo, sem ouvir ou ler qualquer a notícia em qualquer que seja o meio de comunicação, permite perceber o quanto sobrecarregamos nossas mentes com coisas que pouco prazer nos proporcionam, e que ao contrário, nos deprime e nos estressa. Percebemos que, muitas vezes, temos tantas coisas que, na realidade, são dispensáveis, coisas de que nos tornamos dependentes sem perceber que de nada dependemos delas. Enfim, para percebermos que podemos ser muito mais livres se realmente quisermos.

      É interessante observar como as pessoas se comportam e reagem nessas situações, completamente diversas do que são acostumadas a viver em seu dia a dia. Algumas simplesmente ficam a vontade com isso, e até mais felizes, foi assim que me senti na ilha. Por outro lado, existem aqueles que apresentam grandes dificuldades em desapegar dos "confortos" da civilização urbana, é visível a necessidade de algumas pessoas em usufruir de algumas tecnologias, mesmo não sendo elas necessárias. Imagine trocar as ondas do mar para navegar na internet. Fixar os olhos em uma tela de TV ao invés de fixá-los nas paisagens naturais. Ouvir o som de buzinas e sirenes ao invés do som do mar e dos pássaros.

     Há tanto para vermos neste mundo, tantos locais para explorar, tantas pessoas para conhecer, tantas histórias para viver, e no entanto, a maioria de nós não consegue se desprender. A comodidade, a insegurança, e a visão fechada  nos impede de viver aventuras. É claro que nem sempre conseguiremos fazer tudo o que planejamos, não há garantia de que a experiência será satisfatória ou não, mas certamente aprenderemos algo novo em cada passo que dermos.

     Viver é isso, ter experiências, aprender, descobrir, e assim evoluirmos. Apenas precisamos aprender a desfrutar cada uma de nossas experiências, e extrair o máximo possível delas, não basta simplesmente viver uma situação, é necessário absorver o conhecimento que ela nos proporciona.

      

sábado, 2 de novembro de 2013

Não se estresse

Foto: Joeci R. Godoi


Não se estresse, nada há a fazer ou desfazer

Livre e Natural: Uma Canção Espontânea
Pelo venerável Lama Gendun Rinpoche

A felicidade não pode ser encontrada
através do grande esforço, nem de força de vontade,
mas já está presente quando se relaxa e se solta tudo.
Não se estresse,
nada há a fazer ou desfazer.

Aquilo que surge momentaneamente no corpo-mente 
não tem importância verdadeira, 
e tem pouca realidade.

Por que se identificar e se apegar a isto, 
julgando-o e a nós mesmos?
É muito melhor simplesmente
deixar que todo o jogo aconteça por si mesmo,
levantando-se e caindo de volta como as ondas…
sem mudar ou manipular nada…
e perceber como tudo desaparece
e reaparece, magicamente, repetidamente,
infindavelmente.

É apenas a nossa busca pela felicidade
nos impede de enxerga-la.
Parece um arco-íris brilhante que perseguimos sem nunca alcançar,
ou como um cachorro correndo atrás da própria cauda.

Apesar de a paz e a felicidade não existirem
como coisas ou lugares reais,
elas estão sempre acessíveis
e nos acompanham a cada instante.
Não acredite na realidade
elas são como o clima efêmero de um dia,
ou como um arco-íris no céu.

Desejando segurar o que é impossível de ser seguro,
você se exaure em vão.
Logo que você relaxa o punho cerrado da avidez,
aparece um espaço infinito — aberto, convidativo e confortável.
Faça uso deste espaço, desta liberdade, deste conforto natural.
Não procure mais longe.
Não entre em uma floresta fechada
procurando pelo grande elefante desperto.
Ele já está descansando, silenciosamente, em casa,
em frente à sua lareira.

Nada a fazer ou desfazer,
nada a forçar,
nada a desejar
e nada faltando —
Emaho! Maravilhoso!
Tudo acontece por si mesmo.

 Traduzido por Dakpo Kagyu Ling, em Dordonha, França -
Texto extraído do livro ” O despertar do Buda Interior” de Lama Surya Das

domingo, 20 de outubro de 2013

Andar A Pé

       Andar A Pé! Título da obra Henry David Thoreau que relata uma de suas formas de contemplação da natureza através de de uma atividade que vem, aos poucos, sendo desprezada pelas pessoas, apesar de seus benefícios serem de conhecimento de todos.

     Caminhar ainda é direito de todos, é gratuito, e não requer treinamento. Logo, não há desculpas para não praticar essa atividade. Thoreau demonstra que certas contemplações só podem ser feitas através de uma caminhada, e ele está certo disso. Pois quando caminhamos por algum lugar prestamos mais atenção aos detalhes das paisagens, existe uma maior interação com o meio, e é isso que faz essa atividade ser tão agradável.

        Lembro das caminhadas que, junto com os amigos, fazia em tempos passados. O passeio que nos levava a casa de nossos amigos do interior era sem dúvidas divertido e inspirador. Percorrendo as estradas rurais conversávamos sobre diversos assuntos, e cada mudança de paisagem, cada cenário novo inspirava um novo diálogo. Hoje, apesar de limitar minhas caminhadas ao perímetro urbano, continuo realizando meus passeios, descobrindo novos lugares, conhecendo outras pessoas, e sempre há algo de interessante nesses caminhos, que mesmo já conhecidos, estão sendo agora, descobertos por uma nova pessoa.

       Por comodidade as pessoas, em sua maioria, está deixando de andar a pé, seja andar apenas por andar, sem rumo, sem um destino traçado, ou até mesmo caminhas para ir a determinado local, mesmo que este seja muito próximo do local de partida, e isso sem dúvida é um desperdício de uma ótima atividade.  Muito estão limitando suas caminhadas no trajeto de suas cadeiras até seus carros e destes para outra cadeira.

       
         Caminhar amplia a nossa percepção sobre aquilo que nos cerca, nos dá sessação de liberdade, pois não precisamos seguir um caminho construído, ou mudar de direção apenas onde é permitido, andando a pé nós traçamos nosso caminho da maneira que nos convém. Caminhem! Seja pelas ruas, calçadas, trilhas, na praia, no mato, ou na cidade, mas não fiquem parados. Caminhem! Seja com destino determinado ou a esmo!
      "Sentimos que aqui nas cercanias quase só nós praticamos esta nobre arte, muito embora, para usar de franqueza, a maioria dos citadinos, a julgar pelo que afirmam, gostariam de, como faço, caminhar de vez em quando, mas não podem. Nenhuma fortuna é capaz de comprar os requisitos lazer, liberdade e independência, que são essenciais nesta profissão."
 Thoreau, H. D. - Andar A Pé

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Sem Pressa

     Parar e relaxar é uma prática muito importante para mantermos a nossa boa saúde mental e emocional, na postagem anterior comentei a respeito da pratica de descansar, e afastar-se por um instante de todos os tipos de pressões, mas existe ainda uma outra forma de levarmos nossa vida mais leve.

       Viver sem pressa, essa é a proposta do Slow Down Attitude, uma nova cultura que tem por objetivo frear a nossa vida, permitir realizar nossas atividades sempre com calma, e manter a cabeça fria quando em situações adversas. E vai ainda mais além da atitude de manter a calma. Esse novo conceito cultural estimula atitudes mais humanistas nos relacionamentos interpessoais, e a retomada de alguns valores antigos usurpados pelo estilo de vida moderno desenvolvido com a globalização, retoma a importância de aproveitarmos o tempo livre e relaxar.

     O Fugir Para O Mato surgiu com um propósito semelhante, sendo utilizado tanto em seu sentido figurado, fugindo apenas mentalmente ou temporariamente, quanto no sentido real de realmente deixar a vida urbana moderna de lado para viver junto a natureza e desenvolver-se com ela, ao ritmo natural da existência de cada ser vivo.

      Praticar a Slow Down Attitude pode parecer muito difícil, no entanto, se a considerarmos como uma mudança lentamente gradativa, veremos que é mais fácil do que se imagina, e digo isso por experiência própria, de alguém que passou da personalidade característica de nitroglicerina para um indivíduo mais tolerante e calmo, e  por conseguinte, muito mais feliz.

        Como ponto inicial devemos ter em nossas mentes a consciência plena de que alguns fatos independem de nós, e que nada que façamos poderá mudá-los, só não podemos confundi-los com aqueles que  podemos controlar, e quanto a esses, não devemos nos tornar um mártir deles. Uma cobrança menos intensa sobre nossa perfeição é o que pode nos tornar ainda melhores, e não ao contrário, pois a pressão de uma cobrança extremamente rígida nos induz, na grande maioria das vezes, a cometer erros, que seriam evitáveis se agíssemos com mais calma.

     É muito comum ouvir as pessoas dizerem "Porque é que quando estamos com pressa, parece que tudo dá errado!". Talvez seja porque realmente as coisas não ocorrem da maneira correta mesmo. Quando estamos com pressa, normalmente passamos a agir de forma mais mecânica do que lógica, por tanto a probabilidade de cometermos alguma falha é muito grande. Logo é importante reservarmos um instante antes de começar qualquer atividade, mesmo que está esteja no limite de prazo, para pensarmos na melhor forma de realizá-la, e só então dar início de forma calma, porém bem planejada.

     Nem sempre o que irá determinar o tempo de execução da atividade é a velocidade com que a realizamos, mas sim a maneira como a conduzimos. Um trabalho bem planejado normalmente sairá bem feito, assim, percebemos que a calma é chave para os bons resultados.

      "Fazer devagar e bem feito" Acessem esse link e vejam um exemplo de como a Slow Down Attitude é algo praticável e que produz apenas benefícios aos praticantes. Não corra, não tenha pressa, aproveite cada momento, relaxe, e os bons resultados acontecerão.    



sábado, 28 de setembro de 2013

Relaxar

   Todos concordam que precisamos descansar em algum momento de nossas vidas, no entanto, a humanidade segue um estilo de vida que pouco nos permite parar para descansar.

   Recentemente, lendo um trecho do livro "Paz A Cada Passo" de Thich Nhat Hanh, parei para pensar em como isso se encaixa perfeitamente no estilo de vida moderno. Reflitam sobre esse pequeno parágrafo:

Thich Nhat Hanh - Monge Budista

"Muitas vezes dizemos a nós mesmos, “Não fique só aí sentado, faça alguma coisa!” Quando praticamos a plena consciência, porém, descobrimos algo inusitado. Descobrimos que o contrário pode ser ainda mais valioso: “Não fique aí fazendo alguma coisa. Sente-se!” Precisamos aprender a parar de vez em quando a fim de ver com nitidez. A princípio, “parar” pode parecer uma “resistência” à vida moderna, mas não se trata disso. “Parar” não é só uma reação; é um estilo de vida. A sobrevivência da humanidade depende de nossa capacidade de desacelerar. Temos mais de 50.000 bombas atômicas, e mesmo assim não conseguimos parar de fabricar mais. “Parar” não significa um basta ao que é negativo, mas também permitir que se realize uma cura positiva. É esse o propósito da nossa prática — não evitar a vida, mas experimentar e comprovar que a felicidade é possível agora e também no futuro." Thich Nhat Hanh - Paz A Cada Passo

   Podemos considerar raros os casos de pessoas que não vivem sobrecarregadas de afazeres, não lhes restando muito tempo para descansar e relaxar, algumas já não creem que seja possível parar ou mesmo reduzir esse ritmo agitado em que vivem, e isso, normalmente, propicia alguns males ao indivíduo.

   O stress, considerado o mal do século, resulta desse estilo de vida frenético que cada vez menos leva em consideração o bem estar do ser humano, e os transformas em seres irritados que se preocupam mais em obter bens do que sentir-se bens. 

   
  
  Alguns agem como se não pudessem parar nem por um segundo, é comum vermos isso no trânsito por exemplo, experimente ficar mais de um segundo parado quando o semáforo muda para o verde, algum estressadinho vai buzinar, como se ele estivesse perdendo a vida toda naquele segundo. Faz sentido agirmos dessa maneira? 

 O tempo minuciosamente pré-programado limita as escolhas, e assim, até mesmo as atividades de lazer acabam sendo agendadas, com tempo e local marcados previamente, e tudo isso para não se perder tempo. Mas será que não é dessa forma que estamos perdendo nosso tempo? Desperdiçando-o com compromissos sistemáticos?


   A busca incessante pelo sucesso e pela conquista dos sonhos pode tornar-se um pesadelo cheio de frustrações se não pararmos para apreciar o que está no caminho que nos leva ao nosso objetivo, e essa maneira de viver em velocidade máxima está nos privando de observar as maravilhas que estão ao nosso redor. Descansar não é sinônimo de preguiça, mas sim de autopreservação. 
    Se quisermos seguir fortes em nossos objetivos devemos reservar alguns momentos para limparmos nossas mentes, aliviar toda tensão que a vida moderna nos propicia.

   Como Thich Nhat explica, não devemos desistir de nossos sonhos e objetivos, mas não podemos desprezar toda uma vida que ocorre ao nosso lado, para obter aquilo que desejamos no futuro, ou seja, não podemos esperar para sermos felizes, temos que sê-lo agora, aproveitar cada momento, afinal, a vida deve acontecer agora e não ser programada para mais além.

sábado, 14 de setembro de 2013

Em Busca De Um Sentido

       Encerrada a leitura do livro Na Natureza Selvagem, sinto-me apto a fazer alguns comentários sobre a experiência marcante, e sobre ele mesmo, o aventureiro Christopher Johnson McCandless (Alexander Supertramp).

  Um dos aspectos mais interessantes do ser humano é a sua capacidade de interpretar os fatos a sua maneira e assim desenvolver suas próprias conclusões, suas teorias, embora nem sempre de forma sensata e tampouco correta, mas que quando bem explanadas, essas ideias podem alimentar boas discussões em busca da explicação mais plausível.


  Após o corpo de Chris ser encontrado pelos caçadores inciou-se uma grande especulação sobre o ocorrido, e nessas horas o que não faltam são opiniões das mais diferentes formas possíveis, algumas bem embasadas, outras quase nada, algumas puramente emocionais e outras baseadas nos conhecimentos de quem realmente entende o objeto em questão.

     O fato de Alex ter deixado sua família, da forma que o fez, mantendo-se incomunicável, é visto por uma grande parcela das pessoas como um ato egoísta de rebeldia sem sentido, no entanto se analisarmos o propósito da odisseia que ele criou, e a maneira como seus pais agiram diante da situação, fica claro que ele não teria outra forma de seguir em frente, não fosse desaparecendo sem deixar rastros.



     Dizem os matutos mais experientes que Supertramp não estava, de forma alguma, preparado para encarar um aventura tão perigosa. De fato ele não estava, nas de uma certa forma porém, estava certo do que queria. É obvio que teria sido mais fácil se tivesse ele todos os petrechos apropriados para uma aventura no extremo selvagem, mas os relatos conhecidos indicam claramente que ele não queria assim. Afinal, como provar que a experiência de viver da natureza seria possível se ao mesmo tempo em que fosse viver de maneira selvagem, levasse com ele todos os equipamentos modernos que permitir-lhe-iam sua sobrevivência?

    Em que estado estava a sanidade mental de Chris quando partiu para essa jornada sem regresso, ainda é motivo de discussões. Independentemente disto ele nos proporcionou uma visão crítica e autoavaliativa sobre a maneira como vivemos, pensamos e agimos. Sua negação a sociedade é vista como algo impossível de se conceber, e é um pouco contraditória de fato, mas é compreensível se conseguirmos analisar os verdadeiros motivos. 


   Se analisarmos a convivência de um ângulo diferente, veremos que muito daquilo que fazemos não está certo, e que estamos apenas nos enganando, seguindo os passos de outros ao invés de traçarmos nossos próprios caminhos.

   Não precisamos fazer o que Supertramp fez para atingirmos essa percepção sobre a humanidade, basta refletirmos e mudarmos, talvez assim, poderemos desenvolver uma nova forma de sociedade, com mais ênfase no fator humano do que fator material, tal como é o presente.

Ônibus Magico - Abrigo de Supertramp durante sua estadia no Alasca                 Fonte: Na Natureza Selvagem
   A morte de Chris jamais poderá ser visto como uma perda tola e evitável, mas sim como um marco para uma mudança, e antes de tentarmos entender os anseios intimo desse jovem aventureiro devemos compreender a mensagem que ele pode transmitir ao mundo através de sua odisseia mortal. 

   Supertramp não foi o único, e muitos outros apareceram para tentar nos mostrar que que a humanidade está empreendendo um grande esforço para obtermos aquilo de que não precisamos.